Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2013


Mumford and Sons, Lover of the Light

Quer dizer que esta brincadeira vai p’rós trinta milhões e eu contido no país real, apenas com acesso à bosta?

… do MEC?

Deu-se A Implosão

E o MEC perdeu o controle total sobre as escolas.

E quando isto acontece só existe uma solução – Mudar o “capitão” da equipa.

Como sportinguista, estou habituado a chicotadas psicológicas mas, neste caso, como com MLR, acho importante que a degenerescência seja total, até ao ponto do não retorno.
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Quanto ao controle sobre as escolas, é o menos. O problema é a falta de controle sobre os pequenos napoleões.
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O capitão é um detalhe. O que me incomoda são os bastidores de lascivo fru-fru entre decisores públicos e interesses privados.

… e não é apenas Baudrillard, Deleuze, Eliade ou mesmo Philip K. Dick.

Acho que falar em implosão já é fora de moda.

–  Decreto-Lei n.º 266-F/2012, (31 Dez 2012) aprova a estrutura orgânica da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. https://www.box.com/s/1cwiq45pxtkv424s5uda
A DGEstE dispõe de cinco unidades orgânicas desconcentradas, de âmbito regional, com a designação de Direção de Serviços Região Norte, Direção de Serviços Região Centro, Direção de Serviços Região Lisboa e Vale do Tejo, Direção de Serviços Região Alentejo e Direção de Serviços Região Algarve, sediadas respetivamente, no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro.
As Direções de Serviços são dirigidas por “delegados regionais de educação.”

Despacho n.º 865/2013,(16 Jan 2013 – Efeitos a partir de 5 de janeiro) nomeia, em regime de substituição os dirigentes da Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE).
Como diretor-geral, José Alberto Duarte (ex-DRELVT) e como subdiretor-geral, Isabel Cruz (ex-DREN). https://www.box.com/s/golzndh3fnj95s8wbbpa

A DGEstE prossegue as seguintes atribuições:
a) Assegurar a execução das políticas educativas definidas no âmbito do sistema educativo de forma articulada pelas diversas circunscrições regionais;
b) Acompanhar, coordenar e apoiar a organização e funcionamento das escolas e a gestão dos respetivos recursos humanos e materiais, promovendo o desenvolvimento e consolidação da sua autonomia;
c) Prestar apoio e informação aos utentes do sistema educativo, em particular aos alunos e encarregados de educação, às entidades e agentes locais;
d) Participar no planeamento da rede escolar;
e) Assegurar a concretização da política nacional no domínio das instalações e equipamentos escolares;
f) Definir, gerir e acompanhar a requalificação, modernização e conservação da rede de escolas;
g) Divulgar aos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas as orientações e a informação técnica dos serviços do MEC;
h) Recolher as informações necessárias à conceção e execução das políticas de educação e formação;
i) Acompanhar os procedimentos e as atividades desenvolvidas no âmbito do sistema educativo respeitantes ao controlo da qualidade do ensino;
j) Cooperar com outros serviços, organismos e entidades, tendo em vista a realização de ações conjuntas em matéria de educação e formação profissional;
k) Prestar apoio técnico aos municípios nas intervenções que estes realizem no parque escolar;
l) Promover, coordenar e acompanhar a prevenção e intervenção na área da segurança escolar e assegurar a atividade de vigilância no espaço escolar, garantindo a necessária articulação com o Programa Escola Segura, realizando a formação de pessoal docente e não docente na área da segurança escolar;
m) Assegurar o apoio jurídico e contencioso nas diversas circunscrições regionais, no âmbito das atribuições da DGEstE, em articulação com a Secretaria -Geral.

Do preconceito contra os professores

Falo dos não-superiores. Dos básicos, aqueles que se considera serem uns incapazes de fazer outra coisa, gente que faz aquilo que outros não querem. Uma espécie de varredores do lixo alheio, mesmo se tratam da mais nobre missão que existe na vida em sociedade e que é ensinar as novas gerações para um futuro cada vez mais sombrio.

(continua… por lá…)

Um esquece-se de declarar os rendimentos, o outro do que disse há pouco mais de um ano.

Os nossos dois principais governantes estão num lamentável processo de degenerescência mnemónica.

É importante acarinhá-los. Consta que o afecto e o carinho produzem efeitos maravilhosos nestes casos.

Mais agrupamentos de escolas, FNE e FENPROF protestam. Uma directora fala das vantagens e o Sindicato dos Professores do Norte das desvantagens,  Albino Almeida discorda.

Freguesias de Leiria interpõem providência cautelar para suspender agrupamento de escolas, Ministério da Educação contesta, a regressão do processo seria um factor para criar caos nas escolas.

CIMG4973

Na página relativa à legislação associada ao ECD estão quase a passar dois anos sobre a última actualização. Hoje, há minutos, o ponto da situação era este:

MecLegisl17Jan13

Nem a última alteração do ECD, de Fevereiro de 2012, já deste Governo, ainda foi lá colocada.

Repito… não nomearam suficientes especialistas?

 

Emigração aumentou 85% em 2011

A única coisa em que pareceu acertar – correr com os portugueses do seu país com nos tempos da outra senhora – e agora diz que foi o Bocage que disse?

 Passos: «Nunca convidei as pessoas a emigrar»

Primeiro-ministro garante que foi mal entendido, respeitando, no entanto, «as pessoas que vão procurar oportunidades lá fora»

Relembremos:

  • 18 de Dezembro de 2011:

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados

Passos ‘convida’ professores desempregados a emigrar

  • Em vídeo (olha-me a parte dos professores a partir dos 2.15 min):

… me posso esquecer de declarar os meus rendimentos… é coisa fraca, nada de milhões, mas…

Olha para o que eu digo. Esquece o que eu faço

(…)

EPIS, a sigla que dá nome aos Empresários pela Inclusão Social, uma organização dirigida pelo banqueiro João Rendeiro – o que conduziu o BPP à falência – e apadrinhada por algumas figuras que batem palmas ao novo modelo de gestão escolar e às restantes políticas educativas “modernizadoras” da ministra da educação.

Foi acenar-lhe com os corredores e agora já desdiz tudo o que disse.

Mas não o lobriguei entre aqueles que agora exalta. Pudor, incapacidade para ser confrontado quanto ao facto de defender a hipérbole do que antes criticava?

Ou estava então mal informado?

Aqui.

Reparem nas seguintes passagens, desde logo no facto de se continuar a não concretizar o nº de vagas.

Artigo 4.º
Dotação das vagas
1 – A dotação das vagas a preencher mediante o presente concurso, é fixada por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da educação.
2 – As vagas referidas no número anterior são apuradas por quadro de zona pedagógica por grupo de recrutamento e extinguem -se quando vagarem.

Artigo 5.º
Âmbito das candidaturas
1 – Os candidatos ao concurso regulado pelo presente diploma são obrigados, a concorrer, no mínimo, a todas as vagas de um dos quadros de zona pedagógica referidas no artigo anterior, correspondentes aos grupos de recrutamento a que são opositores.
2 – Para efeitos do disposto no número anterior, quando os candidatos concorrem a mais do que um quadro de zona pedagógica ou grupo de recrutamento, devem ordenar a sua prioridade.

(…)

Artigo 7.º
Apresentação ao concurso interno
1 – Os docentes colocados ao abrigo do presente diploma são obrigados, para efeitos de colocação em quadro de agrupamento ou de escola não agrupada, a serem opositores na qualidade de docentes de carreira de quadro de zona pedagógica no primeiro concurso interno a ser realizado após a entrada em vigor do presente diploma, previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho.
2 – Os docentes abrangidos pelo disposto no número anterior, concorrem ao concurso interno numa prioridade seguinte à última prioridade estabelecida na alínea c) do n.º 1 do artigo 10.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho.
3 – Os docentes que ao abrigo dos números anteriores não obtiverem colocação no concurso interno, devem concorrer à mobilidade interna na primeira prioridade estabelecida na alínea b) do n.º 1 do artigo 28.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho.

Agora reparem nesta passagem do artigo 1º:

2 – Aos candidatos que se apresentem ao concurso previsto no presente diploma não é aplicado o n.º 7 do artigo 2.º do ECD.

Do que é que estão a falar? De que artigo 2º do ECD?

O artigo 2º do ECD não tem sete números, mas apenas a definição do que é pessoal docente.

Artigo 2.º

Haverá limites para a incompetência jurídica ou ela é infinita e o desleixo a regra básica de recrutamento dos especialistas?

Todos os documentos da ADD III

Posso continuar a largar bitaites esclarecidos e iluminados sobre como se deve gerir o Estado e massacrar os contribuintes comuns, sem problemas de memória?

I17JAn13

I, 17 de AJneiro de 2013

Os que mandam são os do dinheiro….o Governo, manda??

Se de facto conseguimos colocarmo-nos a jeito, mais uma vez, para ficar totalmente às ordens dos Senhores que nos emprestam dinheiro, e não cumprimos com o que inicialmente dissemos ir cumprir, pomo-nos a jeito para o pior!

Não acabámos com câmaras municipais, não fizemos a fusão de universidades, institutos, fundações. Não acabámos com muitas mordomias! Não acabámos com muito do que fomos criando por criar. E agora os tipos mandam cortar noutros “sítios”” que são muito mais gravosos para a população em geral. E o FMI manda, manda a sério, cortar mais em reformas e em funcionários públicos, aplicar mais taxas moderadoras na saúde, e por aí adiante. E como não quisemos obedecer à primeira, e como não lhes soubemos, por um lado dar as necessárias e convenientes explicações – os tipos é que nos estar a escoar o dinheiro para subsistir – eles vão esticando a corda, e nós amouxamos. Mas faz-se de conta que ainda vamos conseguir dar a volta! E não vamos. E a Grécia está a ser o nosso futuro!

E se hoje, dado não ter sido ontem, acabássemos, já, já , com muitas câmaras municipais, com muitas fundações, com muitos institutos, com muitas universidades. Se o Governo e o Parlamento acabassem com 89 % dos automóveis que lhes estão distribuídos, com cartões de credito, com mais mordomias, se mostrássemos que queremos “nisso” muito poupar, não teriam os tipos que nos dizer , agora à força e encostados à parede, o que vamos amanha fazer. Mas amanhã é mesmo amanha! Não é daqui a um ano!

E dá para pensar, a que ponto, chegámos. Qual democracia qual quê? Isto é a lei do dinheiro! Quem tem manda! E como nós estamos “lisos” e temos de depender deles, eles mandam, e nós vamos à força obedecer. E não havia necessidade. E podíamos ter feito o trabalho há 10o, há 50, há 30 , há 1 ano, não fizemos. Agora vai ser aos empurrões. Quase a afogar! E vale ainda gastar dinheiro com Governação, Oposições, etc., etc.? Quem souber e com toda a franqueza responda. Mas talvez “aí” fosse de poupar, dado que se for mais esmagar os reformados – a velhada, – os funcionários públicos – agora deu também para esmagar os médicos!, vá-se lá saber porquê – os privados que ainda têm trabalho. Bem, de facto será de entregar-mos “isto” aos senhores do FMI que às 2ª, 4ª e 6ªs acham que estamos bem, e nos outros dias acham que não! Os senhores da Desunião Europeia já nada “acham”. Quem vai achando – mandando – é, claro, a Sra. Merkel.

Mas se nós tivéssemos em aflição sabido dar conta do recado, se tivéssemos feito neste último ano e meio os tais cortes em autarquias cujo delineamento é “igual” desde meados do seculo XIX, não, não é do passado, é do anterior.

Se tivéssemos cortado a sério em mordomias – de ricos, não o sendo – de sempre os mesmos, a senhora da Alemanha, estaria bem mais satisfeita. E a outra Senhora que foi de França para o FMI também. Mas não. Não, achámos que não era necessário. Só se ia mexendo num lado, no mais fácil de mexer e que só aos outros – leia-se a nós simples e desconhecidos cidadãos – faria muito doer. E agora vai continuar fazer-nos doer, e vai continuar tudo a encolher, e são eles – os do dinheiro,- que dão ordens. Se calhar cá dentro bastaria um tradutor e pouco mais…e que poupanças!!!!

Augusto Küttner

Janeiro de 2013

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