Quarta-feira, 20 de Fevereiro, 2013


Kings of Leon, Pyro

que agora, quando se grita não haver liberdade de expressão –  todos piam; antes é que não, quase todos se calaram nessa satisfação da vertigem.

… Maria de Lurdes Rodrigues está contra este tipo de manifestações. Agorinha mesmo na SICN com o seu estatuto de senadora.

Uma coisa interessante é considerar-se que a “interrupção de um orador” (António Capucho) é um ataque à democracia, mas ocultar-se que se silencia muita coisa e muita gente sem ser às claras.

É preciso muita atenção, porque se os alunos de turmas PCA de 6º ano não fizerem o exame nacional ficam impedidos de seguir um percurso regular no 3º ciclo (e acabarão empurrados para o dual?), sendo que de acordo com a lei não são alunos com défices cognitivos mas sim com problemas de inserção na vida escolar ou risco de abandono escolar.

É o que está definido na Norma 1/2013 do JNE.

Tudo precisa estar resolvido, famílias informadas e alunos inscritos, até à próxima 6ª feira, apesar dos exames serem em Junho.

A decisão é demasiado séria para ser tomada desta forma, com estes prazos apertados. Seria muito boa ideia que isto fosse reconsiderado por quem de direito.

A alguns isto pode parecer natural, para este tipo de alunos. Discordo. Não é no 6º ano, aos 12, 13 ou mesmo 14 anos que se partem as pernas aos miúdos.

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Já dei demais, poucos merecem o tempo (não desperdiçado) em que acreditei em muitos.

Nessa data estarei a trabalhar em novas dificuldades, coisas minhas; quanto a vós,  fazei agora as vossas contas com mais afinco.

Que estes democratas parecem muito sensíveis ao canto. Que foi impedida a expressão do pensamento dos governantes, algo que – no caso que sabemos – deveria ser considerado um acto em legítima defesa da inteligência média do país.

Grandola

Mobilidade geográfica, imobilismo social

Acho que se começa a adequar mais.

Originalmente aqui:

Fui daqueles que quiseram ver terminada o quanto antes a governação anterior e que depositaram alguma esperança na mudança, numa mudança, quase em qualquer mudança da situação política, que permitisse travar a espiral de delírio que ia arrastando Portugal e os portugueses para o abismo.

Vinda a mudança, sabia-se que traria a necessidade de sacrifícios, mas esperava-se que trouxesse algo mais num prazo razoável. Mas… cedo se percebeu que, afinal, a mudança de caminho não nos afastava de um outro abismo e do risco de Portugal continuar prisioneiro de uma clique governativa solipsista e com evidente aversão à maioria da população governada.

É a percepção desse enorme fosso entre governantes e governados que me faz apelar à participação na manifestação de 2 de Março, no contexto global de um protesto nacional contra as actuais opções políticas, que são distorcidas nos seus princípios e falsas nas suas fundamentações.

No caso particular da educação, sector que sofreu de forma pioneira e continuada sucessivas vagas de cortes, sacrifícios e experimentações, há razões acrescidas para um enorme sentimento de revolta que traduza a necessidade de ultrapassar o desânimo e a apatia. As medidas vão muito para além do atropelo constante dos direitos profissionais e laborais da classe docente e do desprezo pelo destino de grande parte dos alunos.

Pais, alunos, funcionários não docentes e professores estão perante a iminência de mais uma vaga imensa de cortes, cuja origem é ideológica e cuja fundamentação empírica se baseia na truncagem e falseamento dos dados apresentados como indesmentíveis. Vaga de cortes que pode, em poucos anos, colocar em causa os ganhos conseguidos com décadas de esforço.

O tempo para dizer BASTA já está há muito ultrapassado. Agora é apenas mais um momento para o repetir de modo bem audível e visível para que aqueles que governam percebam que a sua legitimidade não se pode construir contra os governados e que os seus interesses particulares não podem sobrepor-se ao verdadeiro interesse nacional.

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2M

… contra o engenheiro todos os meios eram legítimos mas contra o equivalente não são?

Os antigos revolucionários, facção ultra-radical les pavés über the beach, daqueles que proclamavam que toda a autoridade burguesa deveria ser contestada, agora todos formais a lançar impercações contra quem não deixou o Relvas falar.

Ontem, na TVI24, era o UOR/LCI Augusto Santos Silva (pronto, é verdade, não era o MR Barroso ou o qualquer coisa MLP Pereira ou o MES Coelho) a defender Relvas em nome da Democracia.

Ainda se fosse eu, que envelheci precocemente e nunca passei pela doença infantil do comunismo, percebia-se. Mas não é o caso… esta malta apenas reprova de forma muito severa e moralista aqueles que fazem muito menos do que eles fizeram.

Mas vamos lá ver uma coisa essencial… mas em que parte da estória é que Relvas e Democracia rimam? Eu percebo, se voltarem ao poder, a malta do pêesse não quer enfrentar estas coisas. Aliás, em boa verdade, ninguém que lá chega gosta das tácticas que usariam, em tempos, para lá chegar.

O arrendamento !Assim Não!

 

Esta lei do arrendamento feita em cima do joelho, veio tentar rapidamente fazer o que não foi feito nas ultimas 5 décadas. A Ministra é com o da Saúde quem parece ter boa vontade. Mas não chega!!!

E em vez de estar a ser construtiva, está a atingir – esta lei do arrendamento, que tem que fazer justamente crescer o arredamento –  os reformados com baixas reformas – mesmo não sendo muto baixas o Governo está dia a dia a baixá-las- e que não podem cumprir.

E em 90% dos casos havendo que ter em atenção a situação delicada de tantos senhorios, não é pela via dos esmagamento de inquilinos que não têm como pagar que se faz algo de positivo.

E os senhores do Poder pelo Poder , ainda não terão notado que rendas de 300 a 450 euros em cidades como Porto e Lisboa , actuais, em vez de aumentarem , estão a baixar???

 

Vivemos em países diferentes, os políticos e a população!

 

Augusto Küttner de Magalhães

Antero30

(c) Antero Valério