O MEC decidiu encomendar e suportar os encargos (mesmo que pouco relevantes, ao que dizem) de um estudo exigido pelas escolas privadas com contrato de associação (e outras que o desejam ser) sobre os custos médios por aluno.

Não sei se o MEC estará disposto para fazer um outro estudo – não poderiam a ANDE e ANDAEP exigi-lo?sobre os custos marginais que implicaria a absorção pela rede pública dos alunos que frequentam a maioria das escolas privadas subsidiadas.

O raciocínio é simples: se o número de alunos está em queda (14% segundo o ministro nos dias em que conta com as NO) e se existem professores com horários-zero essa inclusão não se revelariam orçamentalmente muito problemática ao nível do pessoal docente.

Quanto à eventual distância a percorrer por alguns alunos, se os do 1ºciclo podem fazer dezenas de quilómetros pela manhã, também os dos restantes ciclos o poderiam fazer com encargos (passes sociais ou transporte municipal) relativamente reduzidos.

Como os professores contratados do ensino privado já vão poder concorrer às vagas da rede pública, penso que tudo se resolveria a contento e com evidente vantagem para o OE, pois se deixaria de pagar uma renda anual de muitos milhões de euros.

Mas será que interessa fazer esse estudo?

Alguém poderá exigi-lo, pedi-lo ao MEC e o pedido ser atendido?

Não me parece, pois a conclusão seria – quase por certo e olhem que eu nem sugeriria nenhum ex-presidente de um sindicato para o coordenar – que seria muito mais barato integrar os alunos em escolas com contratos de associação na rede pública do que manter os contratos.

Isto não é estar contra a iniciativa privada. É apenas usar a lógica de adoptar a solução mais barata.