O Arlindo é caridoso e chama-lhe “a maior dúvida” do concurso para formadores do IEFP. O Nuno levanta questões de igualdade no tratamento. No fundo, ambos consideram que o concurso foi pensado originalmente com alguma coerência, mas eventualmente com imperfeições.

Não é bem isso o que acho, como cedo escrevi.

Eu gostaria de ser mais claro e afirmar com clareza que tudo isto é um completo embuste, com atropelo às normas definidas inicialmente no próprio Aviso de Abertura que, já de si, apresentava incongruências.

IEFP

Se bem nos lembrarmos, o concurso do IEFP destinava-se, entre outros, a professores com vínculo ao MEC, mas sem componente lectiva, mas também a outros candidatos, desde que tivessem habilitação para a docência e mesmo não profissionalizados. Exigia-se disponibilidade para cumprir um horário das 8 às 20 horas até aos limites determinados de 30 ou 35 horas.

Mas eis que… na convocatória para a entrevista dos candidatos admitidos surge um ponto 6 em que se afirma o seguinte:

6. Não serão admitidos candidatos que tenham vínculo contratual com outra entidade, para o ano letivo em curso, independentemente da natureza jurídica da entidade – pública, privada ou cooperativa – e da duração da componente letiva.

Ora bem… ora bem…

Isto é novidade e só se explica pela necessidade de fazer algo diferente do inicialmente proposto… aliás, se assim fosse… muitos dos candidatos admitidos não o teriam sido…

Há aqui uma súbita inversão de marcha, que não me espanta nada nesta jigajoga entre os ministérios da Educação e da Economia destinada principalmente a iludir a opinião pública e criar falsas expectativas a muita gente.

Também há mau planeamento e alguma incompetência pelo meio, resultado de algum desconhecimento jurídico, mas isso fica para outras calendas.