Nem sequer terá sido Maria de Lurdes Rodrigues quem primeiro quis fazer isso, mas foi quem o expressou de modo mais firme. Aliás, em tempos disseram que qualquer ministr@ que lá chegue tem coisas que deve fazer.

Uma delas é tentar exterminar as reduções ao abrigo do artigo 79º do ECD.

O Governo vai acabar com a redução do horário em sala de aula (redução da componente lectiva) para os professores no topo de carreira. Segundo fonte do PSD esta é uma medida que está a ser trabalhada há seis meses pelo Executivo e que faz parte da reforma do Estado, na qual o Ministério da Educação terá de atingir uma poupança de mil milhões de euros.

São encaradas como um privilégio e um encargo para o estado, desconhecendo-se os efeitos de desgaste físico e psicológico que são específicos da docência, em particular do Ensino Básico, mas cada vez mais de um Secundário (a)largado ao desvario.

@o palermas que assim pensam, ou são professores superiores, daqueles que não conseguem trabalhar com dois decibéis acima da norma e uma agitação causada por comichão em dois alunos, ou então nunca deram aulas e, quando confrontados com o desafio, dizem logo deus me livre, tinha lá paciência.

A medida está a ser trabalhada há seis meses?

É mentira!

A medida está a ser trabalhada, no mínimo, há mais de seis anos, desde a preparação da revisão do ECD publicado em Janeiro de 2007.

É daquelas coisas que @s antig@s ministr@s deixam em cima da mesa do almoço de transmissão de pastas aos que chegam.

É daquelas coisas que é preciso fazer.

É daquelas coisas em que é preciso quebrar o poder corporativo dos sindicatos e dos professores.

E passa por ser sinal de coragem, aplaudido por meia dúzia de arrasta-rabos pelas cadeiras das direcções de alguns jornais, em particular em secções especializadas em ciências económicas ocultas e em finanças do absurdo, gente com o horário que quer, paga para fazer mal o que outros fazem de borla, que é explicar o passado e obscurecer o futuro.

Obrigar um professor com 55 ou 60 anos a fazer um horário lectivo completo na forma em que ele actualmente está, sem contemplar nessa componente muito trabalho com alunos como o apoio a alunos com NEE, é um absurdo para quem conheça as condições de trabalho na maioria das escolas e é uma proposta que apenas visa colher o apoio entusiasmado de abutres e hienas.

De necrófagos, portanto.profe