Domingo, 27 de Janeiro, 2013


Radiohead, Karma Police

Portas anuncia contratos de cooperação económica com a Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros revelou que vão avançar contratos bilaterais de cooperação económica entre Portugal e a Venezuela.

… é colocar os lobos a tomar conta da coisa.

O professor Marcelo está a expor, como boa e perfeitamente razoável, a teoria do engenheiro Sócrates sobre o empurrão da dívida para a frente com a barriga.

Quando custa uma consulta com um ex-secretário de Estado sobre matéria relevante?

(isto assumindo que não existem antes do ex- ou que são retribuídas apenas em promessas de posteriores consultas…)

Recebido por mail, sem indicação expressa da publicação mas penso que, por contactos anteriores, o autor não se incomodará nada por esta divulgação:

Mea culpa – uma carta aberta

Desde 2005 que a propaganda psicológica de denegrir classes profissionais (nomedamente as que trabalham na administração pública) se revelou uma estratégia para colocar cidadãos contra cidadãos: os que prestam serviços públicos e os que prestam serviços privados (ou seja, não remunerados diretamente pelo orçamento de estado). Esta semana concluí que a estratégia surtiu efeito porque quando ouvi pessoas que trabalham no tal setor privado, outras reformadas, que têm familiares diretos (filhos, cunhados, genros/noras…) a trabalhar na administração pública, a afirmar categoricamente que existem privilégios demasiados na função pública, e inclusivé, a acusar de irresponsáveis ao participarem em manifestações como as de dia 26/01, está definitivamente enraizada numa determinada camada da população, que a causa da catástrofe financeira do país está nos que trabalham nos serviços públicos. Familia contra familia por questões politico-laborais emanadas de propaganda psicológica?!

Deste modo, estou na contingência de me envergonhar de exercer uma profissão que presta serviço público, de renitentemente revelar que profissão exerço quando para tal sou questionado, de esconder a minha função profissional na comunidade em que resido. Aliás, esta semana concluí que estou obrigado a pedir sinceras desculpas por ter me candidatado e ter sido contratado para exercer uma função pública, para a qual tive de apresentar um conjunto de credenciais crediveis exigidas pela entidade patronal: formação académica superior, sem cadastro criminal, uma média de curso que permitisse poder aceder às vagas disponíveis, declaração de honra pela veracidade das informações prestadas, atestado de robustez física e mental. Paralelamente, vejo a minoria que vai exercer cargos diretivos, apenas a ser nomeada…
Só numa sociedade em guerra civil é que os cidadãos estão uns contra os outros, porque existiu muita ignorância para os grupos interessados plantarem o ódio e a vingança.
Neste contexto, para não ser considerado um pária pelos outros cidadãos (consanguíneos ou não) só me restam 3 alternativas:
– apresentar a demissão do posto de trabalho
– aceitar a eutanásia ou suicídio como reparação do mal provocado
– apoiar incondicionalmente a decisão de extinguir os serviços públicos, prestando desse modo o patriotismo de extinguir o défice e a divida financeira.
Tal como um general romano ou um samurai ou um cavaleiro do séc.16, terei que aceitar a alternativa que os supostos superiores me sugerirem aplicar, de modo a reparar o grave prejuízo que provoquei à sociedade em que nasci e salvar a honra do meu nome…
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Mário Silva

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