Segunda-feira, 17 de Dezembro, 2012


Green Day, Troublemaker

há que descansar antes da terceira reunião desta época, a derradeira.

Amnésia socialista.

Alguém ri.

socrinhasalpha

s.f’s, adj’s ou a vaidosa.

… num ano em que até tenho o horário contado ao minuto.

VencDez11VencDez12

E 6000 euros em relação a 2010, ou seja 20% do meu rendimento.

VencDez10

Nesta caixa de mail tenho os recibos até 2007, quando recebi mais 2400 euros ao longo do ano do que em 2012.

E convosco, como foi?

Claro que sei que há quem ache que isto é muito dinheiro para trabalho qualificado que não se faz na base das equivalências de m€rd@, mas de medíocres anda este mundo cheio.

… e o seu cruzamento com o novo regime de avaliação do Ensino Básico ainda o torna mais assim, em tudo o que envolve o encaminhamento das situações de falta (injustificada) de assiduidade e posteriores consequências, nomeadamente no que se relaciona com os alunos que fiquem retidos em anos de escolaridade não terminais.

Tentem, por exemplo, articular o artigo 21º da Lei 51/2012 com a alínea f) do nº 3 do artigo 9º do despacho normativo 24-A.

Mas não é essa a única situação menos clara.

O que chateia é que, no fundo, a maior parte das pessoas anda a remendar soluções de recurso em cima de legislação feitas com escassos entido e quase nenhuma ligação à realidade terráquea.

Com o devido respeito por quem lá trabalha, se o Estatuto de Aluno, no que à assiduidade e comportamento diz respeito, fosse devidamente respeitado, as CPCJ implodiriam, explodiriam e entrariam em órbita em poucas semanas.

Mas a verdade é que professores, directores de turma e escolas andam a tresler e a reinterpretar a legislação para não encontrarem o que lá está, para evitar que tudo isto desabe.

Confesso que não percebo bem porquê, pois o MEC não merece que se ande a encobrir a porcaria que vai fazendo com assinalável regularidade.

“A lei do OE para 2013 está neste momento a ser analisada com todo o cuidado, é uma lei muito complexa, tem cerca de 250 artigos, o Governo levou vários meses a preparar o orçamento, a Assembleia mais de um mês a discuti-lo”, afirmou Cavaco Silva aos jornalistas, à margem da apresentação de um projeto de judo de inclusão social, em Lisboa.

O chefe de Estado reiterou que não cederá “a nenhuma pressão” e disse que o Orçamento “é apenas uma das 20 leis e decretos” que está neste momento a analisar.

“Tomarei a decisão tendo em conta os pareceres jurídicos aprofundados que mandei fazer e tendo em conta a minha avaliação do superior interesse nacional”, afirmou.

Educação e ideologia

(…)

Os sucessivos estudos sobre os custos comparados da gestão privada e pública das escolas nem sempre são esclarecedores das condições do seu funcionamento. Sem esse esclarecimento apenas se acentua o combate ideológico. Da experiência que tenho concluo que a comparação de custos médios é ilusória, dada a dispersão de valores, especialmente entre as escolas públicas. Recordo-me de um estudo feito em 2003 pelos serviços do Ministério da Educação em que o custo médio por aluno nas escolas públicas variava na proporção de 1 para 4. Muitas dessas escolas conseguiam custos inferiores ao que se pagava às escolas privadas, outras, por diversas razões, incluindo a má gestão dos recursos humanos, apresentam custos muito superiores. Sem se perceber com rigor qual a estrutura desses custos, não vale a pena entrar no debate. Dos estudos realizados nenhum deles me dá essa informação.
Nesta perspectiva, querer nivelar o pagamento a entidades privadas pelo custo médio das escolas públicas é querer distribuir um ganho marginal decorrente da má gestão pública. O Estado tem como alternativa uma solução bem mais acessível e mais justa: melhorar a gestão das escolas públicas, fazendo diminuir a elevada componente dos custos de ineficiência.
Mas se, mesmo assim, o Estado precisa de fazer novos contratos de associação com entidades privadas, de forma a assegurar o serviço público de educação, então tem uma maneira expedita e transparente de concretizar os requisitos atrás enunciados: lançamento de concurso público para contratualização desse serviço em que o número de alunos beneficiados, o número de turmas e o respectivo custo sejam sujeitos à melhor oferta. Quantos dos atuais contratos foram sujeitos à regra do concurso público? O princípio da concorrência deve sobrepor-se à escolha discricionária da entidade prestadora do serviço.

Via Facebook do grupo Em Defesa da Escola Pública No Oeste:

Vejam lá esta grande coincidência.
Qual é o maior grupo privado na área da Educação em Portugal?
A resposta é o grupo GPS.

Pois bem, nos anos de 2009 e 2010, a Inspecção Geral de Educação realizou auditorias em 403 estabelecimentos do ensino particular e cooperativo. Leram bem: 403! (244 em 2009 e 159 em 2010).

Pois bem, quantos destes 403 colégios ou externatos pertencem ao grupo GPS? Apenas 1.
Parece-vos isto possível? Pois é verdade!
Será que este dado vem dar razão àqueles que têm sérias dúvidas quanto ao resultado da investigação que está a ser levada a cabo? Será uma questão de tentáculos poderosos?

Segundo informação (…) existiu uma reunião na DREL no dia 14 deste mês que ditou que ainda este ano se vão agrupar no Barreiro as escolas: “Agrupamento de Escolas da Quinta da Lomba com a Secundária de Santo André”  e da “o Agrupamento de Escolas da Quinta Nova da Telha com a Secundária dos Casquilhos”.

Pelo que percebo, critérios de proximidade, apenas.

Quanto à Moita, ainda não houve reunião, se bem percebi, pelo que há excitações que devem moderar-se. Pelo menos, por enquanto.

… sempre que a inércia é mais forte que tudo o resto.

GreFome

Exames Nacionais do Ensino Secundário 2012 (2.ª Fase) – Síntese dos dados estatísticos

Exames Nacionais do Ensino Secundário 2012 (1.ª Fase) – Síntese dos dados estatísticos

Comunicado de Imprensa (Provas Finais do Ensino Básico e 1.ª Fase dos Exames Nacionais)

Provas Finais de Ciclo do Ensino Básico 2012 – Síntese dos dados estatísticos 6.º ano

Charter schools don’t perform as advertised, but try getting their advocates to admit that

Subsídios Governo aperta cerco aos desempregados

Os desempregados que recebem subsídio social vão passar a prestar informação sobre rendimentos ano a ano, mas o Estado assumirá um controlo oficioso de forma periódica acerca da sua situação, avança a edição desta segunda-feira do Jornal de Negócios.

Nossassenhora, o tédio. Ai, quanta chuva no molhado a ver se fica mais húmido.

Pensar a sério em 2014! Ou nem por isso!

Com seriedade, sem filtros e essencialmente sem compromissos, sejam estas quais possam ser, haverá frontalidade em pensarmos coletivamente no que será o ano 2014?

Sem o conforto de pertencer a um qualquer grupo a favor, ou a outro do contra tudo, mas como pessoas que andamos neste País, circulamos neste País, vivemos neste País, e sentimos/vivemos a insegurança, a incerteza, em tudo e em todos, nossos iguais! Pensemos!

Não interessa aqueles que acham que é desmontar tudo, desfazer tudo, só para serem diferentes e partir do nada, para o tudo. É afogamento pela certa!

Mas, não interessam os outros que já fazendo parte dos instalados, fazem sempre mais do mesmo – mesmo sabendo-se no que deu! – sem nunca se desinstalarem, nem aos seus próximos, com a ideia de que pelo meio da tempestade, de uma forma ou de outra, sempre serão “aqueles” que irão escapar e conseguir ficar à tona. Em cima!

Quando chegarmos a meados de 2013 e já não só imaginarmos, mas mais sentirmos todos e cada um, que estamos a ficar sem nada, mas nada de nada. Quando nenhuma, mesmo nenhuma profissão tiver espaço para continuar a sê-la. De sapateiro a médico. De trolha a engenheiro! Quando nenhum grupo etário – nenhum – sentir que vai chegar minimente inteiro a 2014, esperar-se-á, em desespero, que tudo possa acontecer? No limite!

Nestes finais de 2012, os políticos que não só os governantes, tantos, já não conseguem sair à rua sozinhos, porque tudo lhes pode acontecer, por serem quem são! Vão com segurança a “segurá-los”.

Mas em simultâneo o comum dos cidadãos, nós, desconhecidos, que andamos “cá pelo País”, não vemos, – nem sequer vemos – , um único policia a “segurar pela segurança das ruas”!, e sentimos que tudo nos pode acontecer, e tudo a todos acontecer pode, num tempo em que tudo pode valer para sobreviver. E os polícias não andam nas ruas dado não haver meios para o fazer, o que vai piorando a cada dia que vai passando!

A descrença em tudo, a desesperança de todos aumenta a cada dia que passa! Logo ao entrarmos em 2013, será pior! Sem dúvidas!

E quando pessoas que já cortam na sua refeição diária, que não só no bife, mas em muito mais e ainda mais tiverem que cortar. Quando começaram cada vez mais a verem os seus filhos a comer só de dois em dois dias, e os pais /velhos de três em três, tudo sentirão perdido e nada mais a perder terão!

Quando a Grécia de inícios de 2012 – andamos com um ano de atraso! – entrar por aqui adentro, a nossa desesperança ainda mais desarrumada irá ficar. E desesperançada.

E não são as esquerdas feitas ainda mais esquerdas, nem as direitas feitas mais direitas, quem vai algo de concreto fazer, para de facto “isto” resolver. E nem os instalados, os mais do mesmo o farão, dado já terem perdido o tempo para o fazer.

Quando tudo assim acontecer, depois do que já agora, finais de 2012 estamos a viver, a travessia de metade inicial de 2013 será o alcançar de um deserto de nada, sobre nada, até se chegar sabe-se lá como a 2014. Não duvidemos!

E aí os instalados, talvez tenham que de cá também sair, por cá já nem para eles, espaço haver! E “isto”, este País será um desalento, uma desgraça, com recuos de mais de cinco décadas, sem remissão nas próximas! Talvez fosse de hoje com assertividade todos nisto pensarmos! Ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

Dezembro de 2012

Isso de acabar o mundo não se podia antecipar? O Seguro aprovava…

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