Um estudo da Universidade do Porto, já uma vez abordado no DN e ontem analisado no Público parece confirmar alguns dos meus (pre)conceitos em relação à forma como funcionam as diferentes lógicas das escolas públicas e privadas na preparação dos alunos no final do Secundário.

O estudo afirma que os alunos das escolas privadas têm maior facilidade em aceder aos cursos desejados e de topo mas nque, chegados lá, têm um desempenho comparativamente pior.

O que eu poderia resumir, de forma por certo simplista, mas mesmo assim mais fundamentada e justa do que muito do que leio sobre alegadas excelências, que as escolas privadas de topo se concentram mais em prepara e facilitar o acesso, enquanto as públicas se ocupam mais na preparação para o desempenho.

Daqui poderia partir para uma teoria mais alargada sobre a própria lógica das mentalidades associadas a cada um dos universos. Como há aqueles que sabem que, tendo acesso, o resto acabará por acontecer, enquanto há outros que sabem que o acesso não lhes garante nada de certo e precisam de demonstrar a sua qualidde através do desempenho continuado.

Mas é melhor guardar tal teorização – que confirmo sentir eivada de alguns (pre)conceitos pessoais – alargada para outro momento, com maior fundamentação.

Pub18Jan13

Público, 18 de Janeiro de 2013