Terça-feira, 18 de Dezembro, 2012


Alunos do Colégio Miramar visitaram Nuno Crato, padrinho da Academia “M”

A 27 de abril, os “afilhados” retribuíram o gesto, deslocando-se ao Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, onde está instalado o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A acompanhá-los, seguiam também alguns alunos da Academia de Comunicação Social, aos quais coube a tarefa de entrevistar o atual Ministro da Educação e Ciência.

A contrastar com a sumptuosidade do salão seiscentista onde, durante uma hora, decorreu o encontro, esteve o registo informal e simpático de Nuno Crato, que revelou uma enorme disponibilidade para falar sobre as questões acerca das quais foi inquirido pelos alunos.

“O que é ser governante?” – quiseram saber. «Às vezes é arbitrar, o que nem sempre é fácil», respondeu Nuno Crato, justificando, depois, o seu gosto pela matemática – “a matemática dá sempre certo”. Admitindo ter saudades de lecionar, reconheceu que muita coisa mudou na sua vida desde que é ministro. “Por exemplo, tenho de usar todos os dias gravata”, gracejou.

Nuno Crato aconselhou os alunos a que, na sua vida escolar, tentassem sempre «elevar a fasquia», aventurando-se em desafios cada vez mais altos, sem temerem a exigência, o esforço e o rigor.

Para o final do encontro estava reservada a surpresa preparada pelos “afilhados, assim, de viola e vozes bem afinadas, os jovens entoaram o hino da Academia, no qual se faz a apologia das virtuosidades da Matemática.

Esqueçam!

Não estou mais para essas pieguices de sms’s idiotas, repito, idiotas e com bués de loles e musiquinhas floripes à mistura a manifestarem que se tem uma maquineta com endereços, incontáveis endereços e adereços.

Apareçam em vez; se não forem corridos, e a maioria incontável sê-lo-á – podem ficar para um merecido cumprimento com ceia.

Rolling Stones, Doom and Gloom

Crato considera cortes na educação um “aspecto secundário”

No Parlamento só faltou mesmo dizer que o interessante é a barra da saia da dona Elvira, que o resto são detalhes, episódios, coisas menores.

… porque muito disto foi denunciado anos a fio, pelo que o “trabalho” de quem ela chama “aquelas pessoas” (são professores, são directores! caro ministro!)

Quanto às críticas aos “bocadinhos” da reportagem é um argumento risível. Então queria as 10 horas de material em bruto que alegadamente, claro, foram recolhidas?

Que me pareça para os inspectores que estavam nas Caldas pouco terá sido grande surpresa…

Em entrevista telefónica à Lusa, Firmino Pereira lamentou que o Conselho de Ministros, reunido a 11 de dezembro, tenha decidido “extinguir as Direções Regionais de Educação e centralizar as suas atribuições e competências, criando uma nova estrutura que é a Direção Geral de Estabelecimentos Escolares” (DGEstE).

Com o argumento de que a Direção de Educação Regional do Norte (DREN) tem sob a sua alçada “cerca de 50% do parque escolar” de Portugal e como forma de descentralização, o vice-presidente da distrital do PSD no Porto apelou ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, para permitir que a sede da DGEstE seja no Porto.

“Lanço um apelo ao senhor ministro da Educação que, de forma a mitigar tal decisão [extinção das DRE] e como medida de descentralização importante e de bom senso, esta nova estrutura [a DGEstE] fique sediada no Porto”, declarou Firmino Pereira.

O gabinete do primeiro-ministro considerou, esta segunda-feira, “lamentáveis e totalmente infundadas” as suspeitas levantadas pelo PS em relação ao envolvimento do ministro Miguel Relvas no processo de privatização da TAP, lamentando ainda o comportamento “populista” dos socialistas nesta matéria.

“Os membros do Governo não mantêm qualquer tipo de relacionamento privilegiado ou outro, a título individual, com as entidades envolvidas naqueles processos, que são objeto de escrutínio rigoroso e de decisão colegial em sede própria, ou seja, em Conselho de Ministros. É precisamente nesse quadro que o Governo procede à avaliação de todas e cada uma das propostas, pautando sempre as suas decisões por critérios de escrupulosa observância da legalidade e do interesse nacional”, lê-se num comunicado do gabinete do primeiro-ministro enviado à Lusa.

E cada vez mais é gente da 4ª linha baixa a deitar bitaites para o éter.

Administrador sugere que ADSE pode violar Constituição

A mim o que me viola a inteligência é pichelim armado em coisa gourmet.

A partir do Correio da Manhã, com montagem do Tugaleaks:

ORelvasAposentado

 

condescendi brilhar mais um pouco na Jantarada de Natal cá da escola. Desta vez vou ser sociável.

Vou mesmo!

Poderia elaborar prosa demorada sobre o tema, mas a coisa é simples: somos governados por uma coligação relativamente espúria de gente que de Portugal tem uma ideia instrumental ou muito negativa, de nação incompleta ou pátria madrasta, de que não se orgulham e que querem mudar a todo o custo, nem que por isso tenham que extinguir os portugueses que não pensam como eles.

Correndo o risco de ser adjectivado de preconceituoso, gostaria de deixar as coisas bem claras.

  • Há entre os governantes, quem os rodeia e inspira, quem descenda de grupos sociais para quem o 25 de Abril – e por tabela, a “Esquerda”, vista assim como uma espécie de coisa ameaçadora e multiforme – cortou as esperanças de maior prosperidade, por cá ou além-mar e agora sente ser o tempo certo para se desforrar de quem os descamisou. Muitos agem em nome dos pais, o que é bonito, não se esquecessem que todos temos pais que, antes ou depois, alguém descamisou.
  • Há entre os governantes, quem os rodeia e inspira, uma certa auto-considerada elite intelectual, com laivos de cosmopolitismo estrangeirado, que continua a encarar o país como irremediavelmente atávico e incapaz de aderir à sua mundivisão esclarecida e inovadora. Uns sempre por cá andaram, outros foram passar verniz lá fora em estadias mais ou menos prologadas em campus de variável notoriedade ou cargos secundários em empresas notáveis.
  • Há entre os governantes, quem os rodeia e inspira, alguns restos daquelas elites de outrora, fascinadas com a criação de uma sociedade nova, a partir da base, seja a que preço for, que sentem poder agora, de modo algo enviesado, alcançar o que não conseguiram na sua juventude povoada de idealismos voluntaristas.

Os três grupos unem-se na profunda desafeição por aquilo que lhes cheira a uma identidade nacional portuguesa, que assume defeitos e virtudes, que não se envergonha do passado, mais ou menos distante, e que desconfia de gente que se acha muito esclarecida só porque leu uns livros ou, paradoxalmente, porque não lê porque sempre se safaram com os apontamentos dos outros.

É uma coligação que, salvo excepções, não gosta de Portugal, mas a quem não desagradava excessivamente o All-Garve pacóvio do ministro Pinho. É uma coligação de gente a quem a História incomoda e, em incomodando, a reescreve ou apaga. Que pode bater no peito em defesa do interesse nacional e bem público, mas que tem desses conceitos noções mais próximas de interesses privados e bens particulares.

É uma coligação sem ideologia particular (salvo um ou outro refundador mais eudito) mas com uma atitude tendencialmente totalitária, no que contem de achar que tem do seu lado a Razão e a deve impor através de todos os meios possíveis, pois os seus fins são alegadamente os melhores.

São jacobinos, por enquanto sem guilhotina física, que afirmam abominar o jacobinismo, mesmo quando já o perfilharam.

O resto, enfim, o resto, percebe-se na base da equivalência. Ou da tolerância com.

Para iniciar a transferência de quadros da folha de pagamentos do MEC para a do Ministério da Economia.

Não é preciso ser um génio da coisa para perceber que o Ensino Profissional, Vocacional, Dual, etc, vai passar por aqui e é bom reparar que os formadores são em todas as componentes e não apenas na científica (ou na não prevista técnica).

O IEFP, I.P. está a promover o lançamento, a nível nacional,  de um concurso para admissão de docentes e formadores para o desenvolvimento de formação nas componentes de formação de base, sociocultural e científica nas diferentes modalidades de formação, no quadro da respetiva rede de Centros de Emprego e Formação Profissional.

Este concurso é desenvolvido através do Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação – SIGRHE do Ministério da Educação e Ciência:
https://sigrhe.dgae.mec.pt

O prazo de candidaturas decorre no período de 19 a 21 de dezembro de 2012.

Todas as dúvidas sobre este processo devem ser enviadas para o seguinte endereço eletrónico: concursoiefp2012@iefp.pt.

Garantem, bem garantido?

De: *****************************
Enviada: segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012 10:46
Para: Serviço de Apoio a Sócios
Assunto: sobre o registo biográfico

Bom dia.

Ainda não preenchi o tal registo biográfico que a DRELVT pediu para preencher com a “máxima brevidade”, dizendo ser muito importante para o “futuro dos professores”, e que, pelo que se leu nos jormais, de acordo com a denúncia feita pela FENPROF, poderia ser uma armadilha contra os profs de nomeação definitiva.

O que acontece se eu não o preencher?

Muito obrigado.

From: Serviço de Apoio a Sócios <apoiosocios@spgl.pt>
Subject: FW: sobre o registo biográfico
To: **************************
Date: Tuesday, 11 December, 2012, 12:59

Boa tarde,

As informações que temos neste momento é que não é obrigatório, nem todos receberam ainda o mail, mas não acontece nada se preencher.

Os melhores cumprimentos

O Departamento de Apoio a Sócios

O país do faz de conta

Faz de conta que somos um país. O Ministro da Educação não dispensou (despediu?) cerca de 30 mil professores (colaboradores?), num só mês. Que se tratava de gente qualificada, experiente, e de dádiva diária. Faz de conta que tudo isto não se passou no grupo socioprofissional europeu em que há mais casais no exercício da mesma profissão. Faz de conta que qualquer notícia de um despedimento de tal monta, em qualquer empresa mundial, mesmo a ser aplicada apenas para próximos dois ou três anos, não seria notícia de abertura de todos os telejornais do mundo, dito, ocidental…

Por aqui, faz de conta que foi considerada uma mera medida de ajuste do sistema educativo. Faz de conta que essa medida foi sustentada em qualquer relatório de uma qualquer comissão de avaliação externa, independente e credível… Faz de conta que a OCDE não disse, nesse mesmo dia, que o número de alunos no básico e secundário tinham aumentado em Portugal em 70 mil. Faz de conta que, no mesmo dia, o Ministro da Educação não disse que os estudantes tinham diminuído em 200 mil. Faz de conta que a EU não nos obriga a aumentar para 40% o número de diplomados no ensino superior, entre os 30 e os 34 anos, até 2020. Por isso mesmo, faz de conta que não vivemos num país em que inúmeros pais dos nossos alunos ainda têm menos habilitações académicas do que os seus filhos. Faz de conta, ainda, que já não há alunos com avós analfabetos. Faz de conta que não se reduziram as actividades, os currículos e horas curriculares nas escolas, para provocar fictícios excedentes de professores e de educadores. Faz de conta que, actualmente, os professores não fazem um pouco de tudo, menos o que deveriam (e sabem) fazer: isto é, ensinar, educar, orientar e promover o desenvolvimento dos seus alunos. Faz de conta que não há escolas onde se morre de frio. Assim como não há escolas com novíssimo aquecimento central e ar condicionado topo de gama, mas que ambos estão desligados… por falta de verbas orçamentais para pagar as contas à EDP/GALP. Faz de conta que não há estudantes com fome nas aulas, e que o ensino já é tão gratuito que ainda querem que ainda seja mais bem pago. Faz de conta que os professores podem (devem?) ficar em casa, desocupados, num país onde ainda falta muita escola, cultura, aprendizagem da cidadania e, sobretudo, apoio a alunos com necessidades educativas especiais e a grupos socioculturais altamente carenciados e diferenciados. Faz de conta que o ministro não tem os corredores do seu ministério apinhados de assessores de duvidosa proveniência e que não é imune aos grupos de pressão, sobretudo os que tentam repartir o bolo entre o público e o privado. Faz de conta que os rankings das escolas traduzem a real e verdadeira situação dessas organizações educativas, na sua globalidade. Faz de conta que não temos uma das redes europeias mais pequenas de ensino superior público e que os ditos mega agrupamentos não se baseiam em medidas de caracter exclusivamente orçamental. Faz de conta que os professores não têm que fazer centenas de horas extraordinárias não remuneradas, e adicionalmente, tenham que pagar os transportes públicos para se deslocarem, diariamente, para o seu local de trabalho, ao contrário de outros grupos socioprofissionais do Estado. Faz de conta que os docentes nunca souberam o que significava a expressão mobilidade geográfica e profissional e que Portugal não está a custear a formação dos seus jovens para que outros países os acolham, já formados, e sem qualquer custo adicional. Faz de conta que os melhores e mais capazes, regressam logo que podem, em reconhecimento do esforço que a pátria por eles fez. Faz de conta que não temos ministros e secretários de estado que não fazem a mínima ideia do que é estudar e obter um diploma a sério (com trabalho, sacrifício, suor e, quantas vezes, até lágrimas…).

Faz de conta que o país não exige demais, sobretudo às franjas sociais mais fragilizadas. Aliás, sabe-se, que a primeira coisa que um governante faz quando tem um familiar doente é correr para as urgências do hospital público mais próximo, ou integrar a fila das 8 da manhã do centro de saúde do seu local de residência. Faz de conta que os governantes se fazem deslocar em veículos que estariam ao alcance do seu orçamento familiar, se fossem comuns cidadãos. Faz de conta que os professores e a educação não são considerados em todos os relatórios internacionais como o melhor bem de cada país e apontados como O recurso indispensável ao progresso dos povos. Faz de conta que não somos um país nas mãos dos “Jotas”, formados no espírito corporativo da fidelidade cega ao chefe e da ascensão fácil, quantas vezes por desmérito.

Por tudo isto, o nosso ministro vai dando uma no crato, quando diz que os professores (ainda) são necessários ao desenvolvimento, e outra na ferradura, quando quer ostentar publicamente o preço por aluno, sem base em critério universalmente aceite e estabelecido por entidade idónea.

Somos o país do vai andando, o país do outro lado do espelho. Mas também somos o povo do faz de conta onde, um dia, se acorda e se percebe que, afinal, já toda a gente percebia o que todos nós também já tínhamos percebido, e que eles teimavam em querer que a gente fingisse que ainda não percebera. Perceberam?!

João Ruivo

ruivo@rvj.pt

A Comissão de Educação, Ciência e Cultura recebe, em audição, o Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, na sequência de um requerimento apresentado pelo Grupo Parlamentar do PCP.

Como no caso da RTP (e não só) vão-se ensaiando cenários ad nauseum (mas pagando os estudos e pareceres) para ver qual deles desperta menor animosidade e resistência.

DN18Dez12

Diário de Notícias, 18 de Dezembro de 2012

O que dizer sobre isto?

Que alguém anda a meter para a veia aceleradamente, porque Cascais é capaz de ser o município mais rico e com mais meios (já mobilizados ou mobilizáveis) para a Educação do país, e a sua experiência será por certo singular mas dificilmente generalizável. No entretanto, nota-se quem vai ganhando com o estudo das questões. Antes era o isczé… agora são as alma mater de certos assessores.

Quanto ao mais, a refundação mais não é do que o retorno a um país centralista, formado por uma rede esparsa de serviços públicos, em que as pessoas ou vão para as cidades ou o litoral ou se tornam eremitas.

Há quem na base da ignorância e do preconceito ideológico chame a isto um retorno a práticas do Estado Novo. Nada de mais errado… este é um modelo político-administrativo e socio-económico típico do Antigo Regime pré-liberal e que as vagas de modernização oitocentista não conseguiram combater.

Um país dual, que nem chega a ser a duas velocidades porque a maior parte do território ficará em suspenso. Em que as clivagens aumentarão a níveis não vistos há séculos, com o abandono da maioria do território e das populações indesejadas, porque caras e passíveis de diminuir as rendas dos parceiros do poder central.

Um país distribuído, aos retalhos, a caciques. Em que o PM recua, sem vergonha aparente, a quem lhe viu, em tempo, os cueiros e ao seu amigo Miguel.

Um país construído a partir do olhar de trambiqueiros elevados a ministros, de intelectuais de tertúlia lisboeta e de operacionais transportados até aos mais altos cargos da governação.

Um país em que o Presidente foi anulado no seu próprio labirinto e um Tribunal Constitucional decide com base em conveniências de momento.

Isto não é refundação, é apenas afundamento.

Está na ordem do dia. O truque está em só confiarmos uma vez, ou nem isso, e identificar os canais e os colaboradores, voluntários ou enganados, para os ver falar, mas não ouvir.

Ao lado das tácticas mais agressivas de borginhos e relvettes, temos as dos ex-bloguinhos ou ex-outra coisa (que é feio falar do passado das pessoas, em especial quando embaraçoso), muito inteligentes em si mesmos, divertidíssimos a espalhar a confusão de forma cirúrgica.

Foto1017