Segunda-feira, 7 de Janeiro, 2013


… pois parece ter-se movido apenas por ser empurrado e porque ficaria mal na fotografia.

Nada que me espante pois ainda tenho presente (via pilhas de jornais arquivados, em particular do Expresso) o que ele escreveu a este respeito há quase 30 anos… e como já então defendia a limitação de certos direitos…

Agora, ao Expresso, Alfredo Sousa diz ter recebido “centenas, senão milhares de pedidos” relativos aos subsídios e à CES, o que motivou este pedido. “Se não o fizesse, as pessoas indagar-se-iam sobre para que serve o provedor de Justiça”, explicou.

Questionado sobre as consequências orçamentais de uma eventual declaração de inconstitucionalidade relativamente aos pedidos em causa, Alfredo Sousa disse que “não se pode deixar de cumprir uma obrigação”.

Quanto aos professores, apenas o costume…

Alfredo Sousa deixa no entanto de fora as medidas que revogam o direito à aposentação antecipada e que, tal como o Diário Económico noticiou há algumas semanas, tinham sido alvo de mais de 700 queixas de professores do pré-escolar e primeiro ciclo junto da Provedoria de Justiça.

Nuno Encarnação é o novo coordenador do PSD para a comissão parlamentar de inquérito às Parcerias Público-Privadas. O deputado social-democrata, até agora suplente na comissão que analisa os contratos de concessão rodoviárias e ferroviárias a privados, vai substituir Mendes Bota no cargo que pediu para ser afastado no final de Dezembro alegando «recomendação médica por excesso de trabalho».

Não é a minha área, mas tudo isto me parece maravilhoso:

Atenção a esta, que já inclui correcções:

E atenção ao facto de no ofício circular 1/2013 se determinar que não há dinheiro para funções não lectivas (actividade 197) até distribuição do Orçamento para 2013…

… andam por aqui…

O mais divertido é quando dizem que devolvem e tal… tem-se visto…

Aviso desde já que sou um tipo arcaico, pois continuo a preferir um caderno de apontamentos a uma coisa informática portátil, assim como o toque do papel e o contacto visual directo com as fontes do que o recurso a outros suportes. Abomino os microfilmes, em especial de periódicos, pois fazê-los passar diante nós em busca de uma data específica ou notícia provoca uma sensação desagradável ao fim de algum tempo. Sei que que os materiais devem ser preservados, pelo que entendo o recurso à sua reprodução para não estarem a ser manuseados a cada momento.

Assim sendo, acho especialmente útil, já agora, que as digitalizações feitas possam ser colocadas online para consulta remota, evitando deslocações, perdas de tempo, uma suave conflitualidade em alguns espaços com as regras de funcionamentos e outras coisas que não adianta muito abordar mas que quem anda por arquivos conhece de sobra, mesmo se tudo anda melhor do que há décadas atrás.

Por isso mesmo, seria interessante que entre nós as instituições procurassem funcionar de modo articulado e as tais sinergias e economias de escala seriam interessantes caso as ferramentas e processos usados fossem pelo menos semelhantes ou, se possível, uniformizados.

Mas não… cada um funciona por si e nada existe a agregar a informação.

Graças a um post de ontem pude acrescentar materiais valiosos a uma investigação que vou fazendo nos intervalos das actividades lectivas, afazeres familiares e bloguices.

Mas confirmei que cada um funciona à sua maneira, raramente com ligação entre si e muito menos com alguém a coordenar o que se faz e a disponibilizar informação actualizada aos interessados.

É fácil ficarmos felizes com o que encontramos no arquivo digital da Assembleia da República, na Biblioteca Nacional Digital, Hemeroteca Digital, na Alma Mater – Biblioteca Digital do Fundo Antigo da Universidade de Coimbra, na TT Online (integrada na plataforma comum da DGArq se é que ainda se chama assim) ou mesmo na Fundação Mário Soares. Talvez menos nas Bibliotecas Municipais do Porto, mas… já é alguma coisa. Na Biblioteca Pública de Évora temos apenas o aperitivo.

Ontem indicaram-me (em especial o Paulo Pereira, mas também o João Cardoso e outros comentadores) mais alguns projectos de digitalização de documentos a nível local ou regional (casos dos municípios da zona da ria de Aveiro, de Figueiró dos Vinhos, de Nisa ou de Vila do Conde). Acredito que existam muitos mais casos.

Só que persistem problemas que não se compreendem num país tão pequeno, em que tanto se fala da necessidade de descentralização, mas nem sempre se percebe que é complicado cada um trabalhar por si, mesmo que bem. Por exemplo, a ANMP não poderia ter um projecto global nesta área?

Cada organização ou instituição funciona com a sua plataforma digital particular com exigências deste ou daquele browser ou software), com formulários de pesquisa próprios (ontem fiz uma pesquisa onomástica numa base de dados nacional com balizas cronológicas específicas para 1900-1930 e apareceram-me manuscritos do século XV e XVI) e com processos de apresentação dos materiais específicos. Há quem use o pdf completo para os documentos, ou para segmentos de publicações mais longas, há quem digitalize página a página neste ou naquele formato. Há quem permita descarregar tudo de forma prática, há quem chateie até doer…

Acredito que todos trabalham da melhor maneira possível, fazendo um trabalho inestimável.

Mas… falta coordenação, visão de conjunto, um interesse central pela preservação do nosso património. Apesar de promessas. Falta quem da Cultura tenha uma visão que vá além dos seus gostos e interesses particulares. Quem consiga mobilizar e aplicar os meios de forma panorâmica e não apenas centrada em nichos.

Até porque o investimento compensa a vários níveis, a médio e longo prazo.

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