Repito que as opções políticas são legítimas e que, tendo apoio eleitoral e da opinião pública, devem ser desenvolvidas.

Mas com informação clara sobre as consequências. Entre nós, a propaganda em decurso sobre o ensino profissional e/ou vocacional e/ou dual (está tudo muito confuso, pois não se percebe bem como se articulam as coisas… parecendo estarem à espera da chegada de consultores externos) dá a entender que a coisa vai permitir a criação de uma mão-de-obra especializada em profissões de potencial sucesso no futuro.

Pois… quiçá…

Só que os dados mais recentes para a própria Alemanha são ambíguos. Quanto às raparigas, o que impera são vocações terciarizadas, de profissões tradicionalmente mal pagas e precárias,implicando escassa formação especializada. No caso dos rapazes, saltam à vista ocupações ligadas a um tipo de indústria que os nossos governantes foram pacientemente deixando dizimar. Sim… temos a Autoreuropa, mas é só uma.