Quarta-feira, 27 de Fevereiro, 2013


Snow Patrol, Spitting Games

Cherchez la femme de socas.

Geração relvas.

Os teste intermédios tiveram resultados muito negativos…

O discurso de Passos Coelho, que nunca foi muito rico no conteúdo ou na forma, vai-se tonando cada vez mais básico e rarefeito… mesmo sendo a audiência formada por jotinhas…

Debater reforma do Estado é mostrar que se prepara futuro “com pés e cabeça”

Leia-se… desde que se escolham os parceiros certos e seja possível saltitar entre as partes…

Jorge Coelho: Parcerias público-privadas são “excelente instrumento financeiro” desde que “bem utilizado”

Nogueira Leite nomeado administrador da EDP Renováveis

António Nogueira Leite acaba de ser nomeado administrador da EDP Renováveis e também membro da Comissão de Retribuições da empresa.

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A empresa é aquela que afirma que o Estado português é pessoa de bem em matéria de acordos… Agora tem um óptimo enviado… que ameaçou que se ia embora do país, só que… lá fora não se arranja disto para tão vasto currículo.

Sou favorável à avaliação do desempenho dos docentes. e até sou favorável a uma avaliação com uma componente externa.

Destinada a regular e melhorar a prática profissional, num modelo que seja transparente e justo. Do qual se sinta a oportunidade e vantagens.

Não é o caso actual.

A carreira dos docentes está congelada. Os salários foram reduzidos. Os subsídios cortados. A carga lectiva alterada de forma a sobrecarregar a não lectiva com actividades realizadas com alunos. O currículo foi ajustado por forma a cortar muitas horas lectivas e produzir horários-zero. Muitos dos professores mais experientes partiram ou estão de partida, desejosos por abandonar a nave de loucos. O discurso sobre os “instalados” e “privilegiados” continua a emanar do Governo, mesmo se  a equipa política do MEC finge que não é consigo.

Os professores andam a fazer muito mais, por muito menos, sem perspectivas de progressão e com uma maior precarização da sua situação laboral.

Em cima disso, sem que ao serem feitos os horários no início do ano isso fosse contemplado, quer o MEC implementar um modelo de ADD que faz professores deslocar-se quilómetros, por vezes dezenas, do seu posto de trabalho para ir avaliar colegas, sem que lhe tenha sido facultada qualquer formação especializada, argumentando-se com práticas de avaliação pretéritas.

Aos pedidos de escusa fundamentados é dada resposta generalista a mando de um DGAE desnorteado, juridicamente manhosa e argumentando que no Estatuto da Carreira Docente se prevê a participação nas “actividades de avaliação da escola”, como se isso significasse a avaliação de outra escola ou agrupamento.

Já sabemos que o Presidente da República só se preocupa com preposições e contracções no caso de autarcas e com vírgulas em estatutos insulares.

Já sabemos que o Provedor de Justiça se aborrece de morte com tanto pedido que lhe surge pela frente.

Já sabemos que os sindicatos concordaram, com ou sem assinatura no acordo, em abandonar a guerra da avaliação do desempenho.

Já sabemos que os professores voltarão a ficar entregues a si mesmos nesta nova fase da degradação das suas condições de exercício da docência, com aulas a ser assistidas, em catadupa, em pleno 3º período, em período de preparação dos alunos para os exames.

Já sabemos que isto não serve para nada mais do que um simulacro de avaliação, de firmeza, de rigor. Não faz sentido pedir que alguém sem envolva com um mínimo de empenho num processo sem qualquer finalidade clara, em condições precárias, sem vantagens para o trabalho com os alunos, num calendário atamancado.

Mais por menos?

Será que não basta?

(claro que há os que dirão que sempre esperaram que fosse assim mas, digo-vos com toda a franqueza que, por uma vez, se deixem de tretas…)

Em comunhão de trabalhos académicos, um casal – ela professora no Politécnico de Viseu e ele vereador e presidente da concelhia do PSD – apresentou teses de mestrado semelhantes no ISCTE.
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Até porque, em muitos casos, isto revela muito sobre o trabalho deficiente de quem tinha como missão detectar exactamente isto em primeira mão….
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Por exemplo, eu detectei recentemente uma forte inspiração não assumida de um autor numa coisa que escrevi há uns bons anos mas optei por não fazer especial escarcéu até porque, com o orientador que teve, não esperava outro tipo de sacanice

não me apetece publicar fotos. Egoísmos vários.

… e divertida fundamentação jurídica pois considera-se (ponto 2) a avaliação externa de colegas em outros agrupamentos como “actividades de avaliação da escola“.

Veja-se: Indeferimento proferido pelo Sr. DGAE em 18-02-2013.

Acaso os sindicatos não tivessem abdicado desta guerra, seria relativamente simples – digo eu, que sou tinhoso – apoiar a interposição de recursos hierárquicos, mas a malta foi deixada a si mesma e, em boa verdade, é sempre bom lembrar aqueles vultos do sindicalismo que aceitaram ser avaliadores por acharem que antes eles que outros… como no caso da gestão…

Perante isto… muita gente vai achar que já fez o que tinha a fazer e tudo avançará como se fosse normal… mas depois haverá queixas que isto e aquilo.

Children with disabilities illegally excluded from school

A new report reveals that many children with disabilities are being illegally excluded from school. Should Ofsted intervene?

O acordo de trabalho que eu tinha é desrespeitado todos os meses. E a segurança jurídica existe apenas para alguns…

Manso Neto: “Portugal é um país que respeita muito os acordos”

(…)

“Portugal é um país que respeita muito os acordos. Cumpre-os. É um principio de educação básica”, disse quando questionado se em Portugal havia maior segurança jurídica que em Espanha.

… que servem para comer bolachinhas mas também para atirar sobre quem não tem um infinitésimo sequer de vergonha na cara e que deveria fazer o favor de não me poluir os ouvidos, mas insiste em fazê-lo.

Era mais fácil eu ser sorrisinhos, fingir que não ouço o aquele hoje veio mal disposto, que não vejo, que tudo está bem, que a vida é curta para nos chatearmos, calar-me sobre a falta de profissionalismo e de respeito pelos outros, aderir à hipocrisia da vidinha que faz tantos quotidianos com que sou obrigado a cruzar-me, mas não a partilhar.

Era mais fácil sorrir e morder pelas arrecuas, em nome da convivência, a quem ouve e deturpa no próprio momento, que tenta dar lições da moral e ética que nunca teve, que faz da má educação modo de vida e depois ainda aponta o dedo aos outros.

Mas, raios me partam, não consigo ficar calado o tempo todo e ver a prosápia da mediocridade passar por outra coisa.

Arre… que há alturas em que me custa imenso ter prometido a mim mesmo não dar, neste espaço, o nome aos bovinos com que sou obrigado a lidar.

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Estou farto da tralha. A salazarenta, a cavaquenta, a guterrosa, a barrosolada, a santanalada, ou a socratorrelvada. Há clubes que as juntam e sacam os restos da mama que devia estar ao serviço do futuro.

E por aí adiante? Ou é apenas (mais) um truque de linguagem?

Despedimentos não são legalmente possíveis e “horas de trabalho” significa o quê? Será que no MEC fazem sequer ideias do que são as horas de trabalho de um professor?

MEC reitera que não haverá despedimentos nem mais horas de trabalho para os professores

Crato vai convocar reunião com sindicatos depois de concluída a avaliação da troika.

Parece que no MEC ainda não conseguiram avaliar a dimensão do divórcio e da desconfiança dos docentes em relação à tutela. Ainda há os que, por obrigação da cor ou fé inabalável nos poderes da laranja azulada, acreditam na bondade de algumas ideias mas, em regra, acham isso para os outros e não para si.

Quem vai arriscar meter-se num truque do MEC para desorçamentar encargos, sem garantias de rasteira ao fim de pouco tempo?

Porque a tentação da mibilidade especial é enorme e todos os túneis andam a ser procurados para a impor… então se pessoa já tiver um pé fora é só fechar-lhe a porta de regresso…

E isto não é comodismo. É apenas pragmatismo…

O que é profundamente lamentável é que no MEC implodido só retem aqueles que não sabem o ambiente que se vive nas escolas.

JNEG27Fev03

Jornal de Negócios, 27 de Fevereiro de 2013

Só me falta o subsídio para comprar um carrito vintage ou mandar rezar 23 missas ao deus Friedman.

Vem aí a primavera

 

A 20.02.2013 com o titulo Vem aí a Primavera, Rui Tavares, no Público, faz uma hipotética e necessária analogia entre o que estamos a viver no nosso País e a primavera árabe. Fazendo  um consistente arrazoado das razões pelas quais Miguel Relvas já não deveria ser ministro deste governo.

Por boa vontade, por certo de Rui Tavares, este não referiu o que tantos neste País Desesperançado pensamos, muitos dizem-no, outros nem por isso: Miguel Relvas nunca deveria ter ido “a ministro”!.

Marcelo  Rebelo de Sousa em devido tempo disse publicamente que este senhor ao ser ministro  foi um erro de casting. Marcelo Rebelo de Sousa nas suas intervenções semanais, várias vezes tem sugerido a tão necessária remodelação governamental e sugerido a saída deste senhor. E aqui refiro Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Tavares que sendo Pessoas ideologicamente de campos diferentes, são boas Pessoas. Conheço ambos, e tenho-os como coretos, em tempos de tantas incorreções.

E, pegando em algumas frases do Rui Tavares no referido Público de 20.02.2013: “Miguel Relvas é um homem que tirou a licenciatura com  uma cadeira feita, quatro frequentadas, e equivalência a duas ou três dezenas de cadeiras, incluindo algumas que não existiam.” E ” Os jovens que Miguel Relvas encontra quando vai a uma universidade pública são os jovens que estudam para acabar o curso…”.

Depois de uns considerandos que pairam pela mente de todos nós sobre a razão possível pela qual Pedro Passos Coelho ainda não terá demitido o ministro Relvas, termina referindo: ” Pedro Passos Coelho não soube demitir Relvas  com dignidade enquanto era tempo; demiti-lo-á indignamente quando já for tarde de mais não para Relvas mas para o próprio Passos Coelho. A primavera não será amena para ele”.

Aqui é que será o mais grave, é que será o outono da nossa desgraça, para todos nós portugueses, e quanto  a Passos Coelho foi o próprio que criou este ministro e o sustentou, problema dele. Grave  as consequências que estão a pairar por isso, no país.

E já a agora e a propósito – a diferença positiva! –  no mesmo dia em que isto era lido no Público, o ministro da Saúde – também do governo de Passos! –  na Faculdade de Medicina do Porto, foi apupado quando ia começar a falar, calou-se, teve calma, bom senso, e como até tem feito bem o lugar , conseguiu continuar e fazer o que ia ali fazer, sem mais problemas! Logo quem merece é merecido e o inverso também é verdade.

E o País merece tem tudo bem melhor!

Augusto Küttner de Magalhães

Fevereiro de 2013

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