Podem dizer que este é dinheiro da troika e tal… mas… afinal não eram as despesas sociais e os salários dos funcionários públicos que levam tudo?

Só o BCP levou o ano passado o equivalente a quase 60% dos encargos com o Ensino Não-Superior e quase o quádruplo dos gastos com o Ensino Superior.

Mas não chega…

Depois de pedir 3 mil milhões de euros em 2012, a recapitalização do BCP através do Estado poderá não ter terminado. «O BCP continua com várias fragilidades: presença directa na Grécia, redução na concessão de crédito, exposição elevada ao sector imobiliário (é um dos líderes na captação de crédito neste segmento), e valor de mercado diluído pelos sucessivos aumentos de capital», adianta o analista da XTB.

E nada como relembrar o montante em que já vão os apoios aos caxos extra-BPN e BPP:

A intervenção no Banif eleva para 5,4 mil milhões de euros o montante já usado do fundo de recapitalização da troika, de 12 mil milhões de euros. Com ano e meio até ao final da intervenção externa, o prolongamento da recessão e novas falências na construção – sector que recebe a maior fatia de crédito bancário – são prováveis novos apoios à banca através da linha de assistência do FMI e da Comissão Europeia.

O problema não é ter um preconceito anti-banca privada… é ter um complexo com a péssima gestão liberal da banca que, quando apertada, depois de péssimas decisões, se encosta aos dinheiros do Estado e reclama cortes nos salários dos funcionários públicos.