São muitas as correcções entre a versão inicial do relatório do FMI e a sua versão final no capítulo sobre Educação. A mais evidente de todas está no capítulo sobre as escolas com contrato de associação.

O documento preliminar afirmava peremptoriamente que o programa que financia colégios para que prestam um serviço público de Educação devia ser «cortado até 50% (em termos de número de turmas em cada escola) até ao final do corrente ano lectivo».

Mas a versão revista, limita-se a afirmar que este programa «está sob revisão» neste ano lectivo, salvaguardando que «o Governo mantém a intenção de promover as escolas com contrato de associação, bem a liberdade de escolha entre escolas públicas e escolas com contrato de associação».

Percebe-se cada vez melhor que aquele relatório é uma espécie de igor-frankenstein na área da Educação, já começando a percber melhor a aparente incompetência e desacerto de muitos dados.

Quando se andou a enxertar, as costuras ficaram demasiado à vista.

A mim ocorre-me a expressão fraude política.