Não levei texto preparado e falei a partir do que penso e do que ouvi antes, pelo que o melhor é ficar pelo registo de quem ouviu. Nesta peça aparecem declarações sobre Educação de alguém que não falou na sessão, pelo que não se tratou de um diálogo.

Já Paulo Guinote faz notar que a educação «sofreu cortes muito elevados nos últimos anos. Claro que é sempre possível cortar mais, mas isso tem reflexos no serviço prestado com consequências mais gravosas a prazo. Já se cortaram subsídios aos professores e funcionários, fizeram-se megagrupamentos sem sentido, cortes nas despesas de funcionamento e na carga horária aos alunos. Estamos no funcionamento básico, só falta mandar alunos para casa e fazer tele-escola».

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Paulo Guinote dá o exemplo da injeção de capital no Banif feita pelo Estado para dizer que «esses 1,1 mil milhões de euros são os cortes que se antecipam para a educação. Isso deve ser assumido como opção política». O setor financeiro ajudado pelo Estado e as despesas de funcionamento das PPP é que «aumentaram muito a dívida pública e causaram uma enorme derrapagem orçamental». Por isso, é aí que se deve cortar primeiro. «E há uma margem enorme para cortes».