Quarta-feira, 5 de Dezembro, 2012


The Christians, Ideal World

Aquela coisa do e-bio, especialmente aquela coisa contra o e-bio, faz-me pensar no porquê de se ser contra…

… ou alguém se incomodará por algum motivo em especial que não os simples… factos?

ostrich
O Ramiro diz que não viu (o que explica a ausência do comentador pestanudo aqui do blogue), que estava a dar aulas 😆 e chama comunistas aos que acham que a aplicação dos dinheiros públicos deve (mesmo!!!) ser devidamente escrutinada. E diz que não faz juízos de valor sobre o que não conhece. Ora… isso invalidaria 90% do que escreve… Parece caso de demência.

Já o ministro, opta por… rodear o assunto…

Os milhões recebidos pelo grupo GPS, valores parciais publicados no dia 3 em Diário da República. A posição do ministério da educação, a auditoria ao grupo GPS e as informações que faltam. Protesto de alunos em Covilhã por atrasos no pagamento de subsídios e de ordenados.

Nenhum deles, penso eu de que.

Seria interessante apurar isso mas tenho quase a certeza que isso não interessa a ninguém com poder para.

——– Mensagem Original ——–
Assunto: Anulação de Contratos de Contratação de Escola 2012-2013
Data: Tue, 4 Dec 2012 20:56:23 -0000
De: <dgae.mec@dgae.mec.pt>

Exmo(a) Senhor(a)
Diretor(a),

Informo V. Exa. de que está disponível na plataforma da Contratação de Escola 2012-2013, a funcionalidade de anulação de contratos na sequência de ação inspetiva da IGEC e respetivo despacho de anulação de Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, ou na sequência da iniciativa de V. Exa. atento o disposto nas Circulares n.ºs B12029396X, de 16 de outubro, e B12029576H, de 19 de outubro.

O regresso à Reserva de Recrutamento dos candidatos que foram opositores ao Concurso Nacional e cujo contrato seja agora anulado é automático.

Com os melhores cumprimentos.

O Diretor Geral da Administração Escolar
Mário Agostinho Alves Pereira

… o Nuno Santos arrasou com a administração da RTP e o ministro Miguel. Assim como demoliu por completo aquela menina deputada e aquele deputado engravatadinho do CDS que antes escrevia umas coisas giras. Só que como a vergonha anda cara… vão assobiar para o lado. Outra vez.

… há certas práticas de gestão abusivas para os direitos dos trabalhadores que foram permanecendo em certos nichos do mercado da Educação porque há quem até as admire do lado do poder político do Centrão. Não é de agora

Aliás, há quem considere boas certas práticas que, também em escolas públicas e em nome da racionalização dois recursos e com a cobertura do amor à camisola, são desenvolvidas muito para além das obrigações laborais de funcionários e docentes.

O papel do Estado como motor das conquistas de tipo social passou e agora há quem dele se apodere para proceder a um acelerado retrocesso.

Uma coisa é a adesão voluntária a iniciativas ou mesmo projectos desenvolvidos no trabalho com os alunos, outra coisa é a a exigência de cumprimento de tarefas extra, em horários pós-laborais e mesmo em dias de descanso oficial.

Os mais vulneráveis são os contratados, pois sentem que se não fizerem perdem qualquer hipótese de renovação de contrato ou truque para lá ficarem.

Mas este ano a coisa começou a insinuar-se também nos professores dos quadros, em virtude daquela artimanha estival dos milhares de horários-zero.

A precariedade e a instabilidade do posto de trabalho são bem vistas pelos teóricos que apoiam este Governo e que, ao que parece, vão tendo sucesso também em redor do MEC.

Basta lê-los por aí.

Nada do que vimos na reportagem da TVI os choca, porque esse é o seu modelo ideal de gestão, o da demolição dos direitos laborais, apresentados como privilégios. Ou como direitos adquiridos a derrubar. A menos que seja com eles, porque nesse caso evocam a lei e querem os subsídios que dizem devidos por causa de terem trabalhado (como eu) em 2011.

Já acontecia com certos sectores do Partido de Sócrates mas agora é a vulgata dos borginhos, relvettes e ramirílios de aviário que enxameiam os gabinetes ministeriais e as assessorias de certos grupos parlamentares.

Não me admira nada se a inspecção pressurosa enviada para as Caldas e zonas envolventes encontrar pouca coisa digna de registo ou ache que afinal coiso e tal, tudo como dantes em Abrantes.

E que acabe a apontar o dedo a quem denunciou, por ser pouco oportuno.

Há entre nós uma enorme cenografia da indignação, a par com um rematado desprezo por qualquer tipo de ética nestas matérias. As pessoas são meros números. A sua vida um mero espaço social para experimentações teóricas.

São tão totalitários na despersonalização dos indivíduos quanto os de sinal oposto. E são tão totalitários os que em tempos foram para o lado esquerdo quanto os que vão agora para o lado direito. Há derivas de juventude que nunca conseguem deixar de arder, lá fundo. Por vezes coabitam.

Aquilo da DGAE.

Nada de excitações prematuras.

Deixá-los poisar.

Ainda agora queriam que um tipo submetesse e agora já avisam que podemos cancelar.

E que tal se colocassem as coisas online já depois de testadas, sem ser em versão beta e depois a malta que vá detectando as falhas?

“Repórter TVI” emite reportagem social e ‘dispara’

Medina Carreira e António Câmara

 

Mais um momento de lucidez a 03.12.2012 na tvi 24, com Medina Carreira que convidou António Câmara, para se falar da Economia do Conhecimento, tal como quanto à Agricultura, na passada semana, é uma área que Medina Carreira não domina mas sobre a qual António Câmara nos disse bastante.

Se por um lado ficámos com  a ideia de que até somos capazes na Economia do Conhecimento, – e não só – quer em grandes empresas que já usam a Economia do Conhecimento –  implicitamente  – no seu dia a dia e temos também 150 empresas de base na Economia do Conhecimento no nosso País.

Porém temos pouco (dinheiro e não só!!!)  para as mais instalar: Empresas da Economia do Conhecimento e fazê-las crescer no nosso País. Não só pela falta de dinheiro, como confiança para o fazer atrair de fora, mas também por sermos um País que individualmente funciona muito bem, mas coletivamente continuamos com dificuldade em nos organizarmos.

O coletivo (que nunca o coletivismo ) não funciona entre nós.

Somos muito -ainda – do desenrascanço e por outro lado temos tão boa gente que deveria querer ser empresário, mas não é por querer procurar um emprego seguro, e não arriscar. E temos empresários que não têm características para o ser.

E em tal situação com um tremendo desemprego jovem, corremos o risco como aconteceu nas ultimas duas décadas em Grécia – 10.000 cientistas gregos estão fora!!!!-  destes jovens capazes e competentes emigrarem e não regressaram e o País piora, ainda mais do que está.

Muito temos que mudar em atitude, justiça, organização. E depressa, e bem!

Augusto Küttner de Magalhães

04.12.2012

Teaching in private and state schools: the differences, priorities and styles

Teach First graduate Orla Douglas shares her experiences of teaching on both sides of the education system.

1 de Fevereiro de 2011:

‘Holding’ detém 13 escolas financiadas pelo Estado

Grupo GPS, que inclui supermercados e imobiliárias, recebeu 33 milhões em apoios.

Nem todas as escolas privadas com ensino gratuito pertencem a instituições sem fins lucrativos. A holding GPS [sigla de Gestão de Participações Sociais], gerida pelo antigo deputado socialista António Calvete, é proprietária de treze dos 93 colégios com contrato de associação com o Estado – além de empresas de comércio e serviços – pelos quais recebeu, em 2010, 33 milhões de euros.

Números que equivalem a 14% do total das escolas apoiadas e dos 239 milhões de euros pagos o ano passado por estes contratos, abrangendo perto de dez mil dos 53 mil alunos que estudam gratuitamente ao abrigo destas parcerias.

Quatro destas escolas – Santo André e Miramar (Mafra), São Mamede (Batalha) e Frei Cristóvão – são recentes, encontrando-se apenas no 5.º ano de funcionamento.

Um facto que, segundo António Calvete, não faz desta empresa uma concorrente da oferta pública existente: “Se não existisse [necessidade], não seriam feitas”, assegurou, acrescentando que estes projectos educativos avançaram “em consonância com o Governo” e para fazer face a reais “carências” na rede do Estado.

“Mafra ainda hoje está em rotura [de oferta]”, defendeu ao DN o presidente do conselho de administração de uma holding, na qual se incluem desde seguradoras a supermercados (ver caixa). “A escola de Santo André é das mais necessárias. No ano passado, o Estado pediu-nos por tudo para receber alunos do 5.º ano.”

Com os cortes deste ano – valor por turma desceu em Janeiro, dos 114 mil euros anuais para 90 mil, e será de 80 mil em Setembro -, o grupo vai perder cerca de cinco milhões de euros em apoios: “estimamos receber cerca de 28 milhões de euros em 2011”, disse Calvete.

Entretanto, a empresa não perdeu tempo e, ainda em 2010, começou a negociar saídas e alterações contratuais com dezenas de professores, motivando muitas críticas dos sindicatos.

Nada disto é, pois, novo.

Mas como eram questões laborais, e como o poder político até concorda com o torpedeamento dos direitos dos trabalhadores, tudo beeeeemmmmm….

Toda a gente achou questão menor.

Mas agora as conexões e outras situações foram (apenas parcialmente) expostas e parece-me que nem tudo pode passar com um assobio para o lado, do tipo licenciado relvas.

Foto0922