… com a muralha d’aço que o PS – sim, o PS – ergueu em torno do ministro Relvas e do alegado silenciamento de que terá sido alvo no ISCTE. De Santos Silva a Francisco Assis, passando por Maria de Lurdes Rodrigues, foram muitos os que alegaram um silenciamento que só o foi porque o ministro Relvas decidiu abandonar a sala. O ambiente era hostil, certo, mas quer-me parecer que outro género de político teria uma atitude diversa. Em nenhum momento me pareceu, sequer, que a integridade do ministro estivesse em causa.

Eu percebo que o PS que quer voltar a ser poder com uma política próxima da do PSD se sinta incomodado com estas situações. Mas há limites para a manipulação da realidade objectiva.

O ministro Relvas está longe de ser vítima, até porque:

O deputado social-democrata Miguel Relvas manifestou-se este sábado «chocado» com as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares, que acusou professores manifestantes em Chaves de «não reconhecer a diferença entre Salazar e os democratas», escreve a Lusa.

«Há já algum tempo que o ministro passou a fronteira do bom-senso e com total impunidade», sustentou o social-democrata, afirmando que o responsável pela pasta dos Assuntos Parlamentares tem evidenciado um «comportamento de guerrilha e hostilidade».
«O senhor ministro tem que perceber que a barricada da liberdade, desta vez, não está do lado do PS, mas do lado dos professores e não tem que ficar indignado que estes se manifestem e reclamem os seus direitos», afirmou, em declarações à agência Lusa.

«Governo está inquieto, nervoso e acossado»

O antigo secretário-geral do PSD considera que estas declarações demonstram que o «governo está inquieto, nervoso e acossado» e que o primeiro-ministro «tem que perceber que, ou muda de política, ou a situação vai piorar».