Terça-feira, 1 de Janeiro, 2013


Porque é que tenho que pagar as greves da cp e do meio-metro?

British Sea Power, Who’s in Control?

é hoje não ter havido crönicas, daquelas em que o crönista ajuíza a inépcia, o como não fazer, os outros-que-não-ele.

Dívida da ‘troika’ e de Sócrates sobem ao mesmo ritmo

Governo demora dois meses a traduzir o Memorando da Troika

Isto de levar férias e feriados a trabalhar é a modos que…

… mas gosto de cumprir prazos.

Há é aqui por perto uns abrenúncios que vivem num fuso horário diferente do meu. Só correm, abrem e fecham portas e gavetas pela hora de Seattle, quando um tipo pensa que é para descansar.

Quanto à escrita, garanto que foi coisa para 35.000 caracteres, incluindo uns quantos copy/paste de citações para dar densidade à coisa.

… penso que dá para ficarem esclarecidos.

TempoServ

Mas podemos sempre optar pela ficção… e ficarmos entusiasmados com xalentes a valer nada.

Pessoalmente, o meu ego alimenta-se de coisas mais calóricas.

Foto1191

Agradecimento pela natalícia lembrança ao Jorge Dias

Quantas “cadeiras” já fez o d’armani e socas na cidade do Bois de Bologne?

É que estamos a pagar, pá…

O costume.

Porquê?

Kallilea NY2013-ENG

(c) Luís Diferr

Passos Coelho+2013+Passagem de ano+CChampanhe

(c) Luís Rosa

Ser alguém no futuro, e o presente?

Sessão de 6 de Outubro de 1906 da Câmara dos Deputados. Tem a palavra o senhor deputado regenerador Abel Pereira de Andrade, ex Director-Geral da Instrução Pública:

Pela primeira vez apparece no seio da vida politica portuguesa um facto que tanto attenta contra o brio nacional.

Apregoa-se o cumprimento severo da lei; e entretanto, essa vestal, que quer collocar-se acima de todas as paixões e interesses partidarios, o primeiro acto que pratica, no momento da composição do Gabinete, é offender gravissimamente não uma qualquer ]ei, mas a constituição politica do Estado; não num artigo qualquer, mas precisamente naquelle que mais intimamente contende com o brio nacional.

Não foi só, porem, na chamada do Sr. Schroter aos Conselhos da Coroa que o actual Governo offendeu a constituição politica do Estado. Offendeu-a, tambem, com esse tristissimo remendo do decreto de 30 de julho de 1906, no qual foram feridas as principaes prerogativas do poder judicial; e, entretanto, o chefe do Governo, para procurar attrahir umas certas sympathias sobre o seu programma, levantou nos seus escudos essa instituição, por quem diz que tem muito respeito!

No Ministerio da fazenda, procedendo á arrecadação de todos os impostos da nação portuguesa, encontra-se um homem que, pela propria confissão dos Deputados da maioria, não pagou o mais rudimentar, o mais sagrado, o mais interessante dos impostos – o imposto de sangue, aquelle que mais intimamente contende com o brio nacional.

Entretanto é o Sr. Ministro da Fazenda, é o estrangeiro Driesel Schrõter, quem ha de ser o severo cumpridor da lei, quem ha de ter a autoridade politica, e de toda a ordem, para obrigar o cidadão português a pagar todos os impostos, quando elle não pagou aquelle que, ainda que não estivesse nas leis, devia estar na consciencia de todos.

Ha annos, quando nesta Camara se discutia uma proposta de lei de receita e despesa, apresentada por um Ministro progressista, o fallecido Deputado Mariano de Carvalho surprehendeu numa alinea de um artigo d’essa proposta uma disposição que, segundo se suppunha, permittiria a entrada de tres estrangeiros na constituição da Junta do Credito Publico. Devem, por certo, lembrar-se todos da tumultuosa tempestade parlamentar que então surgiu, por isso mesmo que eram descobertos os designios do Governo de então, de introduzir estrangeiros na constituição da Junta do Credito Publico.

A Camara inteira protestou contra tal tentativa e o proprio Chefe do Governo declarou, lealmente, que não era intento seu introduzir elementos estrangeiros naquella repartição.

Não estava, então, nos Conselhos na Coroa um Ministério que dizia a toda a hora que se queria impor pela sua austeridade politica, e que apregoava em todos os artigos do seu programma o severo cumprimento da lei; e, entretanto, o Parlamento Português levantou-se indignado contra a supposta tentativa do Governo.

Hoje, a situação é bem diversa, e poder-se-ha, por certo, dizer: – outros tempos, outros costumes.

Não se trata de uma modificação a introduzir na Junta do Credito Publico, que é uma instituição do Estado; trata-se de um estrangeiro, de um austriaco, na constituição de um Gabinete. Não só trata do designio do chefe do Governo, de introduzir elementos estranhos numa instituição do Estado; trata-se de um facto já consummado, de se encontrar á frente da pasta da Fazenda, precisamente aquella por onde correm todos os negocios que intendem com as finanças e economia do país, um individuo que já se provou não ser português.

Que ideia se fará de nos no estrangeiro, quando se souber que, em Portugal, a fallencia de saber, de intelligencia e de patriotismo, nos homens publicos é de tal ordem, que o chefe do Governo precisa de ir buscar o seu Ministro da Fazenda a uma colonia respeitavel, é certo, mas a uma colonia estrangeira?!

E, por favor, continuem a dizer que a culpa é das altíssimas reformas dos pensionistas que levam mais de 500, 1000 ou mesmo a loucura de 1500 euros após mais de 35 anos de trabalho e descontos.

Recordando:

E, por favor, continuem a dizer que a culpa é do Estado Social!

Recapitalização do Banif ascende a 1,1 mil milhões

O Ministério das Finanças acaba de aprovar a recapitalização do Banif. O Estado vai injectar 700 milhões de euros em ações especiais e 400 milhões em instrumentos de capital elegíveis para o capital de base.

E por favor, fiquem por lá e que ninguém tente sequer saber mais nada sobre paraísos tropicais.

Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Rio de Janeiro

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