Quinta-feira, 10 de Janeiro, 2013


Haim, Don’t Save Me

… na RTP Informação.

Só espero que a Joana Amaral Dias não interrompa.

  • 750 horários-zero.
  • 600 a vincular extraordinariamente.
  • Milhares contratados ano após ano.
  • 50.000 em excesso.

 

os teras.

… eu deixo aqui o meu contributo, que retoma textos anteriores: PG ensaio_final_outlines.

LiberdadeEscNo fundo é para baralhar os que acham que sou um estatista empedernido e também os que acham que sou um vendido aos interesses privados.

Gosto de deixar as extremidades confundidas.

Este estudo tipo-FMI foi pago? Ou foi oferta?

Se foi pago, quanto custou?

Alguém vai ter a coragem de perguntar?

Pessoa amiga dizia-me há pouco que numa televisão apareceu um professor do ISEG a dizer quanto custou. Não quero acreditar que seja verdade o valor que foi apontado.

Seria demasiado obsceno e colocaria o caso pedroso na galeria das esmolas.

… o intenso trabalho de lobbying dos interesses privados que se tem desenvolvido junto do MEC. Acho que todos têm direito a defender as suas posições e lutarem pelo seu negócio.

O que acho esquisito é quando os governantes alinham e são eles próprios a promover e/ou encomendar (pagando) os estudos e trabalhos destinados a provar o ponto de vista desses interesses particulares.

Talvez uma questão de trajectórias… de vultos na sombra… que passeiam pelos corredores…

Tenho uns quantos (poucos) convites para quem queira assistir. Vai ser giro porque pareço ter sido escolhido como o dodo de serviço no meio da malta da paulada.

FuturoAFuturoB

Página 60 do estudo tipo-FMI:

Public school teachers have remained a relatively privileged group within society in general and within the civil service in particular. The compensation of teacher and other staff comprises about 70 percent of education spending. In 2012, out of 230,000 professional staff in public education, 160,000 are teachers (of which 117,000 are tenured teachers, including over 12,000 in regional or local administrations) (Table 6.1). These permanent teachers earn more than other senior civil servants at the top of their pay scales, and work fewer teaching hours (by earning schedule reduction entitlements). To date, their seniority privileges have not been curbed, and, although there are possibilities for teacher mobility, there is no mechanism to forcefully redeploy permanent teachers from overstaffed schools to schools with shortages of teachers.

Gostava de chamar a atenção para algumas coisas:

  • No quadro 6.1 não está muita da informação que aqui se diz estar, ou então está agrupada ao monte, sem dar para distinguir alhos de bugalhos. Num lado os dados estão divididos de forma canhestra por grau de ensino numa terminologia pouco usual em estudos internacionais sobre Educação, mas em outro (caso do vínculo contratual) aparece tudo misturado. os 117.000 “tenured teachers” estão todos ao molho e fé em Deus que ninguém sabe se são primários, secundários ou terciários. Também o que se afirma sobre 12.000 nas administrações locais e regionais 🙂 ). Mais complicado – porque metodologicamente pouco honesto – é deixar para uma nota de rodapé a explicação que, na verdade, os 160.ooo professores representam menos de 140.000 lugares reais, quando se transforma o sub-emprego docente em horários completos, baixando o número de docentes no ensino não-superior para menos de 120.000. Mas usar o outro número para estabelecer rácios.

FMI1c

Apublica

  • É um absoluto disparate dizer que os professores são os funcionários públicos melhor pagos (repare-se que não é fornecido nenhum quadro comprovativo, pois há diversos grupos como médicos, juízes ou diplomatas que têm remunerações mais altas), não apenas porque nenhum está no topo da escala salarial (não existe nenhum professor no actual 10º escalão), mas porque há carreiras melhor pagas e só a pura ignorância ou desonestidade pode fazer escrever outra coisa. É ainda de uma completa desfaçatez dizer que os professores dos quadros são os que dão menos aulas, quando isso se aplica apenas a uma parte deles e, obviamente, dão mais aulas do que médicos, enfermeiros, juízes e diplomatas (esta foi mesmo só para entrar no espírito de non-sense do documento).

Página 62 do estudo tipo-FMI:

Implement a simple formula-based funding framework that allows money to follow the student. Portugal could opt for a more challenging reorganization of the education system by applying a per-student financing formula, which has the advantage of enhancing equity, reducing inefficiency, and allowing the system to adapt to changing demographics. This would require giving autonomy to schools to hire teachers, and would need to be accompanied by a closer monitoring of school performance and schools being held accountable for education outcomes. If, under the new system, costs were benchmarked to the charter-school limit of €85,288 per class, per-student cost would fall by at least €400 based on the higher gross public-school costs.

Ou seja… os “investigadores” defendem a posição de um dos lobbys em acção mais frenética junto do Governo e do MEC, omitindo que o estudo interno do próprio MEC apresentou números para o custo de funcionamento por turma nos 2º e 3º ciclo do Ensino Básico muito inferiores aos agora já desejados 85.000 euros (e que há uns tempos faziam arrepelar cabelos):

EstudoA

Quando se afirma repetidamente que este estudo foi feito na base de consultas presenciais, apenas podemos deduzir que o MEC ficou insatisfeitos com as conclusões dos estudos anteriores – incluindo aquele que acabou por não ser martelado como se desejava, adivinhando-se que faria encomendas até achar a certa –  e encomendou um à maneira, que apresentasse as coisas como talvez tenham sido, mas agora certamente não são.

A verdade é que sai mais barato, muito mais barato, o acréscimo adicional de incorporação dos alunos na rede pública de Ensino Básico do que pagar novas turmas por contrato a empreendedores privados.

Algo bastante fácil como em zonas como as Caldas onde há escolas com salas vazias e professores com horário-zero, enquanto se paga a grupos privados para fornecer um serviço que, desta forma, sai muito mais caro.

O fim da Educação como a conhecemos… and I don’t feel fine!

Versão 2.0 e depurada, para breve, na edição em papel.

FMI sugere exames online para decidir que funcionários públicos serão dispensados

… dos funcionários do MEC (fmi):

profe(c) Calimero Sousa

cartoon_pressao_orcamento_constitucional_31_fagundes

(c) Arlindo Fagundes

Licenciada em engenharia mecânica, a deputada socialista faz parte da Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, sendo suplente na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e na Comissão de Defesa Nacional. A nível partidário, integra a comissão nacional do PS.

Glória Araújo já participou até em acções sobre a segurança na estrada, como a Comissão Interparlamentar da Segurança Rodoviária (Setembro de 2008) e um encontro com empresários em Lousada para debater a Estratégia Nacional para a Segurança Rodoviária (Março de 2009).

Nos anos 60 procurou-se a da OCDE, via Projecto Regional do Mediterrâneo.

Nos anos 70, no pós 25 de Abril recorreu-se primeiro à Unesco mas, para conseguir dinheiros para construir escolas e politécnicos deu-se uma viragem para o Banco Mundial no fim da década e anos 80.

A partir dos anos 90 voltou-se à preferência pela OCDE com entidade externa destinada a legitimar opções políticas internas.

Agora ensaia-se nova viragem, com a chancela técnica, curta, do FMI.

Em alguns casos foi por falta de meios internos para estudos comparativos alargados. Agora é apenas por elementar cobardia política, de quem não assume o trabalho de demolição e transferência de fluxos financeiros que o caderno de encargos das eleições implicava.

 

Ontem disse que era coisa para ser feita num mês, em regime pouco intensivo.

Fui injusto. As 11 páginas sobre Educação faziam-se num fim de semana.

Continuo curioso acerca do custo disto. Seis investigdores contratados como se fossem uma equipa do FMI para que alguns opinadores ancorados em alguma imprensa especializada em previsões falhadas possa dizer que agora é que é, o FMI está aí em força a dar as tácticas.

É mentira.

O estudo foi encomendado e as conclusões foram prévias à demonstração. Na área da Educação isso é por demais visível, tamanha a truncagem dos dados. Concordo com Manuel Carvalho quando diz que os ministros não se podem desresponsabilizar dos disparates sectoriais que lá estão.

Porque se tão minguado estudo (quando por aí há tantos, por exemplo, sobre a Segurança Social com documentação bem mais ampla) foi estudo em permanentes consultas com os membros do Governo, há quem só se possa desculpar, dizendo que delegou as coisas nos secretários.

No caso de Nuno Crato, as suas declarações públicas foram um renovado desastre , que o ar de embaraçado sorriso não conseguiu esconder.

O que apareceu no relatório foi a encomenda de um sector que vai (do)minando o MEC, com a paciência de quem espera por muitos, muitos milhões.

Poderia desenvolver mais o tema das encomendas e dos estudos que andaram e andam a ser feitos, aqui e ali, por quem e para quê, mas… guardemos isso para o crunch time.

Cujas conclusões são conhecidas bem antes dos tempos, como se percebeu pelos comentadores destacados para este blogue.

Entrámos numa zona muito perigosa da manipulação da informação.

Seria responsabilidade de alguma comunicação social abandonar a função de eco e exercer a tal de 4º poder… de informar e não propagandear.

A sério… esperava coisa melhor do Jornal de Negócios e de Pedro Santos Guerreiro. Por exemplo… informar-nos sobre quando foi feito este estudo, quanto custou… como se processou a encomenda…

Estamos em cima do limite! Logo, assim, Não!

Fui dos que fui pensando que nunca pela força e pela total contestação deveríamos “exigir/pedir” que fossemos minimamente bem conduzidos durante o ano 2012 e agora para 2013.

Mas a cada dia que vamos entrando por 2013 adentro, mais me convenço do contrário. E com imensa pena. Acho que nunca devemos resolver o que quer que seja pela violência. Acho que nos devemos tentar sempre entender, a bem. Mas quando tudo ultrapassa o limite da razoabilidade, do bom senso, do exequível. O bom senso acaba-se!!!

Já deu para entender que este Governo sendo democraticamente eleito, é um desastre. Desastre! E. Pior. Sabe que é, e insiste em continuar a sê-lo. O Presidente da Republica por feitio, por princípios, pelo que quer que seja, não está à altura da ocasião. Não está, pronto. E também foi eleito democraticamente. Não é Presidente, presente!

As Oposições, todas, sem exepção, são uma calamidade, dado que se opõe por ser essa função e nada mais. Nada de viável para este moribundo País sugerem. Nada!

E quando – sempre – achei que deveríamos ser contidos para não seguir o caminho da Grécia, hoje, pergunto-me, se valeu a pena! Acho que não!

Fomos tao contidos, tão bem comportados, tão disciplinados e olhando para a Grécia que sempre foi mais agressiva, estamos a seguir o mesmo caminho. Estamos a falir!

Claro que atirar com o Poder Borda Fora para o meio da Rua é lastimoso. Mas fazer de conta que teremos alguém com capacidade – hoje, agora, aqui – no Poder (ou nas Oposições) é iludirmo-nos ou deixarmos de pensar.”Isto” que estamos a viver é dramático. Estamos a passar a uma rapidez estonteante do 8 ao 80 com um acordo do Presidente do Governo e com as Oposições a fazer de conta que o são.

Estamos a ver partir a nossa juventude para não mais voltar. Estamos a ver os nossos velhos a morrer devagar à falta de tudo. Vemos uma classe média esmagada a cada dia que passa, para entrar rapidamente na pobreza. Vemos tudo a desfazer-se. Já nem crianças, nascem!

E vemos uma Governação que não fala quando deve, e quando fala só diz o que não deve ser dito, como se não fossem deste País. O Presidente da Republica desde há um ano que fala de uma reforma que tem ou deixa de ter, foge de falar quando deve falar, quando fala é nos locais menos apropriados e deixou de ser o Presidente!

As Oposições, nota-se o que não são. Dado que só para dizer mal, bastamos nós, que nem para isso nos pagam.

A Cultura como se um a banalidade fosse mata-se a cada hora que passa. A Saúde esmaga-se para ver se morremos depressa. A Educação vai definhando ao minuto. As Reformas e Pensões como são um roubo feito por quem as recebe, seja que valor possa ser, são para acabar, como se acaba com uma qualquer outra roubalheira.

A Economia nem com um ministro importado do Canada que quando lá estava tudo resolvia, mexe. A Agricultura, Pescas, Mares e quejandos não é para funcionar. As Forças Armadas são um mar de desorientação. As Polícias que até ainda tentam sê-lo não têm como!

Isto é o País que somos, isto é em que estamos, nos primeiros dias de 2013. E mais grave, todos estamos disto certo e todos esperemos que isto afunde de vez…que raio de “coisa” estranha nos deu! E a bem, já não vamos! Mas só a mal? Que vergonha!

Ou tudo muda, e tudo melhora, ou de facto somos ingovernáveis, e para não morreremos à fome, dentro de um a dois meses, venha alguém do Norte Governar-nos e já!!

Que vergonha!

Augusto Küttner de Magalhães

Janeiro de 2013

GELUCK

(c) Geluck

…, larápios, bêbados,…

Página seguinte »