Domingo, 13 de Janeiro, 2013


The Style Council, Shout to the Top

no Hospital da Luz.

Quem paga?

O Sporting ganhou. Fora. Sem sofrer golos. Marcando mais de um.

O meu primeiro texto, de que já aqui tinha divulgado um excerto de uma versão mais longa do que esta, assim como o da Fátima Inácio Gomes.

O actual PM continua o seu périplo de declarações disparatadas e desastradas, que qualquer bom senso já teria aconselhado a limitar.

Mas não… foi para os Açores e por lá, onde o PSD foi massacrado nas urnas quando tinha todas as hipóteses de ganhar após a saída de Carlos César, voltou a dizer aquelas coisas que há uns borginhos aí pelos blogues a escrever.

Queimados os borges, os nogueiras, os reis, os catrogas e todos aqueles que a seu tempo foram mandados avançar com parvoíces a granel, completamente descredibilizado o seu parceiro relvas, resta o próprio PM como recurso último para tentar convencer-nos de algo que nem o próprio parece perceber ser um disparate. E entrou em perfeito estado de negação.

O país não entrou em descalabro orçamental devido aos excessivos encargos com as escolas públicas, o SNS ou as aposentações. Entrou em descalabro porque a estrutura produtiva, que gera riqueza, emprego e, indirectamente, matéria colectável, foi substituída por investimentos sem retorno garantido como as auto-estradas para o descampado, epifenómenos populistas (Expo, Euro, etc) e jogos financeiros que correram mal.

O PM se não sabe isso é porque se esqueceu, pois já soube.

Embora se perceba que saiba pouco, pois qualquer pessoa que diga que o relatório do FMI está muito bem feito, sabe tão pouco ou menos do que quem fez por equivalência Matemática para as Ciências Sociais e Humanas.

O que está em causa é que o PM e o seu desgoverno nacional fizeram opções político-ideológicas claras: salvar os grandes interesses, sacrificando a generalidade da população. Cortou umas migalhas em algumas coisas (encargos com PPP, rendas de monopólios), enquanto fatiou enormes nacos nos rendimentos da maioria sem capacidade de pressão junto do Governo.

Chegou mesmo ao ponto de recuperar a acusação de interesses corporativos contra gente que ganha menos de 1500 ou 2000 euros, enquanto cede em toda a linha perante cliques de banqueiros que conseguem perder o dinheiro alheio, mesmo quando cobram aos seus clientes comissões que absorvem os magros juros que lhes pagam. Corporativos são 500.ooo trabalhadores do Estado e não 50 administradores da banca ou das grandes empresas que continuam a viver em monopólio ou oligopólio como quanto eram estatais.

Pior… dá a entender que há empresas públicas que são incomportáveis em termos de custos, enquanto se descobre que são muitos mais elevadas as perdas em jogos de bolsa por parte dos gestores de algumas delas. Culpa aposentados com carreiras contributivas de décadas pelo défice da Segurança Social, enquanto deixa escapar sem especial nota as perdas em apostas financeiras de quem deveria gerir esses fundos com prudência.

É certo que estes pecados são comuns a décadas de governação e que o principal partido da oposição oficial blindou a sua débil liderança de qualquer risco de ser tomada por alguém com capacidade de fazer alguma coisa que não eco. Já quanto à oposição informal, interna à maioria governamental, aposta-se que a sede de manter as regalias do poder é maior do que qualquer pretensão de coerência.

O PM diz que precisamos encontrar forma de pagar o “Estado Social” que temos.

Deveria ser ele a tentar desenvolver o país, para gerar riqueza, e não dar carta branca aos amigos para venderem o que ainda resta no país de valor.

Deveria ser essa a sua função, ou então encontrar quem o conseguisse, sem ser apenas a pilhar a arraia miúda, à moda de um qualquer Luís XVI.

profe

É curioso ler e ouvir gente que passa por muito inteligente- é vê-los há 30 anos a ensinar o caminho quando estão de fora e  a miná-lo quando estão dentro – colocar como únicas alternativas aumentar brutalmente a carga fiscal ou reduzir brutalmente as funções sociais do Estado.

Ficam sempre por explicar duas coisas:

  • Não é possível gerar mais receita com menos impostos? É, bastando produzir mais (para isso são precisos trabalhadores e isso diminui o desemprego) e consumindo mais (embora não necessariamente engenhocas vindas da china), em especial produtos nacionais, daqueles básicos cuja estrutura produtiva foi destruída durante os governos do actual PR.
  • O buraco de não sei quantos mil milhões é mesmo causado pelo excesso salarial dos professores e médicos ou outros trabalhadores do Estado e pelas monstruosas pensões de 1500 euros ou por aventureirismos político-financeiros de governantes e gestores de topo que ficam sempre impunes?

No outro dia fiz um trajecto de 500 metros entre a oficina onde deixei o Y a olear e o velho apartamento dos meus pais. Fui fotografando (faltam algumas fotos e duas delas são de outro dia, mas seguem um caminho que qualquer indígena reconhecerá) a degradação de uma freguesia corroída e mutilada pela aliança letal de um desindustrialização global com a incompetência local. É natural que com esta imagética um tipo tenha condicionamentos mentais graves sobre o que significa crise social, crise económica, degradação suburbana e tudo aquilo que polui parte do meu pensamento pouco patriótico e nada sensível a gasparices bruxelizadas.

Um pensamento que não esquece que isto se passa a meia hora de Lisboa e a 5 minutos de grandes negócios que se andavam a fazer com terrenos a contar com têgêvês e terceiras travessias. Em que vereadores de várias cores iam de braço dado para o sol e sombra. Um pensamento formado na observação directa da hipocrisia, da incompetência, do desleixo, do oportunismo.

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