Os números são do Arlindo que me forneceu umas valiosíssimas tabelas em Excel para eu fazer uns cálculos. Que se vão afigurando algo inconclusivos quanto à lógica que presidiu ao estabelecimento das 603 vagas abertas para o concurso de vinculação extraordinária de contratados.

Vejamos… se foi feito um levantamento dos lugares com ocupação permanente ao longo dos anos por professores contratados, seria de esperar alguma relação com os números dos DACL de Agosto de 2012. eu sei que a distribuição geográfica pode baralhar as contas, mas… essa explicação não chega.

Vejamos as tabelas dos DACL originais (mais de 15.000, os que o MEC terá vontade de ver sair por aposentação ou empurrão mais violento), dos de 31 de Agosto e agora dos números da vinculação Extraordinária, por grupos de recrutamento:

Vincula2

Seria de esperar que os grupos com mais DACL fossem os que têm menos lugares para VE mas… essa relação ora acontece, ora não.Vejamos a distribuição, em termos absolutos e relativos, dos DACL e dos lugares para VE. A vermelho os grupos mais atingidos pelos primeiros e a verde os menos. E como alguns se mantiveram numa posição lógica e outros passaram a andar pela tabela de forma pouco lógica.

Vincula3Vincula4

E se formos procurar com base na distribuição geográfica também não, como se nota neste quadro do Arlindo em que se percebe que há umas coisas esquisitas como a abertura de vagas em grupos e zonas com professores com horários-zero:

VinculaEm circunstâncias normais não seria de esperar tantos pontos vermelhos, muito menos a concentração visível em termos geográficos e de grupos de recrutamento.

Explicações?