Quarta-feira, 30 de Janeiro, 2013


Xutos e Pontapés, Contentores

Anúncios

Unir o partido.

 

3

… que o temporal levou alguns telhados de ginásios de escolas-top da PE pela zona norte da DRELVT, enquanto os pavilhões das velharias se aguentaram…

Boa tarde,

Estive a fazer uma contas que, embora sejam apenas relativas ao colégio de Santo André, podem servir para perguntar se algo não estará mal na fórmula de cálculo dos valores a pagar por turma (não deveria ser por aluno?) aos colégios com contrato de associação:

Aceitando como fidedignos os nºs referidos nas últimas reportagens da TVI quanto ao total de turmas e de alunos com contrato de associação no Colégio de Santo André, cruzando-os com o valor das propinas cobradas a alunos do mesmo colégio em regime particular, conclui-se que saía mais barato ao estado pagar o valor das propinas do que o subsídio por turma. Estamos, portanto, a contribuir alegremente para a aquisição da modesta frota automóvel daqueles “cidadãos”.
Se os nºs forem semelhantes nos restantes colégios do grupo, chega-se a lucros muito interessantes. Generalizando: os contratos de associação são mesmo um bom negócio, para os colégios, é claro.

Anexo um PDF que encontrei no site do Santo André, onde se encontram os valores das mensalidades cobradas no regime privado em 2011/12:

http://www.csandre.pt/LinkClick.aspx?fileticket=xZz2YWqAue0%3d&tabid=123

Não sei se houve alterações nos valores cobrados este ano. Para fazer contas, parti do princípio de que as mensalidades não foram aumentadas entretando (até porque é o próprio colégio a manter esta informação no site). Considerei também que o estado, pagando por atacado, deveria ter direito (no mínimo) ao mesmíssimo desconto de 5% que o colégio faz a quem pague anualmente (cf. p. 5 do PDF).

Na reportagem sobre o professor com mais de quinhentos alunos estão os dados para o 3º Ciclo. Na peça de ontem refere-se o total de turmas e de alunos com contrato de associação. As últimas 9 turmas resultam da diferença entre este total e os nºs do 3º Ciclo. Anexo as contas. Pode utilizá-lo como quiser, se achar que tem algum interesse.

Cumprimentos e parabéns ao Umbigo!

Ester Campos

GPS

Para a longa duração:

Government expenditure on education, economic growth and long waves: the case of Portugal

… do atraso que foi preciso ultrapassar e porque os borginhos e ramirílios sem memória e com desconhecimento profundo da História dificilmente entendem a realidade com que estão a lidar para além de retratos momentâneos encomendados.

São muito sincrónicos e estruturalistas, mas muito fraquinhos em diacronia e muito pouco evolutivos.

Retirado daqui: The growth of literacy in historic perspective: clarifying the role of formal schooling and adult learning opportunities.

Historians of literacy in the early twentieth century, using primarily available census data show relative continuity in literacy levels from the mid-nineteenth century as discussed at greater length in the second section of this paper. While all countries progressed, their order remained unchanged (Johansson in Graff, 1987, Vincent, 2000). Central and Northern Europe were reported to have achieved over 95 percent literacy; Western Europe, over 80 percent; Austria and Hungary, over 70% (major growth); Spain, Italy and Poland, over 50 percent; and Portugal and orthodox Catholic countries, only around 25 percent. While countries were putting public education systems in place and some form of ‘modernizing’ development was occurring, the more disadvantaged countries were joining the mainstream of higher literacy levels. But, as discussed, there is no evidence that disparities in living, wealth, productive or inequality by region, age, sex, class or ethnic background were being seriously reduced.
According to Johansson and Graff, Southern and Eastern Europe was 80 percent literate by 1950 with the exception of Portugal, the Mediterranean islands and Albania (with a rate of about 50%). Although literacy levels were rising, no major social and economic change took place. Poor people and poor nations as well as poor regions within nations remained (and remain) poor.

Página seguinte »