Quinta-feira, 20 de Dezembro, 2012


Editors, Push Your Head Towards the Air

Nada que me surpreenda, mas… o concurso dizia tal?

Agora estou baralhado…

E anunciam 600 vinculações na janela do MEC, quando mandam 2000 sair pela porta dos fundos?

O Estado vai poupar 20 milhões de euros com o concurso do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que se destina a formadores e professores do básico e secundário com horário zero (sem turma atribuída), segundo fonte oficial do ministério da Economia e do Emprego. O concurso nacional, que termina amanhã, tem, para já, 920 vagas disponíveis para docentes e formadores “devidamente qualificados e certificados” em cursos de aprendizagem dual (cursos profissionais). 
Fonte oficial da tutela de Álvaro Santos Pereira adiantou ainda ao Diário Económico que vai haver um novo concurso no início do próximo ano com mais 180 vagas. No total, o IEFP vai disponibilizar 1.100 vagas, para as áreas socio-cultural e científica, que podem ser renovadas anualmente, durante três anos.

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… na versão que a secretária de Estado está a dar na SICN parece-me uma coisa de uma dimensão paralela.

Então ao fim destes anos todos de contactos, faltavam dois ou três papéis, o homem de negócios não os arranjou e o negócio caiu? E já podem “olhar para a empresa” e “ver o que é possível fazer para a tornar mais eficiente”?

Mas não deveria ter sido esse o Plano A?

OK… e quando contam, pelo menos, metade da verdade?

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Governo abre apenas 600 vagas para vínculo extraordinário de professores

Mas no que é que isto difere de…?

Será que João Dias da Silva já encomendou o alcatrão e as penas para se redimir da figura feita no início de Setembro?

Depois do IEFP abrir 900 vagas para “formadores” recrutados na base de dados do MEC isto é completamente surreal. Ou não.

Resta saber os meandros concretos de tudo isto. Entre ministro, secretário de Estado, o mago gaspar e o parceiro preferencial do MEC quem é que encornou quem.

Tenho uma (não muito) vaga ideia de fonte segura mas… privada.

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Governo recua na privatização da TAP

A seguir era bonito recuarem em mais disparates como o da RTP e outras coisas, que nem quero aflorar para não aprecer demasiado corporativo.

De acordo com a minha declaração de IRS de 2011 auferi um “rendimento relevante” de 1944,59 € (o que é 70% da majestosa quantia extra de 2777,98€ que ganhei extra-salários).

Isso significa que estou no escalão 1, com uma taxa contributiva de 29,6%.

O que implica uma contribuição a pagar mensalmente de 124,09 €.

O que equivale a 1489,08 € anuais.

É impressão minha ou esta carta merece o mesmo destino do e-bio?

O que andará o ministro Vespa Soares a inalar? Oregãos estragados?

Entrar em pausa lectiva e pós-lectiva?

Ofendo alguém com tamanho privilégio?

Deveria estar a encher chouriços ou fazer parafusos?

É motivo para especiais invejas? Os que tanto criticam as imensas “férias” dos professores que apareçam lá por dia 3, que eu dispenso-lhes umas horas para se ambientarem ao ritmo do resto do tempo e depois falamos.

 

Centro Novas Oportunidades público em risco de fechar já certificou mais de 350 pessoas e ainda tem mais de 600 pessoas em espera

Apesar das dificuldades que o ano de 2012 trouxe ao seu funcionamento, e com um horizonte de continuidade ainda em dúvida e dependente de decisões centrais, o Centro Novas Oportunidades de Darque continua a trabalhar e vai certificar competências a mais 22 adultos. Um deles vai ter reconhecido o 4º ano e os restantes o 9º e 12º ano.

O Centro Novas oportunidades funciona desde Novembro de 2008 na Escola EB23 Carteado Mena, em Darque (e desde o início de 2012 está sob o risco de fechar por falta de financiamento comunitário).

Esta escola pública dimensionou-se para essa tarefa de aumentar a formação e certificar para prosseguimento de estudos os 1350 adultos que estão inscritos.

A maioria, no passado, fruto das crises da sua vida e das dificuldades familiares e do país, não teve acesso à educação formal que as novas gerações frequentam na mesma escola (que, recorde-se, existe há apenas 22 anos).

Com financiamento comunitário até 2012 foram utilizados múltiplos processos, com intervenção rigorosa e exigente de professores da escola, para garantir a qualidade da formação e certificação produzida.

Os resultados podem ser testemunhados nas sessões de júri, para que vos convidamos, a realizar na Escola Carteado Mena, em Darque (junto ao Centro de Saúde) nos dias:


20 de Dezembro, Quinta Feira, pelas 15h30m
21 de Dezembro, Sexta Feira, pelas 17h30m

Como diria Camões é preciso ver claramente visto. E assim se poderá fazer justiça à realidade. É para isso que vos convidamos e mesmo sabendo que as decisões que, sobre nós, estejam a ser tomadas, podem pôr fim àquilo que tentamos fazer, servindo a população desta zona do concelho de Viana do Castelo.

 

Contactos sobre este assunto: Luís Sottomaior Braga (Director do Agrupamento)

Marina Queirós – coordenadora do CNO – 258320370/ 258320375

Medina Carreira e António Ferreira

 

Mais um momento de lucidez a 17.12.2012 na tvi 24, com Medina Carreira que convidou António Ferreira / Administrador do Hospital S. João, para se falar do SNS , neste programa,  de “SNS, um lugar de esperança”, que terá continuidade no próximo primeiro de Janeiro 2013. Polémico e frontal António Ferreira.

António Ferreira disse que a qualidade superior do Hospital S. João se deve aos excelentes profissionais que lá trabalham.

Quanto ao diagnostico do SNS, deve ser visto o público = SNS e mais subsistemas entre os quais a ADSE  o privado entregue aos privados!

Temos aumentado a qualidade/ quantidade de Saúde no nosso País, a nível de vacinação global, mortalidade infantil, longevidade, mortalidade por qualquer causa, somos dos melhores comparativamente à U.E e EUA.

Em termos de qualidade o SNS é muito bom, mas assim, como está, não é sustentável.

Medina Carreira: os sinais exteriores de demoras quer nos hospitais, quer nos centros de saúde, não dão uma imagem de um sistema de qualidade na Saúde.

António Ferreira  disse que os tempos de espera no Hospital S. João em cirurgia e 1ª consulta têm diminuído e não só nesse hospital.

Mas tornar-se-ia necessário flexibilizar horários e criar uma forte mobilidade de Pessoal ao longo do ano, até pelos picos de doenças, p.e.,  no Verão e no Inverno e não só: O que faz sentido, nas hospitais é adaptar a oferta à procura. Será necessário aumentar a produtividade, aumentando por cirurgião o numero de operações a realizar , o que não está a acontecer: 30 cirurgiões do Hospital S. João não fizeram nenhuma cirurgia num ano.

O dinheiro hoje afeto à saúde é suficiente mas está mal rentabilizado.

O SNS presta sem receber dinheiro  serviços de saúde à ADSE.

Os descontos dos beneficiários da ADES são uma mínima parte da despesa, e provocam uma ADSE insustentável: ou a ADSE é sustentável com os descontos ou tem de acabar.

O desconto de 1,5% feito por cada funcionário é 1/4 da despesa da ADSE, 3/4 são financiados pelo OE.

O SNS se bem reorganizado pode vir a incorporar o ADSE.

MC perguntou se os hospitais não estão a ter uma sobrecarga de tratamentos que deveria estar ao cuidado dos centres de saúde. O que se houve pela comunicação social!

AF diz que Portugal tem menos camas de cuidados continuados e paliativos e tem mais camas de hospitalizados agudos. A rede de cobertura da saúde não está bem planeada. Não se pode ter um medico/ cirurgião em “cada esquema”. Os centros de saúde cresceram em muitas localidades unicamente por pressões das autarquias e não por necessidade e -claro – sem a devida qualidade.

O SNS desde 2007 está falido, provavelmente o sistema de saúde em Portugal está falido. O sistema privado não pode continuar em demasiados casos  a ser financiado pelo Estado onde claro, se inclui a ADSE.

Temos hospitais e maternidade ainda hoje, a mais: “é preciso encerrar”.

Muito do que é feito na privado podia  ser feito  no publico: analises, exames e muito mais, que o SNS não teria que pagar aos privados.

Muitos doentes que são operados no privado devem-no ser no público e é possível.

MC , disse ser esquisito o Estado financiar no privado acima do valor de intervenções  e em alguns casos no publico abaixo do custo, tal como AF nos acabou de dizer.

AF disse que no publico, Hospital S. João os custos devem ser reduzidos, sustentando a marca e não propriamente dando lucro como no privado. a função é diferente entre privado e publico.

O absentismo no Hospital S. João é elevado mas já foi muito maior. Não é possível gerir um hospital quando médicos mandam em médicos, enfermeiros mandam em enfermeiros, auxiliares mandam e auxiliares, tendo-se criado uma carreira que unicamente em cada um dos casos anteriores leva a ser Chefe: as carreiras tendem a atingir o lugar de chefe e fica-se chefe.

Interessante e direto AF, tal como sempre foi e é  MC, continuará este programa , por haver muito a dizer em 07.01.2013 com: terapêutica.

 

Augusto Küttner de Magalhães

20.12.2012

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