Se há coisa que eu vejo por aí é juristas entre os opinadores que ainda apoiam o Governo. E quando analisamos o currículo de muitos ministros e pessoal que orbita em seu redor encontramos muita – demasiada? – gente licenciada em Direito (6 em 11). >e a maioria até é licenciada sem equivalências, em Universidades conceituadas por cá (Coimbra, Lisboa, Católica). entre a malta dos gabinetes e assessorias há imensa gente da Católica, da Nova, etc, etc.

Por isso é de espantar que a legislação produzida seja de péssima qualidade em termos formais (nesse aspecto o MEC leva alguma vantagem) e seja produzida sem qualquer atenção aos detalhes, à ordem jurídica, à hierarquia das leis e até à necessidade de se deixar publicar uma lei antes de se remeter para ela.

Que são lapsos e tal. Bem… eu chamaria incompetência, mas isso só se aplica, entre nós, a professores e funcionários públicos de carreira. Os borginhos, relvettes e ramirílios, mesmo quando (ou exactamente por isso) besuntados a MBA com dinheiro do papá nunca são menos do que xalentes. R empreendedores.

Mas eu percebo… quando chegam aos corredores e gabinetes o pessoal refundador está é mais interessado em assegurar os seus direitos particulares adquiridos a subsídios que negam a outros do que a qualquer sentido de Estado.

Em tempos, um político que nem estava no activo surgiria a insurgir-se nos jornais contra a má moeda na política e na governação. Agora, que pode fazer alguma coisa contra a moeda falsa, limita-se a assinar de cruz e promulgar.