Existem demasiadas questões em aberto, mal concebidas, pior executadas, sem objectivos claros, sem que alguém assuma responsabilidades.

Escolho apenas quatro, por mera comodidade e por ser um número que em tempos era símbolo de completude:

  • Quando é que o MEC apresenta números claros e rigorosos sobre a redução de professores no activo e da própria rede escolar, comparando-os com a  redução dos alunos que frequentam os Ensinos Básico e Secundário, para que se possa perceber, sem sofismas e spin displicente, que esta última redução é bem menor do que aquelas?
  • Que sentido tem o tal concurso de vinculação extraordinária de 600 docentes, em termos de precarização do vínculo laboral, fora do concurso nacional previsto para 2013? Para que serve tal cosmética, que não seja para fazer notícias, visto que desde 2009 saíram dos quadros do MEC muito mais de 10.000 professores?
  • Quem assume com clareza por parte da tutela se o tempo de serviço desde o último congelamento continua ou não a contar para efeitos de progressão na carreira e, consequentemente, para efeitos de avaliação docente, pois esta não faz qualquer sentido se não produz quais efeitos, apenas se mantendo por questões de táctica política?
  • O preenchimento do chamado e-bio faz parte da constituição de uma base de dados do MEC para a qual não há dinheiro para pagar a quem faz a migração dos dados já existentes nos seus registos anteriores ou pretende ser outra coisa? E aquele mail que alguém de um qualquer serviço intermédio enviou para uma parcela dos professores tem que tipo de validade, já que muita gente não o recebeu e me parece que em muitas escolas tem sido pura e simplesmente ignorado, enquanto outras provocou agitação desnecessária, fruto de mais uma forma amadora e incompetente do MEC comunicar com os educadores e professores?