Segunda-feira, 31 de Dezembro, 2012


Antevisão para 2013

Cold War Kids, Hang Me Up To Dry

Mas mesmo para o rebeilão, a melhor é mesmo esta…

Bonde do Rolê, Solta o Frango

A gente somos linda
a gente somos inteligente
a gente somos o trio mais foda
a gente somos delinqüente
alegria da moçada, da perua favelada
nosso som é fantasia pra mamãe mamãe titia

Rolê, rolê, rolê
solta o frango e vem com a gente
Rolê, rolê, rolê
solta o frango e vem com a gente

Nóis é tipo bem jesus,
todo mundo a gente ama,
inda mais se for gatinha,
rola até levar pra cama,

A gente topa tudo
sapatão a bigodudo
na hora do piriri
cai ni min ô travesti

Rolê, rolê, rolê
solta o frango e vem com a gente
Rolê, rolê, rolê
solta o frango e vem com a gente

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Existem demasiadas questões em aberto, mal concebidas, pior executadas, sem objectivos claros, sem que alguém assuma responsabilidades.

Escolho apenas quatro, por mera comodidade e por ser um número que em tempos era símbolo de completude:

  • Quando é que o MEC apresenta números claros e rigorosos sobre a redução de professores no activo e da própria rede escolar, comparando-os com a  redução dos alunos que frequentam os Ensinos Básico e Secundário, para que se possa perceber, sem sofismas e spin displicente, que esta última redução é bem menor do que aquelas?
  • Que sentido tem o tal concurso de vinculação extraordinária de 600 docentes, em termos de precarização do vínculo laboral, fora do concurso nacional previsto para 2013? Para que serve tal cosmética, que não seja para fazer notícias, visto que desde 2009 saíram dos quadros do MEC muito mais de 10.000 professores?
  • Quem assume com clareza por parte da tutela se o tempo de serviço desde o último congelamento continua ou não a contar para efeitos de progressão na carreira e, consequentemente, para efeitos de avaliação docente, pois esta não faz qualquer sentido se não produz quais efeitos, apenas se mantendo por questões de táctica política?
  • O preenchimento do chamado e-bio faz parte da constituição de uma base de dados do MEC para a qual não há dinheiro para pagar a quem faz a migração dos dados já existentes nos seus registos anteriores ou pretende ser outra coisa? E aquele mail que alguém de um qualquer serviço intermédio enviou para uma parcela dos professores tem que tipo de validade, já que muita gente não o recebeu e me parece que em muitas escolas tem sido pura e simplesmente ignorado, enquanto outras provocou agitação desnecessária, fruto de mais uma forma amadora e incompetente do MEC comunicar com os educadores e professores?

Um tipo não deve deixar o ano acabar com provocações guardadas. Esta agora dedica-se a todos os que ficaram excitados com a seguinte imagem, que anda a circular pelo FBook a partir de uma primeira página do diário As Beiras de 29/30 de Dezembro:

PassosSala

Ao que parece choca algumas pessoas que o PM ande a ler um bom livro de História, da autoria do irmão do seu chefe de gabinete.*

* Afinal dizem-me que é o livro A Diplomacia de Salazar” de Bernando Futscher Pereira, o que não inviabiliza necessariamente a análise pois até o preço é o mesmo.

Não percebo bem o alarido.

Se é por causa do tema, se por causa do autor, se por outra razão.

A mim só me chocam os 30 euros que o livro ainda custa e me desaconselhou a aquisição, pois do autor acabei por comprar o bem mais pequeno sobre Afonso Costa por questões de trabalho.

Tivesse eu subsídio e com certeza o teria comprado naquela dos 4 por 3 da FNAC.

Mas do que folheei e consultei recentemente numa biblioteca, acho um excelente livro, que deveria ser lido por muita gente, com vantagem sobre os escritos de outros historiadores mais mediáticos que abordaram o Estado Novo.

Não sei se o choque de certas consciências seria tão grande se o livro em causa fosse este, que é bem menos documentado e mais ideológico. Assim como acho infinitamente melhor do que qualquer dos textos panfletários de Rui Ramos sobre o mesmo assunto.

O nosso PM está a ler um bom livro de História e eu só lamento que certamente o dele foi oferecido e eu terei de esperar por uma daquelas promoções interessantes, do tipo Black Friday para o comprar.

Até porque tenho já a biografia do Ian kershaw sobre o Hitler, a do Jean Jacques Marie sobre o Estaline e penso que consegui a edição de bolso da edição francesa do Paul Preston sobre o Franco, embora não saiba onde a arrumei.

E tenho a biografia do Fidel pelo Serge Raffy, comprada em promoção. E dois dos volumes do Pacheco Pereira sobre o Álvaro Cunhal. E umas quantas biografias publicadas pela Assembleia da República, incluindo a do António José de Almeida e a do Magalhães Lima.

Tudo boas leituras. Tudo comprado, pois não conheço os autores, de modo a cravá-los.

Não sei é se isso faz de mim um ditador, comunista ou maçon potencial.

É dia final do ano, há outra premências e urgências a que acudir, incluindo prazos a cumprir, pelo que a questão ficará apenas pela superfície, remetendo-se maior profundidade para outro momento.

Só que não queria deixá-la sem referência e assim passar-me ao esquecimento momentâneo.

Vem o assunto a propósito de alguns comentários feitos acerca da alegada esquerdização do ensino da História entre nós, tema caro a alguns bloggers e nichos do mercado opinativo.

É uma leitura com que discordo, já expliquei anteriormente porquê há uns tempos, mas isso não chega – como é natural – para que desapareça de certas convicções enraizadas. O argumento é que depois do 25 de Abril, o ensino da História virou completamente à esquerda e que o olhar transmitido aos alunos no Ensino Básico é o de uma historiografia esquerdista.

É uma opinião que me parece parada no tempo, mais especificamente na segunda metade dos anos 70 e parte dos anos 80 e focando-se num naco particular da História, mais especificamente da História Contemporânea e do período das Revoluções Liberais, recuando talvez até ao período pombalino no caso português, mas com especial obsessão pelo século XX.

Repito que esta é uma opinião desligada de uma leitura atenta dos conteúdos programáticos concretos e seus pesos relativos, assim como falha uma análise alargada e detalhada dos manuais escolares, ficando-se pela picagem de alguns exemplos demonstrativos do ponto que se quer demonstrar. Buscam-se provas e ao fim de um punhado toma-se por regra, eliminando-se o que contraria a tese original.

Então eu proporia um exercício complementar a quem se queixa da esquerdização.

Vamos analisar a forma como a História é – e não estou a fazer qualquer juízo de valor, pois até é uma opção que acho correcta desde que assumida sem distorções abusivas – ensinada de um ponto de vista patriótico e nacionalista?

Como a maior parte da História de Portugal, desde o modo como é apresentada a formação do reino até aos tons como a própria evolução contemporânea é descrita, não esquecendo o momento alto de exaltação do desígnio nacional que passa pelos Descobrimentos e Expansão, passa pela apresentação aos alunos de uma ideia de Portugal como nação singular e capaz de resistir e ultrapassar as maiores provações?

Gostaria que os defensores da esquerdização do ensino da História aceitassem fazer o contraponto com a permanência de uma nacionalização da História.

E não se trata de uma questão que oponha Esquerda/Direita, porque entre um Jerónimo e um Relvas ou um Gaspar e um Semedo não tenho dúvidas sobre quem é mais patriótico.

Estado assume dívida de 10 milhões de Vítor Baía

Estado assumiu dívidas de 10 milhões de duas empresas de Baía ao BPN. Toda a história para ler no CM.

O Porto tem que continuar a sê-lo.

 

Sem falsos bairrismos e não tendo que considerar o Porto mais que qualquer outra cidade deste nosso País, neste momento de tantas dificuldades e sabendo-se   – sem sombra de dúvida – que 2013 será um ano tremendo e que não sabemos como chegaremos a 2014, o Porto tem que se fazer relevar enquanto é tempo.

De modo algum com “isso” se pretende não dar atenção a toda e qualquer localidade de Norte a Sul do País. Mas como tudo se reúne e decide na Corte – vulgo Lisboa – o Porto tem que se voltar a fazer ouvir como Porto, como cidade que tem de tudo como têm as melhores do Mundo.

E deixemo-nos de tristezas e passemos sem manifestações, sem nada partir e falando baixo e educadamente a defender todos e cada um , um Porto digno da sua história e da sua memoria.

E haja gente boa, refrescada sem ideias preconcebidas e que queira fazer diferente sem estar a nada agarrada que aposte no Porto pelo Porto, sem ter que apostar em si e na sua própria promoção, mas antes e unicamente no Porto como ainda  segunda cidade deste País em precipício a um ano de fazer exatamente o que a Grécia vem vindo a fazer.

O Porto é: a Baixa, é Serralves, é a Casa da Música, é a Avenida da Boavista, é o Aeroporto, é Leixões, é o mar, o rio, as Pessoas, as industrias que se perderam e podem outras ser recortadas e criadas.

Só com gente descomprometida, jovem, sem demasiadas ambições e egos tremendamente grandes!!,  será o Porto  viável.

E a Corte tem que o perceber e  cá dento, no Porto temos que com educação diplomacia, bom senso mas alguma firmeza saber mostrar à Corte que o Porto é o Porto e vai ser melhor do que querem – na Corte –  que seja!

 

Augusto Küttner de Magalhães

dezembro de 2012

KirkWalters

(c) Kirk Walters

 

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