Sexta-feira, 5 de Abril, 2013


Morrissey, Suedehead

Cheques de Sócrates descobertos em quinta no Ribatejo

 

Há quem só veja as decisões jurídicas ou políticas na base do posicionamento partidário. Só encaram as coisas em termos de esquerda/direita, socialismo/liberalismo, PS/PSD e coisas assim.

Por mim, e para resumir pois sinto-me um bocado azedo com a curteza de vistas de quem da coerência tem uma visão “posicional”, quem se opôs aos desmandos legislativos de Sócrates só pode estar contra os desmandos legislativos de Passos Coelho.

A menos que não fossem os desmandos que tivessem em causa, mas quem os fazia. Ou o partido. Ou a ideologia.

Cá para mim um abuso de poder é um abuso de poder. Rosa, laranja, vermelho, verde, azul ou cor dos asnos quando resmungam.

Quem critica a ausência de garantias dos direitos individuais em regimes de matriz autoritária, estalinista ou fascista, não pode queixar-se da existência de um Tribunal Constitucional que tem como missão defender esses mesmos direitos, mesmo quando toma decisões chatas. Uma coisa é discordar (como eu discordei no ano passado), outra contestar a própria razão de existir.

Quem critica o arbítrio das ditaduras e dos absolutismos, não pode atacar uma Constituição só porque a considera pouco consentânea com os seus próprios ideais, pois abre a porta a quem faça o inverso.

Há realmente gente que tem da defesa dos princípios do Estado de Direito, como instrumento político de combate à selvajaria, uma visão muito própria e privada.

… sobre os fundamentos do Estado de Direito nascido das revoluções LIBERAIS dos séculos XVIII e XIX, a começar pela americana, que consagraram a divisão dos poderes.

E é fantástico que muitos daqueles que pertencem à família política dos que sacralizam a Constituição Americana e o modelo político americano com um equivalente ao nosso Tribunal Constitucional com muitos mais poderes venham agora criticar uma versão muito mais suave desse modelo.

E é bem verdade que a culpa do crime não é dos juízes mas de quem o cometeu.

Se até gente designada pelo CDS assinou…

… com a duração dos preliminares.

Entretanto, o I e a TVI adiantarm-se com uma previsão arrojada.

… e o PS concorda pois apresentou uma moção para ser chumbada mesmo a tempo de o legitimar no PArlamento.

… nem a gente janta?

Uma boa descrição do não-assunto.

Do lado do sol:
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Do lado da sombra:
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A definição de “fim da tarde”. Se possível de acordo com o mês ou estação do ano.

Justificar com pecados alheios aqueles que são próprios.

Discussão (curta) até 22 de Abril: METAS_CURRIC_INGLES_3Abr13_Final.

Primeiro-ministro diz que relatórios visam Lusófona e não Miguel Relvas

E se é a Lusófona que está em causa, então há que retirar consequ~encias sobre certas parcerias, certo?

Aqui: Despacho – Tribunal de Lisboa.

Dizer que tudo foi tratado com transparência neste, outrora, não-assunto.

Não é bem assim…

A saída de Relvas:

Reacção de Nuno Crato:

Entrevista de Nuno Crato:

Fica aqui: IGECLusófona.

Não prova os dois meses na gaveta, mas uma tramitação estranhamente lenta durante o mês de Março.

Depois há uma sucessão de despachos que fazem lembrar a carta de Seguro para a troika.

IGEC

Se toda a Europa deixasse de comprar à Alemanha!

 

De facto estamos num tremendo impasse. Dizem-nos  - alguns estudiosos -  que a Alemanha está a fazer tudo para que os restantes países europeus, excepto a Áustria, a deixem sózinha na Europa. E com a sua produtividade – a Áustria imita! – os salários contidos, mas suficientes , um baixo desemprego, elevada produtividade, faria negócios unicamente com a China, e pronto. Seria uma hipótese, se bem que 60% das exportações da Alemanha sejam para a Europa. Iriam para a China!!!!!

Mas se a Alemanha está tão forte na possível intenção de nos querer a toda força do seu espaço retirar, por que não fazer-lhes o mesmo? Porque não convidar a Turquia a ficar mais aberta em todos os aspectos, com todos os países que nisso alinharem, e a Alemanha fica lá no seu  - outro – grande espaço.

E a Turquia já vai tendo um crescimento do PIB muito acentuado, para o nível recessivo da Europa! Até superior à Alemanha, claro a Alemanha é a primeira potência desta Europa, onde se sente mal. Está a achar-se importante demais para aturar uns desorganizados como todos nós, que não a Áustria.

E a Turquia, está em todos aspetos, até humano, mais aberta!

Claro que para isso, a partir desse momento teríamos, todos, todos, todos que deixar de comprar uma peça, sequer uma peça de um automóvel alemão, de uma máquina alemã. É fácil? Claro que não. É possível? Impossível não será! Ainda para mais se assim continuarmos, como a Alemanha nos quer,  vamo-nos dar todos muito mal.

Não é fácil mas é possível a Alemanha e a  Áustria arranjarem-se geograficamente na Europa voltadas para a China. Claro que há um forte  desastre com o Euro, mas em desespero assume-se uma outra moeda, se os alemães nos querem fora?! . Claro que o sul é mais desorganizado e muito pouco disciplinado, e se nos apanhamos com dinheiro gastamos onde por vezes não deveríamos. Mas , também estamos a tempo de nisso mudar, para melhor!

Mas este autoritarismo da Alemanha, esta arrogância, este quanto melhor para eles, melhor, quanto piores para todos os outros – excepto – Áustria – melhor. Não parece ter para nós futuro!

O momentum é muito difícil. Se olharmos nas nossas ruas, se bem que modelos já não tão  recentes, maioritariamente são automóveis feitos na Alemanha e por nós pagos – e são de qualidade! E por toda a Europa é igual. Claro que os tipos fazem bons automóveis e resistentes, mas nós pagamos, não nos deram! E receberam o dinheiro em troica.

E agora querem fazer-nos estar a empobrecer a cada dia que passa!

Tão difícil foi desde o pós – guerra unir uma Europa tão desunida, tão difícil. Feito isto, agora não chega, estarmos a afogarmo-nos e a Alemanha sempre a olhar-nos como “raça” inferior nós, superior eles.  Se eles se querem a negociar com a China, lá mais longe, porque não fazemos o mesmo com a Turquia, sempre é mais próxima! E nunca perdermos de vista e ligação os EUA!

Seria não o ideal, mas quando somos mal acolhidos??? E alemães e austríacos devem ficar felizes e contentes!

 

Augusto Küttner

Riselvas e Pinócrates

(c) Maurício Brito

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