Sábado, 23 de Fevereiro, 2013


Dave Mathews Band, I Did It

Survey Finds Rising Job Frustration Among Principals

… porque eu não quero chocar as pessoas que primam pela esbelteza dos hábitos alimentares. Não consegui fotografar os tachos e pratos repletos porque, até à chegada dos choquinhos grelhados com tinta, a gula predominou sobre o instinto exibicionista.

Estava prevista uma aprazível feijoada de búzios mas, devido a um erro de comunicação, ficou-se por uma mais convencional de gambas…

Confesso que, embora continue com o plano original de viver no mínimo 120 anos, não vou estar a ceder perante a sensaboria de prescindir da satisfação do meu 3º órgão favorito… que é o estômago, apenas porque a boca acumula funções. (pimba!)

O pretexto para o repasto? Comemorar novo corte salarial, resultante da incompetência dos nossos governantes, algo só explicável pelo seu ar saudavelmente esquálido e pela aparente fixação em parecer bem, o que levou a pessoas antes com aspecto humano como o Amorim e o Rangel a aparecerem-nos como se quisessem passar por surfistas prateados…

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Sócrates não viu a crise chegar e perto do fim do seu consulado planeava aliar-se ao PSD, conta Mário Soares na biografia Uma Vida.José Sócrates festejou a derrota de Manuel Alegre nas presidenciais de 2011 e estava a ponderar uma aliança com o PSD, pouco tempo antes de os sociais-democratas chumbarem o PEC IV. São factos revelados por Mário Soares em entrevistas a Joaquim Vieira, autor da biografia Mário Soares – Uma Vida, ontem posta à venda.

A euforia de Sócrates com a derrota nas presidenciais de 23 de Janeiro de 2011 chocou Soares, apesar de este estar então de relações cortadas com Alegre. O antigo Presidente da República recorda a conversa com Sócrates nestes termos: «No dia seguinte à vitória do Cavaco, chamou-me lá [à residência oficial]. Eu chego e o gajo estava radiante, bem-disposto. E a primeira coisa que diz foi: ‘Ó Mário, acabámos com aquele [insulto]’. E eu disse: ‘Eh pá, não gosto disso».

Na ocasião Soares também desaprovou a nova táctica do primeiro-ministro, que após celebrar a derrota definitiva do rival planeava «uma grande aproximação aos gajos do PSD». O fundador do PS entendeu que o chefe do Governo já não tinha estratégia e navegava à vista. «‘Ó Sócrates, eu acho que você tem grandes méritos. Mas não pode continuar a fazer buracos, porque você anda a tapar buracos».

Em relação à crise, Sócrates manteve-se em negação. «Não percebeu a crise senão no fim, ou quase no fim», conta Soares, referindo-se a mais uma conversa tida em S. Bento. «Estive toda a manhã a discutir com ele. Nunca o vi tão irritado, não comigo mas com a situação. Não queria por força que viesse a coisa [o resgate internacional]».

Firma que contratou Sócrates ganha milhões com o Estado

A Octapharma faturou, entre 2005 e 2011, cerca de seis milhões de euros, num período em que José Sócrates era primeiro-ministro.

Acredito que tudo foi legal.

Até porque deve ter sido de e não da.

… talvez por não terem a profundidado democrática de relvas curtas, amorins de ocasião, montenegros de avental pendurado e xuxalistas à espera de vez.

Lisbon anti-austerity groups get creative

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Anti-austerity campaigners in Portugal are giving the prime minister’s personal tax number when paying for goods and services, in protest at a new anti-tax evasion law threatening fines of €2,000 for withholding tax details at point of sale.

The campaign is the latest in a series of imaginative protests in Portugal, Spain and other struggling eurozone countries that has led to the Portuguese prime minister being silenced in parliament by a song, and the similar disruption of public appearances by two ministers this week.

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A recent surge in alternative protests in Portugal, often intended to be humorous, and co-ordinated through the social media by movements with names such as Que se lixe a Troika (Screw the Troika) and Os Indignados (The Indignant), marks a broadening of tactics by anti-austerity campaigners, who have also staged huge street protests.

Em países com democracias consolidadas e políticos não equivalentes, estas coisas não abalroam nada de especial, excepto a credibilidade política dos que se sentem silenciados só porque não têm tempo para debitar as suas inanidades…

No Público de hoje:

No dia em que o Governo for corrido, pelo mesmo tipo de rejeição que varreu o seu antecessor, só que agora do tamanho da sondas do Canhão da Nazaré, vai sair com a atitude daquele que diz: o último a sair que feche a a luz e a porta, porque já não é connosco, “queríamos mudar Portugal e não nos deixaram”. E irtão para os seus lugares de acolhimento confortável, já pensados e preparados, sem temor e sem tremor.

No entretanto, estragaram Portugal com a mesma sanha do filósofo de Paris, numa situação que vai demorar décadas para ser consertada, se é que tem remédio.

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PRÓ-ORDEM  DOS  PROFESSORES  MOBILIZA

PARA  O  DIA 2  DE  MARÇO

 

Como é sabido, a Pró-Ordem já anteriormente tinha elaborado e distribuído um comunicado de imprensa no qual apelou aos seus associados a aos professores em geral para que participassem naquilo que, depois, veio a constituir o maior protesto cívico nacional, de há muitos anos a esta parte: o Dia 15 de Setembro de 2012.

Passados estes meses sobre aquela data histórica, mantêm-se e reforçam-se as razões para os professores e os cidadãos em geral voltarem às ruas, avenidas e praças de Portugal.

Quem, como nós, defende a constituição de uma Ordem dos Professores, não pode deixar de estar presente em mais esta manifestação anti-Troyka, pois, a mesma, nos seus documentos oficiais vem-se opondo à constituição da Ordem dos Professores, uma vez que se opões à constituição de novas Ordens Profissionais.

Todavia, o Protesto Cívico Nacional, do próximo dia 2 de Março, deverá dirigir-se fundamentalmente contra este Governo que se gaba de ter ido deliberadamente “além da Troyka”. Deste modo, contribuiu decisivamente para agravar a recessão, conduziu à falência muitas unidades económicas de pequena e média dimensão (mas que asseguravam emprego e geravam receita fiscal), provocou a maior taxa de desempregados, como forma de embaratecer a mão-de-obra (mesmo a mais qualificada) e visa generalizar a precariedade (também dos docentes).

As medidas que têm sido adotadas e que vão no sentido da desqualificação e do desmantelamento progressivo da Escola Pública – numa tentativa do seu aniquilamento, a prazo – com a imposição arbitrária de mega-agrupamentos, de base concelhia, como pré-requisito para a sua pretendida municipalização/privatização, confluem na deriva de reconfigurar o Direito Constitucional ao Ensino em função dos recursos financeiros de cada um e, constituem mais um atentado ao Direito Social, de todos, à Educação (exigente e de qualidade).

Os professores exercem uma profissão de caráter eminentemente Ético e Deontológico (daí, entre outras razões, o pugnarmos pela Ordem dos Professores) pelo que, é para nós um imperativo de consciência opormo-nos à revogação unilateral em curso do Contrato Social, por parte de quem, atualmente, ocupa (ainda legitimamente?) o órgão executivo do Estado.

É inaceitável o esbulho fiscal imposto às classes médias, conduzindo-as ao empobrecimento, quando, em contrapartida, o Governo perdoa obrigações fiscais de quem transaciona milhões através de “off shores”.

Em face do supra-aduzido, a Pró-Ordem volta a identificar-se genericamente com a convocatória desta manifestação de cidadania patriótica e apela à participação dos seus associados, familiares e amigos na “Onda pela Educação” no próximo dia 2 de Março, às 14 horas, junto do MEC, bem como nas manifestações previstas um pouco por todo o País.

Trata-se de um Protesto Cívico Nacional, independente, apartidário, plural, mas não apolítico, pelo que se aguarda que o Chefe de Estado saiba dele – e de outros pronunciamentos da “vox populi” – extrair as consequências lógicas que, cada vez mais, se impõem no plano institucional.

Lisboa, 22 de fevereiro de 2013

P’la Direção Nacional

O Presidente

Filipe do Paulo

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MRB

seuratAlfafa

Seurat, Alfafa (1885-86)