Quinta-feira, 21 de Fevereiro, 2013


Two Door Cinema Club, What You Know

 

Viciei-me nessa leitura, mais e mais – como é costume nos vícios. O pior era o pagamento do condomínio, que tinha que ser logo, logo.

Afundara-me definitivamente no sofá, alheio aos grunhos que chegavam, indiferente – e ainda mais – às metades cromossomicadas que saíam, aquela síncope de sinais abismava-me, puxava-me, arrepelava-me todo e  com tudo;  aquilo tomava-me, aquilo revelava-se-me! De vez!

Mas havia o condomínio das escadas e da lâmpada fundida. Todas, todas!

Sem electricidade em casa, mais de todo desempregado não havia, todo eu me arranquei do sofá para as escadas e li de fósforo e mais. Mais outro e outro.

E somente um desesperado tentaria ler, ia ser o meu suicídio adiado, todo küte e mais de vez!

E mais, novamente, sentia nunca cavalgar Tróia nem burricar Helena. (esta parte foi para demonstrar possuir na estante uns livros e mais pó)

)continua(

… ou os aspirinas estão a dar uma grande dor de cabeça ao esse-éle-bê?

Vou deixar aqui, com algumas adaptações, o que escrevi em resposta a um mail sobre o post de ontem. A resposta foi informal, não usa linguagem propriamente especializada mas é aquilo que penso sinceramente sobre o assunto. certo ou errado.

A minha reserva de princípio com a norma 1/2012 do JNE relaciona-se com o facto de, logo no 6º ano, se “desviarem”  os alunos sem que existam nas escolas meios suficientes para que esse “despiste” seja feito com rigor e com os prazos dados.

Pode dizer-seque isso já acontece, mas desde o ano passado (quando os PCA ficaram isentos do exame) notei o “alívio” de muita gente nas escolas.

O meu “problema”: até que ponto um aluno que vai para o vocacional, com uma estrutura curricular diversa, poderá no 9º ano voltar mesmo ao “regular”?

Porque levanto estas questões?

Porque no concreto de quem acompanha a evolução de muitos alunos, se percebe que certos “diagnósticos da moda” estão muitas vezes errados e porque existirá a tentação das escolas para, no sentido de melhorar resultados e poupar trabalho, “empurrarem” cada vez mais os alunos problemáticos para esta via.

Que é uma via para alunos com problemas de integração na comunidade escolar e eventual risco de abandono e não para alunos com défices cognitivos.

(…)

Nos últimos anos tenho contactado muito com estes alunos e é estranho que alunos com NEE, eventualmente com défices cognitivos moderados, sejam obrigados a fazer os exames, enquanto os PCA (que até têm a mesma carga horária de Port e Matem que as turmas ditas regulares) fiquem isentos de os fazer e precisem requerer a sua realização como se fosse alguma excepcional, mesmo se o seu principal problema é de atitude perante a escola ou de difícil enquadramento familiar.

(…)

Estruturando melhor o que penso da situação.

  • Um aluno de PCA deveria, em meu entender (algo que não é consensual), fazer exame nacional, a menos que prescindisse desse direito e não o inverso.

Os alunos com NEE precisam de ter um despiste claro dos seus problemas porque:

  • Há alunos NEE que têm problemas permanentes graves mas que não implicam défices cognitivos e assim devem fazer um exame nacional (adaptado no caso de alunos cegos ou com um problema do mesmo tipo).
  • Há alunos NEE que têm défices mais ou menos graves do foro cognitivo, com implicações diversas (os mais complicados têm um CEI que implica adaptações substanciais no currículo), que devem ter um percurso alternativo e, nesses casos, a regra deveria ser a existência de exames adaptados.
  • E ainda há os NEE de tipo “social” (Asperger, Tourette, franjas do autismo, etc) que é preciso avaliar com muito cuidado.

Tudo isto implica que nas escolas se faça um trabalho a sério (as tais equipas multidisciplinares que não existem ou existem quase como excepção) de despiste precoce e enquadramento com estreita relação com as famílias.

Existem, isso sim, docentes de EE completamente sobrecarregados e nem sempre com todas as capacidades para fazer esse trabalho, conselhos de turma que por vezes não conseguem lidar com este tipo de diversidades e órgãos de gestão com interesse em melhorar resultados a todo o custo.

Estas normas de exames assumem que existe, a jusante dos exames, um trabalho com os alunos que, pura e simplesmente, apenas acontece em alguns casos. é como esperar que o telhado se mantenha firme quando os alicerces estão muito pouco firmes.

Como me dizia alguém recentemente, a área da EE é muito cara para o Estado e cada aluno tem um encargo unitário altíssimo.

O que se passa agora é apontar uma forma “fácil” de (não) resolver o problema e preencher os valores desejados de dual/vocacional, simulando um ensino “profissionalizante” a partir do 7º ano…

Para quem domine a língua…

Steinbrück wirft Merkel “Spardiktat” in Europa vor

Eine “Last-Minute-Kanzlerin” mit Neigung zum “Nicht-Handeln, Noch-nicht-Handeln und Lavieren”: SPD-Kanzlerkandidat Steinbrück findet scharfe Worte für das Verhalten Merkels in der Euro-Krise. Mit ihrer Politik bringe die Kanzlerin andere Länder in “Depression und Verelendung”.

Com tradução amiga:

Steinbrück acusa Merkel de “ditado de poupança” na Europa

Uma “Chanceler-Last-Minute” com tendência para “não-agir, ainda-não-agir e esquivar”: O candidato a chanceler SPD Steinbrück usa palavras contundentes para classificar comportamento de Merkel na crise do €uro. Com a sua política, a Chanceler leva outros países à “depressão e pobreza”.

O adversário, Peer Steinbrück (SPD), acusou a Chanceler Angela Merkel (CDU) de co-
-responsabilidade pelo “ditado de poupança” maléfico na Europa. Steinbrück disse no Bundestag que o governo alemão tinha sido a força motriz da redução de custos nas negociações sobre o plano de financiamento da UE “leva outros países cada vez mais para a depressão e pobreza”. O modelo é inadequado para a promoção do crescimento.

O candidato do SPD a chanceler acusa Merkel de ter procurado uma “perniciosa aliança de cortes” com o primeiro-ministro britânico David Cameron na recente cimeira da UE

“Quem no futuro quiser mais Europa precisa de parceiros que vêm o seu futuro também na Europa”, disse ele em relação à forte posição dos eurocépticos na Grã-Bretanha. Steinbrück criticou o anúncio de financiamentos adicionais contra o desemprego juvenil como “publicidade enganosa macabra”, uma vez que resultam da poupança em outros fundos.

Steinbrück desafia Merkel a manter a palavra na rápida introdução de um imposto sobre transacções financeiras. Daí também dependerá o apoio da oposição em possíveis outras medidas contra a crise. Steinbrück classificou Merkel de “Chanceler-Last-Minute” com tendência para “não-agir, ainda-não-agir e esquivar” …

A data é que calhou mesmo… mesmo…

1ª Conferência Internacional sobre Inovação e Lideranças Escolares

A Pró-Ordem e a Universidade Aberta promovem, no dia 2 de março de 2013, a 1ª Conferência Internacional aobre Inovação e Lideranças Escolares.

Consulte: o cartaz, o programa e a ficha de inscrição (nos links abaixo).

Também será, com certeza, uma experiência inesquecível poder desfrutar do magnífico contexto ambiental em que o mesmo se vai realizar.

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