Apesar de não desgostar das conclusões, muito pelo contrário, acho que foi demasiado tempo para a coisa em si. Com os dados e uma folha de cálculo, isto demora pouco a fazer: RelatorioEstudoMECCusto.

Anote-se que este é o relatório ao qual deve ser apensa a adenda incluída em post abaixo.

Entretanto, este estudo junta-se ao de Tribunal de Contas e a mais outros elementos informativos muito pouco favoráveis a certos interesses.

E só falo daquilo a que assisti e em que participei. Não vou referir coisas por ouvir dizer ou achar que.

Há alguns meses, um especialista sueco que veio a Portugal a convite do FLE (Mats Björnsson) demonstrou como as reformas do sistema sueco produziram uma maior desigualdade e segregação educacional, bem como foram a par de uma queda acentuada do desempenho dos alunos nos testes do PISA.

Há duas semanas estiveram entre nós dois especialistas (Margaret Raymond e Simon Steen) que, apesar de conhecidos apoiantes da liberdade de escolha e da privatização do ensino, fizeram comunicações e apresentaram textos que nos levantam reservas sobre a experiência das charter schools nos EUA em termos de desempenho dos alunos. No caso holandês ficou claro que as escolas com gestão privada não podem obter lucros.

Ou seja… há que repensar modas

As reformas de sucesso se calhar não serão assim tão bem sucedidas.

Até que ponto estamos em condições de entrar em aventureirismos apenas porque há grupos de interesses à espreita de uma fatia do orçamento do MEC?

E até que ponto deve a opinião pública (e os próprios governantes armados em liberais) continuar a dar ouvidos a quem diariamente vilipendia a escola pública com argumentos falaciosos e sem fundamentação empírica?

Adenda: não deixa de ser curioso o silêncio sobre este estudo em outros “espaços”… muito rápidos a tentar demolir e anunciar co-pagamentos e coisas assim… 👿