Quinta-feira, 29 de Novembro, 2012


Thirty Seconds To Mars, This Is War

Reparem como chutam a bola para as escolas e nada mais fazem do que isso. Mas há um “coordenação nacional”, ora pois…

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,

O processo de generalização do Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA) atingiu um número significativo de alunos que apresentam carências desse apoio.

Encontram-se hoje abrangidas a quase totalidade de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que acederam à plataforma electrónica do PERA.

Sugere-se aos agrupamentos e escolas não agrupadas que ainda não receberam produtos alimentares para os alunos, que, até estarem criados todos os meios que permitam distribuir os pequenos-almoços em todas as escolas que carecem deste apoio, que o mesmo seja fornecido aos alunos identificados, com base no art.º 24º do DL 55/2009, o qual refere que as escolas podem fornecer um suplemento alimentar aos alunos com menores recursos económicos, mediante utilização das verbas decorrentes de proveitos de gestão dos serviços de bufete escolar e das papelarias escolares.

Todos os agrupamentos e escolas não agrupadas que necessitem de recorrer, transitoriamente, a este mecanismo, serão contactados para posterior ajustamento ao Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA).

29 de novembro de 2012

A Coordenação Nacional do PERA

De: Administrator <dgae.mec@dgae.mec.pt>
Data: 29 de Novembro de 2012 22:10
Assunto: Registo Biográfico
Para: guinote@gmail.com

Exmo.(a) Senhor(a) Professor(a)

No sentido de uma melhor facilitação e prestação de serviços, a DGAE desenvolveu um sistema de registo de dados biográficos.
Assim o docente para poder usufruir desta mais valia deverá, executar as seguintes tarefas:

Na aplicação SIGRHE em https://sigrhe.dgae.mec.pt, no separador Geral, está disponível o Registo Biográfico (e-Bio).
Nesta aplicação, o docente deve atualizar os seus dados pessoais e preencher todos os campos referentes às habilitações/qualificações profissionais.
Pretende-se com este procedimento, agilizar processos para futuras utilizações e facultar ao docente o acesso aos seus dados pessoais/profissionais .
Após o preenchimento, deve submeter.
Posteriormente, deve aceder à aplicação, dado que a entidade de validação indicada vai validar/corrigir, validar ou deixar pendente a validação.
Se o estado da validação for pendente, apresente os documentos que comprovem os dados por si inseridos.
Para quaisquer dúvidas, consulte o manual disponibilizado na própria aplicação.

Agradecemos a disponibilidade para proceder ao preenchimento dos dados solicitados, com a maior brevidade possível, de modo a permitir a sua validação em tempo útil e a sua utilização em todos os processos que se vão desenvolver já a partir do ínicio de 2013.
Refiro por fim, a enorme importância que este registo tem no futuro de todos os docentes.

Com os melhores cumprimentos,

Eng.º João Góis
Subdiretor Geral da Direção-Geral da Administração Escolar

… não confundir com mudar.  Até porque o autor, depois de expulso da escola, insistia em a ela voltar.

Pedro Passos Coelho: uma “margem de liberdade” para acabar com o ensino gratuito. Reacções: FNE, Directores de escolas, FENPROF, Jorge Bacelar Gouveia…

Propinas no secundário, ensino obrigatório e constituição. Reacções no parlamento

Em meu escasso entender o actual PM é profundamente ignorante em Educação, tem enormes carências de formação e informação na matéria, sobrando em deformação ideológica aquilo que os assessores, escolhidos a dedo entre os tipos que assinam com dois apelidos e ascendentes de renome, lhe servem à boca.

Repare-se que nem sequer falo em matérias constitucionais. Até lá chegarmos teríamos de passar primeiro pela parte que se relaciona com a decência humana.

O secretário de Estado Casanova, em declarações à RTP aquando da ida ao Barreiro apresentar o programa PERA, a vangloriar-se de o combate à fome das escolas ser feito sem dinheiro do orçamento de Estado mas com base no voluntariado e doações.

Sinceramente, se ser democrata-cristão é isto – a apologia da caridade, enquanto se colhem louros por obra alheia para a qual não se deu um tostão – ainda bem que sou pagão.

… das declarações que fiz. Pelos vistos, terão de ser repetidas em próxima ocasião.

João Casanova de Almeida diz que se está a tentar rentabilizar “o que pode ser rentabilizado” no sistema educativo.

Isto ecoa aquilo que Maria de Lurdes Rodrigues considerava ser a possibilidade de alugar as escolas para casamentos e baptizados

Só lamento que o evento até tenha sido perto e eu nem tenha dado por isso…

Taxar a utilização de algo que se tornou obrigatório utilizar.

Há quem confunda com liberalismo, mas é apenas em casos de evidente analfabetismo político.

… a reacção do pai eterno à questão dos co-pagamentos na escolaridade obrigatória.

Com este documento da Fenprof.

Diria mais… a maior e mais aguerrida federação sindical de professores deveria recomendar aos seus dirigentes, delegados sindicais e directores filiados que agissem em conformidade com estas orientações e, desta vez, não alinhassem com simplificações que só dão jeito ao MEC.

Penso ser escusado salientar a necessidade de certos representantes, ou candidatos a, darem o exemplo, através da sua prática de não colaboração no processo. Isto apenas se as proclamações e recomendações emitidas são para ser levadas verdadeiramente a sério.

Não chega “evitar abusos”. Há que ir mais além. Há que apoiar quem resiste. Basta os filiados.Os outros desenrascam-se sozinhos e há anos e não vergam, mesmo sem as costas quentes. Mas para isso é preciso mais do que manifs a fechar à hora de almoço ou do chá.

Numas curtas declarações para a TVI acabo de dizer aquilo que penso sobre a relação cognitiva entre o actual PM e as questões da Educação.

Se passarem no Jornal da Noite, aguardo a reacção dos ramirílios pestanudos.

Ficam aqui com data de há uma semana: QuestõesSobreADD.

Parece que era para ser confidencial mas… afinal… somos todos amigos.

… assim, com o desenho da petiza.

Repito… o PR não sabe, nunca se informou. Fez um trajecto político e profissional longe das questões da Educação.

Mas alguns dos que orbitam em seu redor e recebem subsídios porque a lei assim manda (a lei que se aplica selectivamente) têm alguma obrigação de o saber pois uma parte deles também orbita organizações e grupos que pugnam por educações à sueca.

Pelo que a ignorância não pode ser alegada de forma extensiva.

Querem co-pagamentos?

Então assegurem primeiro uma verdadeira educação básica gratuita:

Children’s right to health

All students have access to a school doctor, school nurse, psychologist and school welfare officer at no cost. The government has invested SEK 650 million (USD 90,6 million, EUR 71,7 million) for 2012-2015 to improve student health.

Basic education is free of charge for pupils

Textbooks and other materials, tools etc. are free of charge in basic education and pupils are offered a free daily meal. In addition, school health care and other welfare services are free to the pupils. All pupils of compulsory school age have the right to guidance and support in learning and other schoolwork as soon as need arises.

Não acho que o actual PM seja obrigado a saber isto. Foi, ao que parece, fruto de uma pe´ssima Educação básica, a acreditar pelas suas afirmações e daqueles que dele dependem e ele autoriza que falem em seu nome e do Governo.

Provavelmente não sabe que a maioria das famílias paga tudo isto que não é pago onde existe verdadeiraemnte educação básica gratuita.

O actual PM é ignorante em matéria de Educação. Eu sei, ouvi a confissão da própria boca. não interessa o quando e como.

Já o actual MEC tem obrigação de saber um pouco mais. Já o ouvi, vi e li demonstrar mais do que isso.

No caso do PR, espera-se que ao menos tenha que o aconselhe devidamente. Sei que há gente competente entre os seus conselheiros, assessores, etc.

… pois o PSD aprovou a extensão da escolaridade obrigatória e agora quer que as pessoas a paguem.

Em coerência deveria fazer regredir a obrigatoriedade até ao 9º ano e, nesse caso, pagava quem quisesse fazer o Secundário, não obrigado.

Mas para isso era preciso ser coerente e vertebrado.

O primeiro-ministro assumiu que a reforma do Estado, implica um corte definitivo de quatro mil milhões de euros e deve começar pela Educação, onde há menos entraves na Constituição, permitindo assim que “as despesas sejam mais repartidas”. Ou seja, na prática, Passos Coelho anunciou o fim da escola gratuita, com abertura a um sistema de co-pagamento.

De qualquer modo, acredito – a sério – que o actual PR é capaz de, por uma vez, traçar aqui uma linha vermelha ao gasparismo-borgismo-passismo descabelado.

Até porque o co-pagamento já existe… só que andam a fingir que não… nem o ensino básico é gratuito entre nós. Se quiserem eu mostro as facturas, mesmo que o gaspar não deixe deduzir em sede de IRS.

No DN de hoje, Filinto Lima, vice-presidente da ANDAEP, anuncia o indeferimento pela DGAE do pedido de escusa de avaliador externo, nesta fase do processo, por questões formais, ou seja, por ainda não estar formalizada a constituição da bolsa de avaliadores.

Sim, tem razão e agradece-se este esclarecimento.

Resta a ANDAEP recomendar aos seus membros para aconselharem os professores das suas escolas acerca do melhor calendário para entregarem o pedido de escusa e, em tal momento, serem igualmente formais no tratamento de tudo.

Só gostava que fossem um pouco mais além e escavassem quem anda a teorizar e estudar a coisa, denunciassem os fluxos financeiros em concreto, etc, etc.

Têm meios e apoio jurídico para isso.

Fenprof diz que Passos quer destruir escola pública

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, disse hoje que o primeiro-ministro pretende, ao anunciar a possibilidade de cobrança de taxas no ensino secundário, destruir a escola pública tal como a Constituição a consagra.

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