Sexta-feira, 1 de Fevereiro, 2013


The Feelies, Deep Fascination

Good old new wave

“Por Qué NoTe Callas ?!”

O Expresso trará amanhã duas páginas sobre a questão da reforma do chamado Estado Social, com indicadores, depoimentos e demais informação sobre o sector da Educação (na sequência de peças similares sobre a Educação ou a Segurança) da responsabilidade da Isabel Leiria com a minha colaboração na figura algo inesperada de “editor convidado”.

Nessa cólidade fiz um pequeno artigo de opinião de que deixo o seguinte excerto em forma de teaser:

Factos contra os Cortes

(…)

A minha posição é clara: a inevitabilidade de tais cortes é falsa, os seus fundamentos empíricos não existem, tratando-se de uma mera opção político-ideológica que esquece a evolução da Educação nos últimos 100 anos, o enorme atraso em que estávamos há poucas décadas, os ganhos conseguidos em pouco tempo mas também que esses ganhos, recentes e pouco consolidados em termos geracionais, podem ser destruídos com uma intervenção desastrada e negligente.

… e há os que estão amarrados aos ulricos & salgados.

Passos não condena declarações de Ulrich

O PCP está coberto de razão mas é ingénuo quanto à capacidade de muita gente intervir nesta matéria. stop.

Honório Novo afirmou que Franquelim Alves assumiu as funções de administrador do grupo SLN/BPN (Sociedade Lusa de Negócios/Banco Português de Negócios) sob as lideranças de Oliveira e Costa e Abdul Vakil.

«Durante a primeira comissão parlamentar de inquérito sobre o BPN, ficou patente que Franquelim Alves conhecia no princípio de 2008 tudo o que dizia respeito ao Banco Insular», designadamente, «um volume significativo de imparidades e de atos irregulares de gestão no grupo BPN/SLN», apontou Honório Novo.

De acordo com o deputado do PCP, nenhum desses factos sobre o Banco Insular Franquelim Alves comunicou ao Banco de Portugal, «como ele próprio reconheceu publicamente».

Num outro plano ainda me estou a rir perdidamente com a troca de cadeiras no Turismo.

Só hoje li o artigo sobre este tema na revista do Expresso da semana passada. Sobre a forma como nos Estados Unidos se prepara a 5ª versão da DSM e se pretende tornar doença e medicalizar aquilo que é mera experiência humana de sofrimento e dor. Como se as emoções tivessem deixado de poder ser vividas e fosse preciso tornar-nos todos dormentes.

Fernando Ulrich “Se os sem-abrigo aguentam porque nós não aguentamos?”

Mas o que aguenta ele?

Não percebem que, até pelo perfil, este é outro peixe de água profundas? Não completamente Gama, não completamente Vitorino, mas…

A frustração das ‘tropas’ de António Costa pelo recuo inesperado na reunião da Comissão Política, que acabou com um abraço a António José Seguro, exprimia-se esta semana nos corredores do Parlamento em palavras fortes. «Estou lixado» era uma versão moderada. Na terça-feira, quando subiram a escadaria do Largo do Rato, os apoiantes de Costa tinham missões distribuídas, discursos combinados e até um director para a campanha interna apontado: Jorge Lacão, ex-ministro de José Sócrates.

 

Muito interessante peça da Visão de ontem em que se recolhe o testemunho dos empreendedores que esperam pelo período final do subsídio de desemprego de potenciais interessados em ser contratados para cargos de alguma responsabilidade, para lhes oferecer piores condições salariais como contraponto ao fim próximo do subsídio.

Irrepreensível em termos de boa gestão.

Se há coisa que eu gostaria era de comparar as opiniões de Arménio Carlos e Miguel Relvas sobre isto, a menos que as afinidades políticas de um e económicas de outros os impeçam de se pronunciar com clareza.

7 generais Angolanos instalam processo à editora do livro “Diamantes de Sangue”

Reunião Pública – Agregação da ESM

Habituar as Pessoas a ouvir e falar! Ao vivo!

Talvez estejamos cada vez menos habituados a ouvir e a falar. Perdeu-se o espaço e o tempo, dado que se permite que a televisão fale e ouça por nós, e toda a comunicação seja telecomandada pela tecnológica que desumaniza as relações entre seres humanos e se lhe sobrepõe.

Temos cada vez menos tempo, ou talvez menos vontade, de ouvir e falar, entre Pessoas e não entre aparelhos. Quase se torna perigoso dizer isto, quando mais de meio mundo circula no Facebook, ou seja filtrado, não face a face ao vivo, e um inquérito diz que só os criminosos, por segurança, não têm página no Facebook.

E nos momentos que estando juntos deveríamos de facto estar, mormente na família – assuma-se o que se achar melhor hoje ser a família – não se “põe a conversa em dia”, deixámos de o querer fazer, e a televisão, fá-lo por nós. Ligado o aparelho, este capitaliza o tempo e o espaço.

E também claro, o computador, o telemóvel, a playstation, e cada um vive em torno do seu individualismo que não é ultrapassável, e torna-se um bloqueio a toda a comunicação frontal, sem aparelhos de permeio.

E os pais não estão ao corrente dos dias dos filhos, estes não desabafam com aqueles e de repente acontece uma qualquer trapalhada e todos ficam admirados por não entenderem, como até nos seus casos, foi possível “aquilo” acontecer.

O ser humano já de si é complicado, complica e faz difícil o que é fácil. Se não houver uma forma aberta de ouvir e falar para descomplicar, o que por vezes é o mais difícil, dado que daria espaço e tempo para resolver casos pequenos dia a dia, quando chegam ao ponto da não resolução, atira-se a culpa para as Crises e pronto. Nunca a culpa é nossa, nunca assumimos que deveríamos até nós, também ter sido bem diferentes

Torna-se indispensável – ou não! – de livre iniciativa, sem obrigações demasiado “obrigatórias, as famílias terem um tempo que vai de 10 a 100 minutos para tomar uma refeição ao vivo frente a frente, sem televisões, computadores, telemóveis e playstation. Para colocarem a conversa em dia. Para estarem de facto ”juntos”!

Claro que as primeiras refeições nestas circunstâncias nem 5 minutos devem durar, uma vez que ninguém estará preparado para estar a falar e ouvir sem ter algo que foca a atenção de todos, e desvia de todos a centralidade e a presença humana.

Mas talvez com insistência seja conseguível. Talvez todos venhamos em pequenos círculos a beneficiar. Talvez o tal individualismo que a todos nos invade se vá esbatendo. E claro que antes e depois, no trabalho e em lazer, haverá tempo e até necessidade para toda a nova tecnologia que tanto jeito nos dá, mas que nos está a transformar em escravos dessa mesma tecnologia, quando a bem de todos que não da tecnologia – antes, de quem a controla – deveria ser exatamente o inverso. Talvez seja de ir tentando já hoje, jantar de televisão desligado e computador, e playstation, e telemóvel. No fim liga-se tudo!

Augusto Küttner

 

Em versão dupla para compensar o de ontem:

RELVASMec

(c) Luís Rosa

Antero28

(c) Antero Valério