Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2013


Wild Belle, It’s Too Late

Ou não.

São muitas as correcções entre a versão inicial do relatório do FMI e a sua versão final no capítulo sobre Educação. A mais evidente de todas está no capítulo sobre as escolas com contrato de associação.

O documento preliminar afirmava peremptoriamente que o programa que financia colégios para que prestam um serviço público de Educação devia ser «cortado até 50% (em termos de número de turmas em cada escola) até ao final do corrente ano lectivo».

Mas a versão revista, limita-se a afirmar que este programa «está sob revisão» neste ano lectivo, salvaguardando que «o Governo mantém a intenção de promover as escolas com contrato de associação, bem a liberdade de escolha entre escolas públicas e escolas com contrato de associação».

Percebe-se cada vez melhor que aquele relatório é uma espécie de igor-frankenstein na área da Educação, já começando a percber melhor a aparente incompetência e desacerto de muitos dados.

Quando se andou a enxertar, as costuras ficaram demasiado à vista.

A mim ocorre-me a expressão fraude política.

Mais de metade dos deputados acumulam funções no setor privado, como consultores ou advogados de grandes escritórios. Por causa disso o Presidente da Comissão de Ética acusa os colegas de conflito de interesses e de transformarem o Parlamento num palco de jogos privados. Mendes Bota, do PSD, diz mesmo que os deputados advogados “assaltaram” os lugares-chave da Assembleia da República.

HSE

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Ministério contraria escolas e autarquias e cria novos agrupamentos

O terceiro maior agrupamento de escolas do país fica na cidade de Lisboa e terá 3953 alunos. Foram pelo menos nove as câmaras que se pronunciaram contra a constituição de novos agrupamentos

Indignação é um termo suave para definir o estado de espírito de Manuela Gomes, directora da escola secundária Alberto Sampaio, em Braga, na sequência do novo facto consumado que lhe foi agora imposto pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC). Contra a vontade da escola e da Câmara Municipal de Braga, a Alberto Sampaio faz parte da lista das 67 novas agregações anunciadas quarta-feira pelo MEC e passará a integrar um novo agrupamento de escolas que no total terá 3300 alunos.

“Foi uma decisão unilateral tomada sem respeito pela escola e pela sua história e que faz estaca zero de tudo o que temos feito”, disse ontem ao PÚBLICO. A notícia soube-a Manuela Gomes pela comunicação social. Aconteceu o mesmo com as outras escolas agregadas, que até ontem ainda não tinham recebido qualquer comunicação do ministério tutelado por Nuno Crato.

No caso da Alberto Sampaio, conta a sua directora, a notícia chega depois de a resposta do MEC às propostas da escola ter sido o silêncio. “Não nos responderam à nossa proposta para a celebração de um contrato de autonomia, nem ao nosso pedido de suspensão do processo de agregação. Nem essa educação tiveram”, diz Manuela Gomes. A directora lembra que a sua escola “tinha todas as condições para ter um contrato de autonomia”: “É das mais bem classificadas na avaliação externa feita pela Inspecção-Geral da Educação, tem um processo de monitorização interna ímpar a nível nacional, fomos seleccionados para um projecto europeu de lideranças escolares, contamos com o empenho de toda a comunidade, mas o ministério tomou a decisão política de nos excluir deste processo. E agora ficamos integrados numa unidade orgânica em que uma parte é desconhecida da outra.”

Escolas de Braga unidas contra agregação

Um mega-agrupamento em Oliveira do Hospital

O Ministério da Educação anunciou, hoje, a criação de um mega-agrupamento em Oliveira do Hospital, a que correspondem perto de 3 000 alunos, fruto da agregação da Escola Secundária à fusão de quatro unidades de gestão de estabelecimentos de ensino.

O Conselho Municipal de Educação daquele concelho da Beira-Serra tinha recomendado a constituição de dois mega-agrupamentos, sugerindo que permanecessem à margem deles a Escola Secundária e a Profissional.

O desvario deveria ter sido travado muito antes. Não sei se é o caso, mas em outras paragens é ver quem apoiou isto no tempo do engenheiro, estar agora contra.

Providência cautelar trava mega-agrupamento em Santa Catarina e Caranguejeira

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