Os puros já estão em campo. A vanguarda dos sempre-certos já começou com a conversa do costume. A quem levante dúvidas sobre a eficácia de qualquer vigília e manifestação, em vez de argumentarem, gritam logo que os outros não fazem falta.

O Miguel, por exemplo, fez exactamente o que se esperava. Adjectivou. Demarcou bons de maus. E, com jeitinho, ainda chamará divisionista a quem discordar dele.

Ainda não percebeu – não perceberam – que o acantonamento, em especial aquele dos que se acham moral e eticamente superiores a todos os outros, só afasta e não congrega. Faz pior, mas enfim… não adianta explicar. O que interessa é prestar vassalagem… nominal.

É pena que nada aprendam. Parecem aqueles alunos que marcam passo, marcam passo, barafustam com os outros, o sistema, os professores, nunca se analisando.

Acham que alguém gosta muito dos números que se vão sussurrando acerca das deserções? Ah, pois, são apenas apaniguados e impuros, gente sem fibra e sem pelo na venta.

Gente ingrata, que não vislumbra o alcance dos entendimentos e acordos, mas é capaz de adjectivar quem tente fazer algo diferente do que vem no boletim.