Sexta-feira, 14 de Dezembro, 2012


The Raveonettes, Recharge & Revolt

Mais um fracasso. Previsível. Porque obviamente inexequível para além da propaganda momentânea.

Coisas feitas em contra-ciclo. Mal preparadas. Sem atenção aos meios no terreno. Vai começando a ser a norma sem excepções.

Multas foram uma das principais novidades do novo Estatuto do Aluno, mas associações dizem que é quase impossível serem aplicadas.

Alunos ‘problemáticos’ têm matrícula rejeitada na rede pública de São Paulo

Crianças com características que podem indicar indisciplina não conseguem se inscrever em escolas municipais da capital e estaduais, apontam secretários.

Pelo que não vou espreitar as caixas de comentários.

Nada que ver com a tertúlia que muito apreciei e culminou em repasto à altura do recheio cultural, apenas com a descompressão de final de período que me faz ficar em modo de assim.

… para finalizar o período (reuniões à parte).

AC

Portas diz querer manter modelo social europeu e recusa “Estado mínimo”

Despacho n.º 15971/2012

(…)

Artigo 3.º
Regime transitório
1 — As provas finais nacionais de Português a realizar pelos alunos dos 4.º e 9.º anos, em 2012 -2013, e pelos alunos do 6.º ano, em 2012 -2013 e em 2013 -2014, mantêm como referência os programas em vigor, aplicando -se supletivamente as Metas Curriculares de Português.
2 — As provas finais nacionais de Matemática, a realizar pelos alunos dos 4.º, 6.º e 9.º anos, em 2012 -2013 e em 2013 -2014, mantêm como referência os Programas em vigor, aplicando -se supletivamente as Metas Curriculares de Matemática.
3 — Para efeitos de realização das provas finais, entende -se por aplicação supletiva das Metas Curriculares a sua utilização na medida em que esclarecem e priorizam os diversos objetivos dos programas, sem entrar em conflito com estes.
4 — Nos exames nacionais a realizar por alunos do ensino secundário que não iniciaram este nível de ensino tendo as Metas Curriculares como referência obrigatória, estas devem ser utilizadas apenas na medida em que esclarecem e priorizam os diversos objetivos dos programas, sem entrar em conflito com estes.

Vai dar borrasca, isso vai.

Porque não se definem metas curriculares no último ano do currículo. O 1º ciclo não começa no 3º ou º ano,. por exemplo. Há algum trabvalho de planificação, por muito que o MEC não o entenda.

E mais grave ainda quando se trata do 12º ano…

Mas o que interessa isso? Definir anualizações e implementá-las a finalizar o ciclo quando se introduzem exames pela 1ª vez ou quando está em causa a entrada na Universidade…

Isto é da mais profunda incompetência pedagógica e um enorme desrespeito por alunos e professores.

Aguardam-se alguns protestos cenográficos e a anormalidade continua como norma.

Desde que se priorize, está tudo bem, ?

Saber ter Autoridade para poder  ter Poder

 

Andamos a viver um momentum muito confuso e em que todos os valores se alteraram para pior e muitos desapareceram, e têm que ser repescados.

Não há que ter saudades do passado, não há que ter que pensar que “antes” era tudo bom, “hoje” é tudo mau. Não, por aí não!

Mas de facto estamos todos Sem norte, sem orientação, e a assim continuarmos, a todos vai muito prejudicar.

O Poder pelo Poder é o que está a dar. E cada um que atinge algum qualquer Poder fica vislumbrado, fica em “pose” de um espelho daqueles que muito aumentam e passa a vida ao espelho, e é tão grande, tão visto, tão visível, tão importante, que todos ofusca, que é sempre melhor sempre maior, tem tanto Poder, só isso, nada mais!

Mas não tem autoridade, nem sabe o que é autoridade, baralha tudo. Nem imagina que autoridade vem de dentro, constrói-se, ganha-se não se “agarra”, não se compra, “tem-se ou não se tem”.

E a maioria, todos, quase todos, que hoje têm Poder – seja ele qual for, seja ele onde for – não têm autoridade. E a falta de autoridade faz não se saber lidar com o Poder. E este usa-se para se auto convencer, para se auto promover e para muito pouco ser.

E vale a lei do medo, mesmo que não ditatorial, mas outras formas de medo que existem e vagueiam em democracia, quando esta não é bem seguida, não é bem assumida, não é bem conseguida.

Ninguém quer voltar aquela ditadura que todas as liberdades nos tirou, mas ninguém quer continuar a viver nesta democracia em que ninguém respeita o outro, já nem é a liberdade do outro, é o outro como Pessoa. Estamos num momentum em que vale tudo desde que o “eu” dos que têm Poder e Visibilidade seja o que é defensável, o resto não existe, perdeu-se e com “isso” foi-se a Autoridade, confunde-se, baralha-se nem se sabe como saber distinguir.

É mau, é muito mau,   não há educação – que não só instrução –  respeito pelo próprio, pelos que consigo coabitam, a demissão de muitos pais de o serem, depois de a criança fazerem, é uma norma, é o que está a tanto acontecer. De muitos que têm como profissão educar e não o conseguem, sabem, querem melhor fazer. Em tudo hoje se nota que os valores interpessoais não existem, mas o mais grave é que todos se dão mal – excepto o que estão sempre na visibilidade mediática – com esta falta de referências, com esta não autoridade em função do unicamente Poder!

Tudo tem que mudar, tudo tem que ser diferentemente melhor, e para haver quem tenha Poder, primeiro tem que saber ter autoridade!

Augusto Küttner de Magalhães

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(c) Francisco Goulão