Sábado, 8 de Dezembro, 2012


The Walkmen, The Rat

…voltando a passar a reportagem Dinheiros Públicos, Vícios Privados, agora na TVI24 e abrindo o noticiário generalista com os milhões em subsídios a alguns colégios entre 2010 e 2012.

Já agora, uma leitura complementar, no Público de hoje:

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Antero21

(c) Antero Valério

É esperar que os amigos no poder façam, antes de concessionar a coisa, tudo para embaratecer os “custos de produção”:

  • Afastando das escolas os professores com maiores salários, forçando aposentações.
  • Pulverizando os direitos laborais dos que restam, ao cortarem horizontes de progressão e precarizando a sua ligação contratual.
  • Segregando os alunos mais problemáticos e que implicam maiores encargos para vias alternativas às regulares, alegando que lhes estão a descobrir “vocações”.

No fundo… fazendo aquilo que lhes é difícil reprovar a quem já o pratica, até por serem os seus modelos. É difícil esperar que sejam criticados ou punidos aqueles que praticam o que os inspectores desejam fazer praticar.

Acho que chamam a isso mudança de paradigma.

Thomas Khun, obviamente, revolve-se lá onde quer que esteja pois parece que qualquer bicho careta toma por paradigma a sua opinião pessoal sobre qualquer coisa.

Antero20

(c) Antero Valério

Ou mesmo despedir enfermeiros, professores, etc?

ExpEco8Nov12Expresso – Economia, 8 de Dezembro de 2012

Imaginemos um cenário – tomando por bons aqueles que vão sendo atirados para a imprensa a ver se colam, como acontece com a RTP – em que o MEC decide concessionar a gestão de grupos de escolas a “privados”.

A quem seria dado o direito de concorrer? Apenas os interesses já instalados ou em emergência ou haveria verdadeira liberdade?

Existiria um caderno de encargos que reduziria as possibilidades a um punhado de grupos de interesses que sabemos quem são e que estão devidamente encostados aos partidos do arco do poder (estou a alargar o Centrão até ao CDS por razões que julgo evidentes nesta matéria) ou a abertura iria até à possibilidade de cooperativas ou grupos de professores assumirem essa gestão?

Por exemplo… uma escola que o MEC considerasse destinada a uma concessão poderia ver um grupo de professores seus concorrer a essa mesma concessão?

Na ausência dessa possibilidade – quer-me parecer que a liberdade de certos liberais não chega para tamanha coragem, não viesse por aí a possibilidade de uma gestão não centralista se revelar demasiado eficaz – estariam os sindicatos disponíveis para avançar por essa via?

Pessoalmente, continuo a achar que os professores não travestidos em outra coisa continuam a ser, mesmo em tempos de especialização, os melhores gestores para as escolas, em especial quando organizados em equipas coerentes e não apenas em clientelas nepóticas.

Terão liberdade para experimentar isso ou… o que se pretende é apenas transferir os milhões do orçamento do MEC para os amigos e filhos dos amigos?

A partir da peça de Isabel Leiria no Expresso de hoje, embora Portugal quase não apareça nas comparações. Há dados e conclusões um pouco para todos os gostos, embora com maior peso para as questões da escolha, da responsabilização e da autonomia. Clicar na imagem para aceder à página onde se descarrega o relatório.

LearningK

É muito interessante o destaque dado aos factores imateriais e culturais que, numa sociedade, podem ser o factor nuclear para que a Educação seja uma prioridade para os indivíduos.

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