Da peça da Visão de hoje  sobre o ensino dual, aquele que está a ser experimentado em segredo, mal se sabendo onde e como.

Lusófona, a omnipresente

A Escola de Comércio de Lisboa, instituição de ensino não superior, integra o projeto-piloto da via profissionalizante acarinhado por Nuno Crato. Mais: a diretora daquela escola, Piedade Pereira, faz parte do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Educação para coordenar a experiência.

A presença daquele grupo no projeto é surpreendente, se atentarmos a que, em outubro, uma auditoria da Inspeção-Geral da Educação (IGE), feita à Lusófona, reprovou o seu sistema de creditação da experiência e formação profissional. Em 2009, a IGE já lhe apontara falhas acompanhadas de recomendações, que não foram cumpridas. O gabinete do ministro recusou-se a comentar o caso.

Mas o que interessa tudo isto se tivermos o resultado desejado para a experiência acarinhada?

Se atentarmos a este modelo de experiência-piloto em meia dúzia de escolas para expansão num ou dois anos a todo o país não é difícil reconhecer a marca d’água do voluntarismo benaventista.

Com uma diferença: na altura não escondiam as escolas participantes do conhecimento público.

Quem diria que Crato acabaria com práticas destas a fazer o que sempre criticou?