Boa tarde,

Estive a fazer uma contas que, embora sejam apenas relativas ao colégio de Santo André, podem servir para perguntar se algo não estará mal na fórmula de cálculo dos valores a pagar por turma (não deveria ser por aluno?) aos colégios com contrato de associação:

Aceitando como fidedignos os nºs referidos nas últimas reportagens da TVI quanto ao total de turmas e de alunos com contrato de associação no Colégio de Santo André, cruzando-os com o valor das propinas cobradas a alunos do mesmo colégio em regime particular, conclui-se que saía mais barato ao estado pagar o valor das propinas do que o subsídio por turma. Estamos, portanto, a contribuir alegremente para a aquisição da modesta frota automóvel daqueles “cidadãos”.
Se os nºs forem semelhantes nos restantes colégios do grupo, chega-se a lucros muito interessantes. Generalizando: os contratos de associação são mesmo um bom negócio, para os colégios, é claro.

Anexo um PDF que encontrei no site do Santo André, onde se encontram os valores das mensalidades cobradas no regime privado em 2011/12:

http://www.csandre.pt/LinkClick.aspx?fileticket=xZz2YWqAue0%3d&tabid=123

Não sei se houve alterações nos valores cobrados este ano. Para fazer contas, parti do princípio de que as mensalidades não foram aumentadas entretando (até porque é o próprio colégio a manter esta informação no site). Considerei também que o estado, pagando por atacado, deveria ter direito (no mínimo) ao mesmíssimo desconto de 5% que o colégio faz a quem pague anualmente (cf. p. 5 do PDF).

Na reportagem sobre o professor com mais de quinhentos alunos estão os dados para o 3º Ciclo. Na peça de ontem refere-se o total de turmas e de alunos com contrato de associação. As últimas 9 turmas resultam da diferença entre este total e os nºs do 3º Ciclo. Anexo as contas. Pode utilizá-lo como quiser, se achar que tem algum interesse.

Cumprimentos e parabéns ao Umbigo!

Ester Campos

GPS