Quinta-feira, 6 de Dezembro, 2012


agradeço por hoje não terem havido crönicas parvas, Deus é enorme, haja fé em que os idiotas não triunfem.

David Byrne, Don’t Fence Me In

… aquelas criaturas que acham que ao fim de 35 anos de trabalho qualificado, com a devida formação e sem ser na base das equivalências, tendo pago devidamente todos os seus encargos, as pessoas devem aposentar-se com 1200 ou 1300 euros mensais.

Não adiantam argumentos da treta sobre quem vive com menos. A mediocridade não pode ser a regra. Para medíocres chegam governantes ocasionais e o seu séquito assessoral.

Acha-se por aqui mas o pdf é daqueles manhosos, porque deve ser segredo de Estado.

…e por pressão mediática, apesar de tudo ser de conhecimento corrente em muitos corredores e não só. As denúncias existem há muito, mas há consultores que vale tudo o que recebem pelos inputs que trazem consigo.

Auditorias a colégios do GPS provocadas por denúncias de professores

Uma Missão para o Acompanhamento e Monitorização da Inducação?

Ou um Manual de Apoio à Ministerial Indigência?

Na falta de um MAME – Movimento Associativo de Ministros Eduqueses?

AvaliaArt22

Umas ideias, soltas, de quem não anda nas escolas a apanhar papéis…

Estes grupos, a existirem, não devem (não deveriam poder) ser orientados por professores diferentes daqueles que detectaram as tais “características”…

O horário para estas actividades não pode ser considerado trabalho voluntário… pois é trabalho lectivo e não deve ser definido quando calha, pois as salas das escolas não esticam, parecendo-me que também se pretende que as horas de trabalho dos professores se tornem do tipo elástico que estica até rebentar.

Nuno Crato quer mais com menos.

Pessoalmente tenho umas ideias acerca da forma como lhe curto-circuitar os processos de exploração da mão de obra docente.

… mas assinada para a posteridade por…

AssinaturaNC

14 — Estão dispensados da realização de provas finais dos 2.º e 3.º ciclos os alunos
que se encontrem nas condições seguintes:
a) Se encontrem a frequentar percursos curriculares alternativos;
b) Se encontrem a frequentar o ensino vocacional;
c) Se encontrem a frequentar cursos de educação e formação (CEF), programas integrados de educação e formação (PIEF) ou cursos de educação e formação de adultos (EFA);

Há não muito tempo escrevi aqui que o objectivo do governo era empurrar muitos dos professores mais caros para a aposentação. As regras do Orçamento para 2013 e os novos prazos para a aposentação foram instrumentais nesse particular.

Também escrevi que o que se passou no verão também teve elementos de intimidação e difusão de uma sensação de medo e instabilização da classe docente.

Agora há quem se vanglorie do facto, como se ele decorresse de qualquer tipo de medida específica relacionada com a Educação. Pessoalmente, envergonhar-me-ia de estar associado a um dos maiores êxodos – ao nível de uma MLR – de professores dos mais competentes e experientes das escolas públicas.

Mas há quem esteja orgulhoso do que era um problema. Nuno Crato afirmou em tempos que todos os professores eram necessários. Era mentira. A verdade é que o que pretendia – ou deixou que acontecesse – era que o maior número saísse dos quadros das escolas, com razões meramente gasparinas.

Há mesmo alguém que, dando meia dúzia de aulas à noite, goze alarvemente com os seus contemporâneos, por estes optarem por abandonar a profissão que escolheram há décadas, saindo em condições materialmente muito negativas. E depois há ainda aqueles borginhos e ramirílios que, filhos de “de” e de “e”, escarnecem de quem trabalhou e merece  respeito. Em qualquer dos casos dificilmente dão a cara, pois são essencialmente invertebrados.

De forma cega, os quadros das escolas vão sendo amputados de professores que o Governo e este MEC consideram um incómodo para o seu projecto refundador de um pais empobrecido e embrutecido.

O novo processo revolucionário em curso é o da domesticação pelo ataque frontal a uma classe profissional que está a pagar por não se ter acomodado. ao contrário do que querem fazer crer.

Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues desconsideraram publicamente os professores e, apesar de bem instalados na vida, deixaram um rasto negro na memória colectiva. Passos Coelho e Nuno Crato desconsideram-nos quotidianamente na forma como aceleram a sua proletarização e, na prática, continuam a política anterior, com o problema de nem sequer assumirem, olhos nos olhos, aquilo que fazem.

No fundo, os seus heróis são os administradores gps, aqueles que mantêm a folha salarial na base dos 1000 euros para profissionais pós-graduados em troca de trabalho servil.

Esquecendo-se que o mais certo é que nenhum deles conseguisse sobreviver uma semana numa escola, seguindo as regras que mantiveram em funcionamento ou agravaram.

No fundo, nenhum deles mereceria esses 1000 euros… muito menos a aposentação digna que negam aos outros.

O PAPI – Plano de Acompanhamento Pedagógico Individual.

Só de ouvir desatam-me a tinir todas as campaínhas do eduquês mais fofinho.

Acabou o PCT? Não me parece…

2 — O plano de acompanhamento pedagógico de turma ou individual é traçado, realizado e avaliado, sempre que necessário, em articulação com outros técnicos de educação e em contacto regular com os encarregados de educação.
3 — Aos alunos que revelem em qualquer momento do seu percurso dificuldades de aprendizagem em qualquer disciplina ou área disciplinar é aplicado um plano de acompanhamento pedagógico, elaborado pelo professor titular de turma, no 1.º ciclo, ou pelo conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, contendo estratégias de recuperação que contribuam para colmatar as insuficiências detetadas.

Um pouco como os PCT, que perderam qualquer suporte legislativo, mas pemanecem por aí… como galinhas sem cabeça.

Nuno Crato põe fim aos planos de recuperação dos alunos no ensino básico

Os planos eram contestados por professores e criticados também por pais. Quem chumbar por faltas volta também a poder candidatar-se a exame e os alunos do 6.º ano poderão repetir as provas finais.

Embora a esta altura do ano lectivo seja algo disparatado. È óbvio que isto deveria ter sido comunicado às escolas na altura em que a preocupação estava na produção de horários-zero e não na preparação do ano lectivo do +ponto de vista dos alunos.

Para além de que me parece que, no presente momento, o principal objectivo é diminuir a carga lectiva e não lectiva que envolvem alguns apoios educativos.

E a divulgação, neste momento, é oportuna. Há que tentar controlar os fenómenos mediáticos.

Não interessa se esmigalha as regras, se há indevida apropriação de fundos públicos, desde que exista obra.

No fundo, que os fins justificam os meios.

Permito-me não ser fã.

Nem sempre os adeptos da eficácia se apercebem das eventuais consequências perversas dessa lógica instrumental. u melhor, são capazes de perceberem se ela se voltar contra eles.

Por exemplo… são dos mais rápidos a invocar todos os direitos e formalidades mal lhes cheira a procedimento judicial.

Já repararam como os isaltinos seguem a lógica do atropelo das leis apenas até ao momento em que elas lhes dão jeitinho em todas as suas alíneas?

É oficial a nomeação para um júri de recurso de avaliação do desempenho, relativo ainda ao ciclo de 2009-11.

Foto0813

 

só existe quando não tem solução. Por outro lado, a soluçao só existe quando há problema.

 

Vícios privados e públicas virtudes é o que está legislado, embora o Soares Velho achasse que este país era uma fundação dele. Não é, nem dos jornalistas dele.

Aquilo do e-bio. São todos contra e, pela honra que lhes cabe, não o farão. Ninguém!

Todo o Mundo desmente, já está uma fila que parece bicha!!