Sexta-feira, 8 de Fevereiro, 2013


The Style Council, Shout to the Top

Do Lower Student to Counselor Ratios Reduce School Disciplinary Problems?

(…)

Our results provide evidence that lowering the number of students per counselor decreases both the probability of a
disciplinary recurrence and the share of students involved in a disciplinary incident. We find the effects on discipline are greater for minority and low income students. The fixed-effect models used control for all unobserved heterogeneity across schools, isolating the effects on discipline from the within school variation in the student-to-counselor ratio. The empirical methodologies employed produce unbiased estimates as long as the variation in the student to counselor ratio is not driven by unobserved factors that affect disciplinary outcomes.

The Student to Counselor Ratio: Does it Matter?

(…)

Outcomes are even more pronounced when effects are examined within a given school year. Reducing the mean of 544 students per counselor to the recommended 250 students per counselor results in a 25.5 percent decrease in the probability of a disciplinary recurrence.

Entre nós, quem fala nisto?

Colocar a CGD a dar este nível de prejuízos é digno de figurar nos anais da incompetência ou do crime de lesa-Pátria. E mesmo assim não conseguiram impedir este descalabro.

Enquanto as reportagens da SIC e os editoriais do Jornal de Negócios não perderem os punhos de renda… isto continuará… sem nomes… sem culpados… connosco a pagar tudo em nome de um falso Estado Obeso.

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Todo um sistema constitucional e legal corrompido como se nada se passasse

Raios para o montês.

Dia 16 de Fevereiro, CGTP, depois da Fenprof ter feito a 1ª parte. Dia 15 de Março a da Frente Comum. A ideia é, sempre, enquadrar

Isto tem a sua graça…

Mas os melhores cartazes são, sem sombra de dúvida, os do 2M.

2M

A implosão do Ministério da Educação

Adaptação de um post de há poucos dias:

Da Falta De Educação ou de… Vergonha?

Mais um caso em que as condições de assessor da governação, interessado na governação e decisor na área da governação se sucedem, se cruzam e sobrepõem, sem que os próprios de se incomodem, sem que achem existir qualquer incompatibilidade e achem, mesmo natural a manipulação de todo o processo de tomada de decisões.

Da boca de um destes casos ouvi eu dizer que não achava nada de mal, por não ser estritamente ilegal, o trânsito entre algumas destas funções. Do mesmo modo há “especialistas” que assessoram quem deve defender o interesse público que são meros representantes de grupos de pressão que os colocaram em pontos nevrálgicos e, para além disso, ainda os apoiam na cativação de apoios para “investigações. Às 2ªs e 5ªs feiras estão no gabinete a “especializar”, à 4ª escrevem no jornal como “investigadores independentes”, às 3ªs e 6ªs prestam a sua obediência ao grupo original. Ao fim de semana estabelecem contactos.

Nada disto é ilegítimo quando assumido com clareza, quando sabemos quem faz o quê para quem.

Passa a ser altamente condenável quando praticado na sombra (só assumido quando se torna impossível escondê-lo mais tempo), no escurinho dos corredores, com aquela dose de lascívia própria de quem sente o frémito do poder a roçar-lhe a pele.

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(c) Francisco Goulão

Prsos

Recebido por mail, sem autoria atribuída.

Conversas de fila de supermercado

 

Por vezes mesmo que não tenhamos qualquer intenção em o fazer, quase que somos obrigados a ouvir conversas de outras pessoas, quando se está numa fila, por exemplo de supermercado até para rapidamente tomar um café.

Voltou-me a acontecer num destes dias, num supermercado “até frequentado por classes mais altas”, numa fila um pouco longa e demorada, duas senhoras, bom aspecto, entre os 35 máximo 40 anos, falavam, não suficientemente baixo para não serem – naturalmente – ouvidas.

Uma dizia à outra que andava a vigiar o marido dado estar certa de que este a atraiçoava. A outra achava não ser correcto fazê-lo, até que a primeira disse que tinha a certeza, “quase certa” da traição. Era este termo e não infidelidade!

De repente ambas já falavam de uma conhecida que se tinha separado por ter apanhado o marido em flagrante com outra, que até seria – também – conhecida de ambas e da respectiva mulher.

Chegou a minha vez, pedi um café e afastei-me, apesar de o tomar ao balcão mais longe, para não incomodar a fila, enquanto as duas estavam a ser atendidas e foram para uma mesa. Fui-me embora.

Pelo caminho ia a pensar nesta conversa e veio-me à ideia o que o psiquiatra José Gameiro, que muito considero e estimo, havia dito em Novembro ultimo, aquando do lançamento aqui no Porto, na Livraria Lello, do seu livro “Até que o amor nos separe”.

Mais ou menos que, nos dias de hoje, uma infidelidade de um marido por norma é cometida com uma mulher que até pode ser casada ou não. Ou seja, já passou o tempo em que as traições – masculinas – se praticavam com amantes institucionais, com as secretárias ou até com prostitutas. Hoje, facilmente uma mulher – normalíssima – trai o marido, como este tão facilmente – nem sempre, nem sempre – trai a mulher.

Tudo é feito mais livremente, sem amarras e falsos moralismos de outros tempos. Claro que por vezes é tudo tão “demasiado” fácil, que se torna dramático por demasiado descartável. E, fiquei também a pensar que conversa semelhante podia estar a ser tida, por um qualquer marido, numa qualquer outra fila de café de outro supermercado – chique ou não! – se desconfiasse da mulher e não tivesse problemas de falso machismo em partilhar com  outro.

Fui revisitar o já citado livro do José Gameiro, de onde me permito retirar esta frase: “O que ela pensa, o que ele nunca diz, as feridas dos dois e aquilo que os une”.

E por certo naquela noite, tanto a amiga que quase tem a certeza de ser atraiçoada, como a outra, olham os respectivos maridos e imaginam-nos com outras! E será que estão livres de já o terem feito com outros?

E não será que se deve ter tudo como melhor assumido e menos descartável. E que se deve procurar construir com carinho e amizade e amor o prazer, o sexo e a sexualidade, a vida dentro de portas, até na cama, dento do casal? Sem fugas, traições, infidelidades! Talvez!

 

Augusto Küttner de Magalhães

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François Boucher, O Alvo dos Cupidos

Ele há cv’s por defeito – outros por equivalência, sacraste!