Página 62 do estudo tipo-FMI:

Implement a simple formula-based funding framework that allows money to follow the student. Portugal could opt for a more challenging reorganization of the education system by applying a per-student financing formula, which has the advantage of enhancing equity, reducing inefficiency, and allowing the system to adapt to changing demographics. This would require giving autonomy to schools to hire teachers, and would need to be accompanied by a closer monitoring of school performance and schools being held accountable for education outcomes. If, under the new system, costs were benchmarked to the charter-school limit of €85,288 per class, per-student cost would fall by at least €400 based on the higher gross public-school costs.

Ou seja… os “investigadores” defendem a posição de um dos lobbys em acção mais frenética junto do Governo e do MEC, omitindo que o estudo interno do próprio MEC apresentou números para o custo de funcionamento por turma nos 2º e 3º ciclo do Ensino Básico muito inferiores aos agora já desejados 85.000 euros (e que há uns tempos faziam arrepelar cabelos):

EstudoA

Quando se afirma repetidamente que este estudo foi feito na base de consultas presenciais, apenas podemos deduzir que o MEC ficou insatisfeitos com as conclusões dos estudos anteriores – incluindo aquele que acabou por não ser martelado como se desejava, adivinhando-se que faria encomendas até achar a certa –  e encomendou um à maneira, que apresentasse as coisas como talvez tenham sido, mas agora certamente não são.

A verdade é que sai mais barato, muito mais barato, o acréscimo adicional de incorporação dos alunos na rede pública de Ensino Básico do que pagar novas turmas por contrato a empreendedores privados.

Algo bastante fácil como em zonas como as Caldas onde há escolas com salas vazias e professores com horário-zero, enquanto se paga a grupos privados para fornecer um serviço que, desta forma, sai muito mais caro.