Eu aceito que cada um tenha as suas opções. Apenas acho que devem ser apresentadas de forma clara. Nem interessa se concordo ou discordo. Mas a realidade é que o sistema de ensino alemão, em particular no que ao Ensino Vocacional diz respeito, e mesmo com base em publicações oficiais alemãs, encaminha grande parte dos alunos que o frequentam para um ensino intermédio, com baixas expectativas de chegar à universidade.

Eu percebo que não adianta tirar cursos universitários sem saídas profissionais mas… é bom que se assuma que o modelo que se pretende copiar é o que se destina a encaminhar os jovens portugueses para vias profissionalizantes que, entre nós, têm um mercado de trabalho com oportunidades igualmente baixas.

No primeiro quadro verifica-se que as hipóteses dos jovens portugueses chegarem à Universidade são mais altas do que as dos alemães, embora abaixo da média da OCDE.

Quanto segundo demonstra como também estamos melhor posicionados do que a Alemanha no número de jovens entre os 24 e 29 anos, com Educação de nível pós-secundário, integrados numa profissão, em especial no que se refere às mulheres.

Claro que é legítima esta via de limitação das expectativas académicas dos jovens adultos, mas é bom que isso seja assumido com clareza.

Eu sei que é popular aquela coisa do aprender uma profissão. O problema é que entre nós gostaria de saber que profissões é que estão a dar.