Quinta-feira, 4 de Abril, 2013


Supergrass, Caught By The Fuzz

… há muitas outras coisas que importa não esquecer na área difusa em que se tornou a Educação por cá.

  • A formação para professores classificadores de exames é de uma falta de qualidade confrangedora.
  • A avaliação externa está a avançar em passos de ficção absoluta. E quase em clandestinidade.
  • Aquilo a que eu gosto de chamar a Lusófona Dual Connection, que se torna cada vez mais incompreensível.
  • As confusões esquisitas em torno do POPH na escolas, assunto a respeito do qual me permito transcrever uma mensagem recebida que para mim foi, a um primeiro olhar, perfeitamente indecifrável, necessitando de diálogo adicional para entender o que está em causa.

Disseram-me, e eu ainda não consegui confirmar, que o POPH não obrigava à construção dos dossiers, antes pelo contrário, num relatório (?) teria dito que eram desnecessários, uma vez que as informações que pretendiam já estavam todas noutros dossiers das escolas. Mais, que as verbas pagas às empresas de auditoria teriam de ser suportadas pelas escolas ou mec, não faço ideia…
Pelo que percebi, anda aqui uma pescadinha de rabo na boca qualquer: o POPH não exige, as empresas de auditoria, em nome do POPH exigem e as escolas, carneiramente, como é costume, cumprem e pagam. Não será esta uma forma de justificar a presença das próprias empresas nas escolas e justificar o dinheiro ganho? Algum sobrinho é dono de uma série de empresas?

É que o que me enerva, além de repetir trabalho não sei quantas vezes, é seguir atrás dos carneiros e ainda por cima com custos tão elevados e por caminhos tão errados…

livros2

(c) Luís Rosa

Isto vai ser um deserto sem

… só somos levados a conhecer os relatórios da ocde/iscte?

… para continuarem a aturar mais anos de tropelias?

Em inglês (agradecendo ao Livresco):

Intercontinental collaboration: How 86 journalists in 46 countries can work on a single investigation

ICIJ’s Offshore Data Raid on the Global Elite’s Financial Secrets

Secrecy for Sale: Inside the Global Offshore Money Maze

Leaks reveal secrets of the rich who hide cash offshore

Exclusive: Offshore financial industry leak exposes identities of 1,000s of holders of anonymous wealth from around the world.

Offshore secrets: unravelling a complex package of data

How the International Consortium of Investigative Journalists made sense of the 260 gigabytes of information

Em alemão (agradecendo à A.Silva):

OffshoreLeaks

Offshore-Leaks: Gigantisches Netzwerk der Steuerhinterzieher enthüllt

Riesiger Datensatz enthüllt Geheimgeschäfte in Steueroasen

Es ist ein großer Schlag gegen den weltweiten Steuerbetrug: Journalisten aus aller Welt haben Millionen Dokumente ausgewertet und dabei 130.000 Steuerbetrüger enttarnt.

Acho pouco, muito pouco.

O envio ao MP foi proposto pela IGEC e aceite por Crato num despacho assinado na quinta-feira.  No comunicado divulgado nesta quinta-feira o MEC adianta que existe “prova documental de que  uma classificação de um aluno não resultou, como devia, da realização de exame escrito”. O aluno é Miguel Relvas. O PÚBLICO sabe que esta classificação, que segundo a  IGEC  foi obtida sem exame,  foi a que o ex-ministro obteve na cadeira de Introdução ao Pensamento Contemporâneo.  Numa escala de 0 a 20, teve 18.

No relatório que será enviado ao MP o MEC solicita que seja declarada “a nulidade do acto de avaliação” de Miguel Relvas naquela unidade curricular, obtida na época de exames  de 2006/2007, “com todas as consequências legais daí decorrentes, designadamente a declaração de nulidade do grau académico e licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias”. 

Basta fazer ou achar um exame perdido?

Não sei se reparam mas o relatório limpa quase tudo o que se relaciona com a equivalência.

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