Segunda-feira, 25 de Fevereiro, 2013


Imagine Demons, Demons

quem quer apanhar levar tomar evidenciar no cu?

acode-me.

Todos seguros na última fila, antes e por segurança.

Todos a fazerem contas antes de elas serem contas.

Depois pios, quase santos a dar à costa.

Agora galinhas cerebrais costa-incubus.

 

Ligeira adaptação de uma sugestão do Jorge Martins:

Quer-me parecer que a CS (comunicação social) silenciou a “gripe” do soares velho.

Já dura desde quando?

Ou será ele melhor do que o Eusébio?

 

Tenho descurado.

CIMG50151

Com as guitarras eléctricas.

Talvez amanhã mostre uma; depois de amanhã, quem sabe, um som…

Só faltam os desempregados…

2M MaréEduc2M mare-reformados2M Saude

Os que criticam os críticos da completa sujeição ao além da troika costumam afirmar que é obrigação de tais críticos apresentar alternativas aos cortes que estão previstos para equilibrar as contas orçamentais.

Ora bem… eu falo apenas por mim, mas gostaria de ver implementadas as seguintes alternativas às práticas correntes, só para começar… (e olhem que só aqui estão muito mais de 4 mil milhões…):

  • Apresentar com clareza as razões, vantagens e beneficiários das injecções sucessivas de capital em bancos privados, sem que se perceba se tais necessidades resultam de incompetência da gestão ou de algo pior… e se alguém será responsabilizado caso não seja feito o devido reembolso do Estado.
  • Apresentar com a mesma clareza as razões dos prejuízos de uma instituição como a CGD.
  • Explicar porque o Estado alienou acções da EDP com 650 milhões de euros de prejuízo.
  • Esclarecer porque os cortes sobre os funcionários do Estado podem ser feitos porque em estado de crise nacional os direitos deixam de ser adquiridos, mas a mesma lógica não se aplica aos grupos empresariais que lucram abundantemente com as PPP.

 

Ex.mo Senhor Jornalista e Economista,

Este licenciado em História (e com 20 anos de profissão a ensinar aquilo que, pelos vistos, não serve para nada) prescinde de mais comentários e perde desta forma alguns segundos a sugerir que siga a sugestão que o ilustre (e economicamente inútil, na sua doutrina) ex-Secretário de Estado da Cultura deu aos funcionários do fisco.

Espero que passe bem e reflicta na sua inutilidade, mesmo cheio de si próprio, como comentador, se o seu argumentário é assim tão básico (talvez culpa dos seus professores, lamento constatar).

Luis Sottomaior Braga

Mas quem precisa de licenciados em História, essa corja de inúteis, que conduziu o país à ruína durante décadas de governação?

E qual é a utilidade de professores se não fazem falta? E das escolas que formam “pessoas que não servem para nada”!

O que precisamos é de economistas e engenheiros, sobredotados por natureza!

Não faltará quem diga que isto é um discurso corajoso.

Só porque é bruto.

Então é assim: eu acho que os economistas que tempos são uns inúteis e incompetentes, pois foram eles que nos conduziram ao ponto em que estamos, em aliança com políticos medíocres e opinadores “especializados” da treta.

Para mim, para evitar voltar a tribunal, diria que é uma opinião que se move na área do detrito intelectual com direito a multiplicação comunicacional.

E que me venham dizer que isto é um ataque ad hominem. É, sim senhor… e já agora é um ataque corajoso, pois não é feito “em chuveirinho” ou de forma anónima…

Ahhhh… e mandei mail ao dito cujo, a avisá-lo.

O meu problema com o rigor das Ciências Ocultas da Economia dos comentadores como o Camilo Lourenço é este: se toda a gente grita, que toda a gente sabe que não se deve gritar?

Quantos “toda a gente” cabe num “toda a gente”? Infinitos e mais além?

Vejamos, de novo, a coluna de Camilo Lourenço no Negócios de hoje (por 1,6€ tem de render um par de postas…):

Toda a gente grita. Não se consegue falar de ideias novas (reformas), sem reacções imediatas de condenação. Mesmo antes de as estudarmos. Ninguém pergunta “A medida faz sentido? O que fizeram países com os mesmos problemas que nós?”.

O importante é contestar.

(…)

A reforma do Estado é outro bom exemplo. Toda a gente sabe que cortes transversais (v.g. subsídios) são um erro monumental. Mas quando surgem as primeiras propostas para cortar despesa de forma selectiva, que têm de incidir onde gastamos mais (como Educação e Saúde), a resposta é, “Nem pensar”.

Mas quem é toda a gente?

Mas quem acusa Camilo Lourenço de apenas gritar e não apresentar propostas ou discutir números?

Sobre Educação, há quem tente argumentar com números e factos, mas a Camilo Lourenço só lhe li e ouvi platitudes de profunda ignorância sobre o sector. Claro que ele é alguém que sabe muito e basta enunciar axiomas e o seu verbo transforma-se em dogma. Ninguém pretende que ele desça a discutir números e factos com professorzecos do Básico.

Por exemplo, tenta-se demonstrar que são baixos os custos marginais de integração de alunos de turmas com contrato pago ao sector privado em escolas com professores com horário-zero e o que diz sobre isso Camilo Lourenço? Nada!!!

Tenta-se demonstrar que em diversos países a opção por modelos de “liberdade de escolha” baseados no cheque-ensino conduziram a resultados aquém do desejável (Suécia, EUA) e o que tem Camilo Lourenço a dizer? Nada vezes nada!!!

Apresentam-se dados objectivos de testes internacionais (PIRLS e TIMMS) sobre a melhoria do desempenho dos alunos portugueses em termos absolutos e em relação a países que querem que imitemos? Pior do que dizer nada, Camilo Lourenço prefere repetir chavões mais do que ultrapassados sobre a ineficiência do sistema educativo.

E de que raio de ideias novas é que ele está exactamente a falar? É que ainda não lhe descobri nenhuma ideia que seja mais do que diferente na forma às que conhecemos às mãos cheias em alguns estados americanos dominados pelo espírito tea party.

E depois… um tipo que escreve um livro com o título “Basta!” assim com ponto de exclamação e letras bem garrafais está a criticar os outros por “gritarem”?

Ele está a mangar com quem?

Basta2

O comentador Lourenço é das poucas pessoas com maior auto-estima que o Borges ou mesmo o Relvas juntos.

Todos os dias ele demonstra como Portugal só está mal porque não o puseram à frente das Finanças quando ainda andava de cueiros, pois para ele tudo é simples, linear, evidente.

Na prosa de hoje no Jornal de Negócios somam-se as pérolas em catadupa numa estreita coluna de 5 parágrafos.

Vejamos esta:

Quando preparava o livro “Basta!” um alemão, ao ver o gráfico do desemprego jovem na Europa (onde se nota a divisão clara entre os países do centro/norte e os do sul), perguntou-me: “Como é que vocês não vêem o problema? Todos os países do Sul têm desemprego jovem acima de 35%, contra 10% no centro/norte”, atirou,”É óbvio que têm um problema na Educação e no mercado de trabalho…”.

Phosga-se, pá! O alemão é um sobredotado.

Aliás, só mesmo “um alemão” para conseguir, ali apenas com um gráfico feito pelo excel do Camilo, fazer o diagnóstico, passar um atestado de burrice a “vocês” (nós) todos e identificar um problema que mais ninguém terá visto, a não ser – claro – o enorme visionário Camilo Lourenço.

Rai’s parta esta tugalhada que não consegue perceber o que “um alemão” vê com tanta clareza… que há uma diferença nos níveis de desemprego do centro/norte (se fosse centro/sul seria em Almada) e o sul da Europa, que é algo em  que nunca alguém reparou, nem sequer que temos um problema no mercado de trabalho (chama-se desindustrialização, contou-me “um austríaco”) e outro na Educação (consultei “um suíço” e ele garantiu-me que é a falta de ensino dual aos 13 anos).

É que basta “um alemão” olhar para “o gráfico” e já está toda a crise nacional resolvida, bastando a Camilo Lourenço verter isso em livro e a piolheira nacional render-se-lhe.

Porque até hoje, ninguém, em Portugal, tinha percebido que temos um problema de desadequação da formação de nível secundário e superior em relação ao mercado de trabalho.

Foi preciso “um alemão” ver o rascunho da opus magnum de Camilo Lourenço.

E a partir d’agora está tudo em pratos limpos, ó cambada de asnos meridionais!

Numa boa peça sobre financiamento das escolas públicas do Jornal de Negócios de hoje, aparece a seguinte citação atribuída a Rodrigo Queiroz e Mello da AEEP:

O Estado não tem mecanismo de gestão. No privado se não houver gestão projecto morre.

Ora bem… eu traduzo isto…

Por “mecanismo de gestão” leia-se “precarização dos laços laborais” e pagamento pela média baixa à maioria do pessoal em troca de mais horas do que as legal e formalmente definidas.

Por “se não houver gestão o projecto morre” leia-se “em muitos casos, sem subsídio do Estado o projecto não dá lucro”.

E aqui em público, como já lhe disse em privado, porque eu não mudo de opinião conforme a audiência e as suas circunstâncias, acho intelectualmente desonesta a forma como o lobby que RQM representa tem andado a tratar estas questões nos corredores do poder.

Porque opiniões todos podemos ter… e discordantes… mas há um mínimo de decoro a manter quando se retorcem os factos até eles gemerem o que pretendemos.

Jornal de Angola ataca Portugal mas coloca esperanças num entendimento com Paulo Portas

Editorial do jornal oficial do regime angolano segue-se a notícia do “Expresso” deste sábado sobre alegada investigação do DCIAP a procurador-geral da República de Angola.

Impacto Económico da Fundação de Serralves – Fevereiro 2013

Com muito gosto , depois de há mais de um mês não ir a Serralves – espaço semanal da minha predilecção no Porto, – e nem sequer a outros locais ir assistir a Conferencias, face às duas operações feitas nestas ultimas 4 semanas ao olhos, estive em Serralves, em 21.02.2013 pelas 21h30 na apresentação do Relatório Final do Impacto Económico da Fundação de Serralves.

Um trabalho muito interessante encomendado por Serralves à Porto Business School, para contextualizar no aspecto Económico de Serralves no País. Claro a Cultura é Serralves!!!

Intervenções muito pertinentes do Presidente da Fundação de Serralves Luís Braga da Cruz, do Coordenador do estudo José da Silva Costa, e dos Eurodeputados – portuenses -Elisa Ferreira, Diogo Feio e Paulo Rangel.

Intervenções também do Governador do Banco de Portugal e do Secretário de Estado do Primeiro Ministro.

Sem ser necessário este muito necessário estudo, comprovamos que Serralves é uma Instituição séria, bem organizada, credível, e que até faz regressar aos Cofres do Estado Central mais dinheiro do que o que é atribuído pelo Estado a Serralves.

E Serralves é uma referência no Porto.

Serralves é um espaço de referência no Porto, no País, com uma projeção mundial. A exemplo “disto”, que já sabemos todos , foi referido que a actual Directora do Museu Suzanne Cotter foi escolhida com um critério muito justo e transparente num concurso internacional, em que várias pessoas de nível cultural interno e internacional (mundial) concorreram.

Ainda tive alguma dificuldade de me adaptar à excelente visão que agora tenho, gostei imenso de o fazer pela primeira vez em Serralves e por Serralves.

E termino felicitando uma vez mais Luís Braga da Cruz, Odete Patrício e todos, todos, que diariamente fazem a Fundação de Serralves estar tão viva, como está!

E de facto Serralves continua a ser Serralves, e não por acaso é e está, no Porto, e o Porto e o Norte por certo farão mais, se igual fizerem a Serralves, neste momento de desnorte que todos estamos a viver.

Ainda bem que temos Serralves, talvez muitos devam- a nível do País – ler e aprender com este Relatório Final do Impacto Económico da Fundação de Serralves.

 

Augusto Küttner de Magalhães

22.02.2013

Renoir

Renoir, Mulher com Guarda-Sol no Jardim (1875-76)