Sexta-feira, 22 de Fevereiro, 2013


Ficou na ordem do dia graças ao extremo rigor da Presidência da República na apreciação da qualidade das leis (coff, coff, coff…), mesmo se com anos de atraso.

Mas tudo se poderia ter resolvido, relembrando Gil Vicente.

Porque o grande mestre da nossa teatralidade imortalizou o fideputa como ofensa dirigida ao interlocutor e não à sua mãezinha. Pois fidaputa seria ofensa à dita progenitora e não ao sacaninha em apreço.

Se mesmo na ofensa há que saber dominar a língua, o que dizer da produção legislativa de tanto fide?

Leitura adicional útil.

Para o concurso de vinculação extraordinária. De acordo com o Arlindo. 32001 candidaturas para 603 lugares.

Miguel Relvas elogiou a capacidade da JSD de ter gerado o novo líder do PS, José Sócrates, e desafiou os jovens sociais-democratas a assumirem uma atitude política irreverente em ligação com a sociedade.

As palavras do secretário-geral do PSD foram proferidas, ontem, na sessão de abertura do Conselho Nacional da JSD, que marcou o próximo congresso da organização para os dias 10, 11 e 12 de Dezembro no Fundão.

“Só o desespero é que pode levar a uma situação em que o engenheiro José Sócrates apresente falsidades, seja desonesto no discurso que assumiu. É grave. De um primeiro-ministro espera-se seriedade”, afirmou o dirigente social-democrata.

Miguel Relvas sublinhou ainda que “quem reduziu salários, quem congelou pensões, quem pôs Portugal na situação em que se encontra hoje foi o José Sócrates”.

“Olhos nos olhos temos que dizer que não é aceitável que o engenheiro José Sócrates diga falsidades e seja desonesto como foi no discurso que hoje assumiu”, salientou.

O Secretário-Geral do PSD acusou ainda José Sócrates de ser o responsável pela situação de “pré ruína” a que Portugal chegou com uma governação “aventureira” que não teve em conta aquela que é a realidade com que o país se confronta.

“Portugal não pode continuar com um governo que seja insensível nas questões sociais, que não olhe para os mais desfavorecidos, que não tenha soluções para os problemas. Este tipo de discurso é um discurso gasto de um primeiro-ministro que obrigou à vinda do FMI e do Fundo Europeu porque não foi capaz, ao contrário do que a Espanha fez há um ano atrás, de tomar decisões”, frisou.

Convidado para falar aos alunos de mestrado em ciência política do Instituto de Ciências Sociais e Políticas (ISCP), em Lisboa, numa aula aberta à comunicação social, Miguel Relvas afirmou também que o PSD recusa “fazer campanha como o engenheiro Sócrates: discurso escrito, teleponto e muita falta de vergonha”.

“Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito”, disse o porta-voz do PSD, acrescentando: “Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele”.

… ensaia-se uma estratégia de vitimização com todos os tiques do engenheiro e a benção de alguns dos seus apoiantes, revelando até que ponto o rotativismo partilha as estratégias de defesa do poder contra aqueles que considera estarem “fora do arco”.

Aqui, com uma síntese muito acessível de alguns dos autores mais recentes sobre o tema.

Fascism

 

Na língua original:

Deutschland wiederholt Fehler der Vergangenheit

Der OECD-Bericht bescheinigt den Euro-Krisenländern große Reformfortschritte. Deutschland hingegen wird gerügt – mit Recht. Denn dank der vergleichsweise guten Lage fehlt der Politik der Reformeifer.

A tradução:

Alemanha repete erros do passdo

O relatório da OCDE conclui que os países da zona euro afectados pela crise fizeram grandes progressos nas reformas. A Alemanha é, no entanto, repreendida – com razão. Apesar da situação comparativamente favorável falta à política impulsos de reforma. Por Tobias Kaiser

Foto: dpa Chancelaria em Berlim: A OCDE lança uma luz pouco lisonjeira ao governo federal alemão

A Alemanha está cansada de reformas, assim pode ser resumido o actual balanço da reforma da OCDE. (aktuelle Reformbilanz der Organisation für Zusammenarbeit und Entwicklung (OECD). Os peritos da OCDE avaliaram o empenhamento nas reformas dos governos dos seus estados membros nos dois últimos anos e, nesta comparação internacional, a Alemanha cai para um lugar muito remoto.

Mas porquê fomentar alterações incómodas? A economia desafia a crise da zona euro, o mercado de trabalho está tão robusto como já não estava há décadas e as receitas dos impostos jorram. Em tempos tão bons, os políticos precavêm-se de “incomodar” os eleitores preferindo reclamar os louros do actual desempenho da economia.

A Política repete assim erros do passado. Em tempos bons falta a pressão para reformar – e os governos preferem ficar inactivos. E isto apesar de numa economia florescente poupar e reestruturar doer menos. Quando a economia está debilitada, as consequências das reformas são muito mais dolorosas.

  • População paga um preço alto por reformas

Os países europeus em crise deixam isso perfentamente claro. Há pouco reformaram fundamentalmente os seus mercados de trabalho, os sistemas de segurança social e os sistemas fiscais – conduzidos pela pressão dos mercados e pelas exigências dos credores europeus e de Washington.

À beira da falência nacional, a população paga um preço alto por essas reformas. Berlim devia olhar com cuidado para o que se lá passa. Nos países em crise a política esperou demais.

… então… estamos falados.

Ou não.

👿

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