… porque se alguém andasse a lixar valentemente os meus representados, dificilmente encontraria ânimo para um activo colaboracionismo nas iniciativas de quem tal faz fizesse.

Se em tempos de Alçada/Ventura achava patética aquela colaboração do Nogueira em muita coisa que servia para aplainar o terreno para o ME, acho agora absolutamente vergonhosa a postura da FNE que, de tão construtiva, mais parece uma dependência do MEC em que come e cala, encenando alvoroços (vinculação extraordinária), mas sempre mantendo uma relação consensual, sempre de cócoras, por exemplo na forma como andou a encaminhar a malta para o e-bio, em vez de exigir que a aplicação estivesse devidamente operacional e a comunicação com os professores fosse feita de forma clara e não por interpostos chefes de qualquer coisa.

Ainda poderiam alegar que estas são pequenas coisas, que nem vale a pena levantar problemas, que a colaboração até pode servir para chegar a conquistas mais importantes (o argumento da Fenprof em 2010, depois das pizzas), mas a verdade é que isto apenas serve para mostrarem a sua inutilidade enquanto representantes dos professores perante um MEC que (n)os torpedeia quotidianamente.

Só falta saber se também andam a desaconselhar os simpatizantes de fazer pedidos de escusa, pois a incentivar que os avaliados alinhem em tudo, já sabemos que andam.

Phosga-se, pá, que a vocês cortaram rente tudo, não foram apenas os tintins. A consciência também?