Quinta-feira, 13 de Dezembro, 2012


The Long Blondes, Once and Never Again

Cronista Do Ano

Quando for grande quero ser mais estivador do que que grevista arménico a metro, só falta aparecer o MST a distribuir medalhas mst.

Estou numa de jazz, embora prefira o jass.

Da peça da Visão de hoje  sobre o ensino dual, aquele que está a ser experimentado em segredo, mal se sabendo onde e como.

Lusófona, a omnipresente

A Escola de Comércio de Lisboa, instituição de ensino não superior, integra o projeto-piloto da via profissionalizante acarinhado por Nuno Crato. Mais: a diretora daquela escola, Piedade Pereira, faz parte do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Educação para coordenar a experiência.

A presença daquele grupo no projeto é surpreendente, se atentarmos a que, em outubro, uma auditoria da Inspeção-Geral da Educação (IGE), feita à Lusófona, reprovou o seu sistema de creditação da experiência e formação profissional. Em 2009, a IGE já lhe apontara falhas acompanhadas de recomendações, que não foram cumpridas. O gabinete do ministro recusou-se a comentar o caso.

Mas o que interessa tudo isto se tivermos o resultado desejado para a experiência acarinhada?

Se atentarmos a este modelo de experiência-piloto em meia dúzia de escolas para expansão num ou dois anos a todo o país não é difícil reconhecer a marca d’água do voluntarismo benaventista.

Com uma diferença: na altura não escondiam as escolas participantes do conhecimento público.

Quem diria que Crato acabaria com práticas destas a fazer o que sempre criticou?

Autoridades francesas apresentam queixa contra universidade portuguesa

«Eles não têm o direito de usar o nome de universidade», disse a ministra do Ensino Superior francês.

… pois ainda desistem do dual e tal. Aposto que o Ramiro aprovaria…

Excluded children get ‘military ethos’

 Ex-soldiers are to instil teamwork, discipline and leadership in pupils who have dropped out of mainstream education, Michael Gove has said.

Former military personnel will work with children in four projects that will get £1.9 million of government funding.

They will attempt to improve achievement and behaviour among pupils who are being taught in alternative provision.

Será que recebeu? E se recebeu, já preencheu?

Falo do camarada, desculpem, colega Mário, é claro.

Children spending a year in pre-school would boost UK ranking in international education league tables

Researchers predict UK would have risen from 25th to 13th out of 60 in the latest international literacy test.

Desde o construir da grelha…

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Na zona Euro, apenas os estónios e os eslovacos são por esta altura mais pobres do que os portugueses.

O cenário futuro deve ser ainda mais negativo. As últimas previsões da Comissão Europeia indicam que o poder de compra nacional continuou a cair este ano, aumentando o fosso que já existe entre Portugal e a média europeia.

Texas: El Paso School Trustees Replaced After Cheating Scandal

… quem planifica a coisa só para as grelhas e quem planifica para facilitar a vida aos colegas, em especial aos DT. E quem só fala, fala e não diz nada.

É que não há aplicação que não seja colocada online sem estar bichada, em versão pré-beta para os zecos testarem.

Porque Paulo Macedo, ao que tudo parece mostrar, é de um campeonato diferente de Nuno Crato. Pelo menos não promete o que não pensa cumprir.

E não encomenda anúncios a sindicalistas oportunos.

Ministério abre vagas para todos os recém-licenciados em Medicina

Bom dia,

Nem de propósito, há coisas que calham mesmo bem, depois do aviso de segurança sobre a ligação ao e.bio (nada de especial mas grave para um site do governo), hoje, às nove, apareceu-me isto quando tentei ver o que era o tal de e-bio.

Um aviso vermelho do anti-vírus (podia ser um aviso amarelo mas não)

Uau

Não tem de especialmente especial. Apenas é interessante no contexto e um MEC que vinha para romper com certos hábitos fofinhos e apenas acaba por romper com os professores em quem ele dizia confiaa antes da reconversão.

De: “DGIDC”
Data: 12 de Dez de 2012 16:09
Assunto: Educação para a Cidadania
Para:

Exmo(a). Senhor(a) Diretor(a) de Agrupamento de Escolas / Escolas não agrupadas

O Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação (DGE), elaborou as linhas orientadoras da Educação para a Cidadania e disponibilizou-as, na passada semana, no portal da DGE.

Em anexo segue a versão em formato PDF do referido documento, sem prejuízo da sua consulta no portal da DGE:

http://www.dge.mec.pt/educacaocidadania/index.php?s=directorio&pid=71

Esperamos que a disponibilização da versão pdf do referido documento contribua para uma mais fácil divulgação do mesmo junto dos membros da comunidade escolar do seu agrupamento de escolas ou escola não agrupada.

Informamos ainda que se procederá à divulgação dos referenciais ou outros documentos orientadores para as diversas áreas da educação para a cidadania à medida que forem sendo elaborados e aprovados, à imagem do que foi feito com o Referencial de Educação Rodoviária.

Com os melhores cumprimentos,

Lisboa, 12 de dezembro de 2012

                                                                    O Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação

                                                            

                                                                                              Fernando Egídio Reis

Bernard Shaw disse: “Nada foi feito em vão, mas a môsca andou perto disso”.
Com estas coisas todas, sinto-me uma brachycera.

Leal Conselheiro

Os tempos são outros, ainda não entendemos

 

Nestes últimos 35 anos, muito do que se dava como adquirido foi sendo mudado, e não se deve assumir como perdido, dado que muito de tremendamente útil e positivo foi atingido. A saúde tem um nível muito elevado e a alcança tantos como nunca aconteceu, o mesmo acontece com a protecção social na velhice, na doença e no desemprego. A Justiça se bem que com tremendas não justiças tornou-se mais abrangente, a Educação se bem que com bastantes deficits está hoje ao alcance de muitos, de quase todos.

Mas com a nossa aproximação ao desenvolvimento perdemos algo que tínhamos no nosso atraso, um dos casos mais assustadores para alguns, foi o emprego para a vida, foi o emprego à porta de casa, foi o acabar os estudos e ter logo emprego, garantido.

Muitos que tiveram a sorte – mas muito poucos em percentagem à população do País –antes e nos primórdios do 25 de Abril terem feito uma licenciatura, estavam certos que era a melhor fortuna que podiam ter, dado que era “emprego garantido”, hoje ter ao mão uma licenciatura não é um passo garantido para o emprego.

Mas ter ou não uma licenciatura deveria – hoje – ser um passo para ter – querer ter – mais cultura, para conseguir ainda mais ir buscar, para conseguir ter empreendorismo, para conseguir não ter que esperar sempre por “uma mãozinha” que nos venha ajudar, que nos venha proteger. Mas sabemos que não é isto que está a acontecer.

 Como é evidente o desemprego é tremendo e vai ser ainda maior, e isso é péssimo, é devastador para quem procura o primeiro trabalho e para quem está num trabalho com a insegurança de o não ter para a vida. Mas se alguns aspectos da modernice, já atrás referidos foram positivos, este de facto o não é, mas trata-se do que “lá fora” já acontece há muito.

E, hoje, o que se diz essencialmente aos jovens licenciados sem trabalho, é que vão “para fora”, lá arranjam emprego pela certa. Evidentemente que sim, mas nem todos, nem em todo o sitio.

Não arranjam em Espanha, nem na Irlanda, nem na Grécia e não arranjam noutros países da U.E., mas conseguem se forem bons, no Brasil, até na China se não tiverem entraves com a língua, e na Índia, nos países em desenvolvimento que querem os “de fora” que lhes podem aportar conhecimento.

E de facto cá dentro, há muito pouco, mas por outro lado se a única alternativa que surge é  ir para fora, por não querer ser caixa – temporariamente –  de um hipermercado ou de um supermercado, é  muito pouco. E o empreendorismo e o risco, e o desafio? Não existe? Parece que não, logo temos que ir assumindo que todos os jovens vão saindo e que o país vai tender a acabar?

E, se pensarmos que o País tem vivido – arranjem-se culpados ou e responsáveis – acima das possibilidades, que o publico e muitos privados, mensalmente gastam muito mais do que têm, do que o que produzem e que vão pedir emprestado até não poderem pagar. E que fazer, agora? Talvez mudar de forma de “estar”, aqui também. Talvez viver dentro das possibilidades e tentar crescer e fazer mais em vez de estar sempre à espera de alguém tudo nos faça – resolva.

 E tantos pais que não sabem ou não querem bem acompanhar os seus filhos. O pretexto é sempre falta de tempo, então para que quiseram ter filhos? Mas têm tempo para à 6ª feira à noite, irem divertir-se sem sequer terem a preocupação de saber o que os filhos vão fazer, com quem, como? E tem tempo para tudo fazer menos passarem pelo estabelecimento de ensino onde os filhos aprendem, para se inteirarem se todo vai bem? E alguns têm tempo para ir protestar com o professor quando este é necessariamente severo com o seu filho, para este aprender quando está a estudar!

Ou seja, há de todos e de cada um uma forte demissão dos deveres, de pai, de mãe, de professor, de aluno, de filho, de juiz, de governantes, de opositores, de tudo o que possamos imaginar, desde que todos nos agarremos direitos e poucos pensemos em deveres. Por certo é isto que está a faltar, por certo todos temos que dar um pouco de nós ao país, aos nossos concidadãos, com cidadania, com empenho, com respeito em vez de sempre e só esperarmos que nos venham tanto/tudo dar. Temos todos que ajudar a mudar, para diferente, para melhor, mas vai custar, mas não temos alternativa, ou temos, rebentar de vez!

 

Augusto Küttner de Magalhães

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