Quarta-feira, 28 de Novembro, 2012


Jake Bugg, Two Fingers

Um de cada mão, ali ao lado do indicador.

Isso, aplicar otelo aos otelos.

and frankly my dear, I don’t give a damn.

Ora bem… o Conselho de Escolas reapareceu do limbo para pedir a suspensão ou simplificação ou aquilo que é costume em relação à avaliação do desempenho.

Já cansa.

Todas as vezes a mesma conversa em busca de simplexes que facilitem uma ficção de avaliação que só leva a sério quem é muito adesivado.

Como no início de cada novo ciclo, acho que também este se deveria desenvolvwer com base nas regras iniciais, para que se testasse a verdadeira exequibilidade da coisa.

Quanto ao Conselho de Escolas acho que poderia, por uma vez, não implorar coisas ao MEC em calendário bem atrasado e assumir uma atitude mais pró-activa, sugerindo àqueles que representa (os directores e as escolas, embora estas de forma muito indirecta) que não dificultem a vida às pessoas, com pedidos descabidos para registo dos docentes a partir do 4º escalão, que em alguns (muitos?) casos não cumprem notoriamente os requisitos exigidos.

Há escolas que fizeram o levantamento dos docentes em condições e outras que preguiçaram e atiraram com a papelada para toda gente preencher e depois logo se vê. Por isso, o Conselho de Escolas poderia assumir um papel de alguma liderança e apresentar propostas de conduta para as direcções e, não impondo isto ou aquilo, recomendar algum bom senso aos rigoristas que já salivam por mais grelhas.

E, muito em especial, que respeitassem os pedidos de escusa para avaliador externo e os reencaminhassem para o director geral da administração escolar, não levantando dificuldades a quem os faz e, pelo contrário, percebendo que muitos deles têm verdadeira substância. Se o DGAE indeferir tornar-se cúmplice activo e consciente de um processo que se desenvolverá com muitos dos seus agentes a sentirem-se sem as capacidades e competências indispensáveis para o exercício de tão responsável função

O MEC está, de novo, a tentar erguer qualquer coisa na areia e é o terceiro ocupante do cargo que decide avançar sem ter cirado as condições para isso.

Nuno Crato como Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada quer fingir que existe uma verdadeira avaliação do desempenho dos professores.

Foi mentira, é mentira e será mentira.

E só acho da mais elementar honestidade intelectual que isso seha claramente assumido, em vez de se andar novamente na pedinchiche.

Quanto à Fenprof, em vez de enunciar o óbvio, mais valia que incitasse os seus dirigentes a não alinharem no processo e a apoiar quem pede escusa, não aconselhando implicitamente – pela acção concreta de representantes seus nas escolas, como no passado recente – ao conformismo.

Análise: Avaliação escolar gera competição descabida

… se parecer que sim é tudo montagem. Daqui por umas semanas logo se confirma… 👿

… pratica-se a solidariedade.

Entretanto, miúdos com graves necessidade educativas ficam sem os indispensáveis apoios…

Ensino superior vai “buscar” mais de 22 milhões de euros ao básico e secundário

Página seguinte »