Na língua original:

Deutschland wiederholt Fehler der Vergangenheit

Der OECD-Bericht bescheinigt den Euro-Krisenländern große Reformfortschritte. Deutschland hingegen wird gerügt – mit Recht. Denn dank der vergleichsweise guten Lage fehlt der Politik der Reformeifer.

A tradução:

Alemanha repete erros do passdo

O relatório da OCDE conclui que os países da zona euro afectados pela crise fizeram grandes progressos nas reformas. A Alemanha é, no entanto, repreendida – com razão. Apesar da situação comparativamente favorável falta à política impulsos de reforma. Por Tobias Kaiser

Foto: dpa Chancelaria em Berlim: A OCDE lança uma luz pouco lisonjeira ao governo federal alemão

A Alemanha está cansada de reformas, assim pode ser resumido o actual balanço da reforma da OCDE. (aktuelle Reformbilanz der Organisation für Zusammenarbeit und Entwicklung (OECD). Os peritos da OCDE avaliaram o empenhamento nas reformas dos governos dos seus estados membros nos dois últimos anos e, nesta comparação internacional, a Alemanha cai para um lugar muito remoto.

Mas porquê fomentar alterações incómodas? A economia desafia a crise da zona euro, o mercado de trabalho está tão robusto como já não estava há décadas e as receitas dos impostos jorram. Em tempos tão bons, os políticos precavêm-se de “incomodar” os eleitores preferindo reclamar os louros do actual desempenho da economia.

A Política repete assim erros do passado. Em tempos bons falta a pressão para reformar – e os governos preferem ficar inactivos. E isto apesar de numa economia florescente poupar e reestruturar doer menos. Quando a economia está debilitada, as consequências das reformas são muito mais dolorosas.

  • População paga um preço alto por reformas

Os países europeus em crise deixam isso perfentamente claro. Há pouco reformaram fundamentalmente os seus mercados de trabalho, os sistemas de segurança social e os sistemas fiscais – conduzidos pela pressão dos mercados e pelas exigências dos credores europeus e de Washington.

À beira da falência nacional, a população paga um preço alto por essas reformas. Berlim devia olhar com cuidado para o que se lá passa. Nos países em crise a política esperou demais.