• As escolas privadas com contrato de associação acham-se injustiçadas e exigem que o MEC faça um estudo sobre o custo por aluno? O MEC acede, manda fazer o estudo e entrega a coordenação a um antigo presidente associativo das ditas escolas privadas. Ao fim de algo tempo, alguns arautos começam a espalhar a mensagem de que o estudo tem conclusões convenientes para os encomendadores e que há que redireccionar os dinheiros gastos com as escolas públicas.
  • Os politécnicos apresentam problemas sérios de sobrevivência, rarefacção de matrículas e cursos sem procura? Aparecem uns grupos de trabalho com gente politécnica bem colocada e começa logo a falar-se em sacar o ensino profissional das escolas secundárias para os politécnicos.
  • Há problemas no financiamento das Universidades e cortes que colocam em causa o seu funcionamento? Deslocam-se verbas do ensino básico e secundário para minorar os cortes e manda-se anunciar isso por dois deputados reconhecidamente especialistas no assunto.

Em resumo… os bombos da festa são sempre os mesmos e uma educação não-superior pública já muito sacrificada e amputada serve de mealheiro de recurso para tudo o que dá jeito.

Uma coisa era um tipo queixar-se das exigências exógenas do Min. Finanças, outra coisa é ter de lidar com um MEC de costas viradas para tudo o que não toca directamente nos interesses particulares dos decisores ou seus ajudantes.